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O mundo dos games é conhecido pela diversidade de produtos que lança no mercado, com temas e plataformas cada vez mais inovadoras. No entanto, algumas desenvolvedoras preferem olhar para o passado, e para a vida real, no momento de inspiração. Os games baseados em jogos de tabuleiros, ou então em brincadeiras da vida real, estão ganhando as prateleiras. Porém, assim como qualquer tema, existem boas e péssimas opções.

Atualmente, o mercado de videogames já conseguiu vender mais de 250 milhões de consoles da nova geração, contando globalmente. Dessa fatia, o Playstation 4 tem cerca de 94 milhões, ou seja, quase 37% do mercado. Este sucesso, assim como das outras marcas, tem definido a forma de entretenimento. Cada vez mais, as pessoas estão abandonando a brincadeira física e ficando no mundo digital.
Se engana quem pensa que isso está fazendo os jogos mais tradicionais morrerem, já que o caminho é exatamente o contrário. As produtoras de games estão apostando, cada vez mais, em refazer jogos antigos em versões digitais.

Recentemente, a Ubisoft realizou uma parceria para disponibilizar o jogo de carta Uno online. Hoje, ele conta com quase 10 mil jogadores online todo mês. Um número que chega perto dos games mais modernos, e populares, que existem no mercado digital.
No entanto, existem diferentes jogos disponíveis no mercado, alguns que valem a pena experimentar e outros que é melhor passar longe. São diferentes plataformas, de diferentes estilos e que acabam ganhando críticas positivas e negativas. Ou seja, estilos de games para todos os gostos.

Os bons exemplos

É impossível não falar do sucesso que é Splatoon, quando o assunto são jogos reais que ganharam uma adaptação virtual. O game de tiro de tinta surgiu como uma derivação do paintball, que possui arenas espalhadas pelo Brasil e sempre foi popular por aqui. Com algumas adaptações, o jogo da Nintendo fez sucesso e já vendeu quase 3 milhões de unidades. Inclusive, ele foi levado para o lado competitivo e entrou no cenário profissional dos eSports. Atualmente, já são organizados diferentes torneios ao redor do mundo.
Outro caso bem-sucedido são os jogos de cassinos, sempre populares e que ganharam um novo espaço com o crescimento da internet. Plataformas como a Betway de roleta online, por exemplo, disponibilizam uma versão virtual, via streaming, com acesso pela internet. Elas abrem espaço para novatos que desejam apenas aprender as regras do jogo e praticar, sem colocar qualquer quantia em risco.

São detalhes que não seriam possíveis em um cassino real, o que faz a versão virtual ter benefícios. O jogo de xadrez também seguiu essa onda virtual, e conseguiu inovações positivas. Por exemplo, Battle vs Chess foi lançado em 2012 e recebe atualizações até hoje. O game funciona com as regras básicas de xadrez, porém com animações de batalhas e de personagens com ideias mais voltadas para o RPG. Ele foi bem aceito pelos usuários, tendo um índice de aprovação perto dos 70%, segundo a plataforma da Steam.
Não deixaram saudades
Porém, não são apenas bons exemplo que temos no mercado. Alguns jogos foram feitos para ficarem no mundo real, e a tentativa de transformar em virtual não saiu da melhor maneira. O popular Banco Imobiliário é um exemplo disso. Monopoly Plus, da Ubisoft, não acrescenta nada e nem é atrativo, inclusive as animações que são disponibilizadas costumam cansar mais do que agradar. Além disso, é um jogo que funciona melhor com a interação entre os jogadores, algo que ainda não dá para simular. Por isso, apenas 30% dos usuários aprovaram o jogo.

O tradicional Detetive também sofre com os mesmos problemas, já que a interação entre os participantes sempre foi o melhor deste estilo. Porém, em 1998, foi lançado o game oficial de Clue, com versões para computador e também consoles, mas não fez muito sucesso. A única função era repetir o mesmo jogo de tabuleiro, porém substituindo as pessoas pela inteligência artificial da plataforma. Ou seja, perdendo a parte mais importante.

Não poderíamos deixar de fora uma das piores ideias do mundo dos games. Um videogame chamado Arm Spirit tinha como objetivo simular a disputa de uma queda de braço, estilo de brincadeira popular na vida real. O resultado foram diferentes problemas e a máquina sendo recolhida. Foi uma das piores experiências na tentativa de deixar virtual um jogo real.

A indústria dos games precisa ter atenção com a resposta dos jogadores, principalmente quando a ideia é resgatar este sentimento de nostalgia



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