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Quando Keanu Reeves estrelou “De Volta ao Jogo” há alguns anos, poucas pessoas poderiam imaginar que o ator conseguiria emplacar outro personagem marcante nas telonas, principalmente por ter participado de produções como “47 Ronins” e “O Homem do Tai Chi“.

Mas, a verdade é que não podemos duvidar do escolhido, e ele está mais à vontade do que nunca.

Eis que “John Wick 3 – Parabellum” enfim estreou, e agora podemos dizer definitivamente que se trata de uma das principais franquias da atualidade. Pode até não ter o apelo financeiro de Marvel, Star Wars ou DC, mas consegue entreter o público como poucas.

O novo filme inicia praticamente do mesmo ponto que “John Wick – Um Novo Dia Para Matar” acabou. Nosso protagonista está sendo caçado pela Alta Cúpula após quebrar as regras nas dependências do Continental. Obviamente, percebemos ao longo da trama que não é tão simples dar cabo do Bicho-Papão.

A direção e fotografia novamente saltam os olhos. Apesar de David Leitch (co-diretor de De Volta ao Jogo) já ter se consolidado com filmes como Deadpool 2 e Atômica, me arrisco a dizer que Chad Stahelski é o verdadeiro talento por trás das câmeras, e seu reboot de “Highlander” não poderia ser mais aguardado a partir de agora.

O ritmo também consegue ser muito mais bem equilibrado em comparação ao filme anterior. Contando com alguns momentos de explicação, respiro e até mesmo expansão do universo de assassinos (enfim tivemos as primeiras pistas do derivado de “A Bailarina“), em nenhum momento pode se dizer que deixaram a bola cair.

Infelizmente, desta vez temos um problema envolvendo vários personagens secundários. Apesar de ser repleto de participações especiais (muitas que não foram divulgadas), não temos praticamente nenhuma atenção, em especial para Sofia, aliada de John Wick que foi interpretada por Halle Berry. Sua presença é muito forte, sendo dona de uma das sequências mais impressionantes do filme. O público merecia muito mais.

Curiosamente, a trilha sonora, que havia se tornado uma marca registrada dos dois filmes anteriores, passa totalmente despercebida. E certamente as faixas de Le Castle Vania e Kaleida fizeram muita falta.

Ah, e fica aqui uma menção muito especial para Mark Dacascos. Longe das grandes produções, o ator e artista marcial vive o principal rival de John Wick, e com uma personalidade excêntrica porém muito convincente, a sensação de perigo é real quando ele está em cena.

Vale ressaltar que John Wick 3 nunca foi pensado como uma conclusão para a franquia. Para aqueles que ainda estão com essa ideia na cabeça, a cena final pode ser um pouco “assustadora”, mas um quarto filme já está em discussão no estúdio e deve acontecer.

John Wick 3 – Parabellum é uma excelente pedida para os fãs de gênero de ação. O filme consegue transformar sequências impactantes (e em alguns casos até grotescas) em uma nova forma de arte, escanteando táticas recentes envolvendo câmera tremida e coisas do tipo.



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