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Rise of Iron é o começo do capítulo final de Destiny e, de forma bem estranha, a expansão apresentou os mesmos problemas que Destiny teve quando foi lançado. Esta expansão é uma forma de nos manter animados para a chegada de Destiny 2, que originalmente chegaria neste ano, mas foi adiado para 2017. Como a última expansão de Destiny antes da sequência e como sucessora de “The Taken King”, Rise of Iron carrega uma grande responsabilidade. 

Rise of Iron foca em duas coisas: Os Senhores do Ferro e os Decaídos, uma raça de inimigos que já existe no jogo. Antes desta expansão chegar, os Senhores do Ferro eram apenas citados em descrições de itens e diálogos do Saladino. Rise of Iron conta mais sobre a história desses personagens, além de falar sobre o SIVA, nanomáquinas instáveis que podem ser usadas para criar qualquer coisa. O foco aqui é mostrar que essas nanomáquinas podem cair nas mãos dos decaídos, ameaçando a última cidade da Terra. A responsabilidade de contar boa parte da história ficou nas mãos (ou melhor, nos dados) do nosso Fantasma.

A narrativa lembra muito a do lançamento inicial de Destiny. Tirando a cena cinemática que aparece no começo da expansão, nada mais é explicado ou aprofundado. Sem mencionar que a campanha acaba de forma abrupta com ecos dos chefes originais de Destiny. No total, a campanha possui menos de 2 horas e 5 missões. Não há uma progressão de verdade. Você apenas encara os inimigos e descobre as coisas por contra própria.

A curta campanha recebe alguns detalhes através de suas missões e o grimório. No fim, precisamos continuar matando inimigos, fazendo missões em patrulhas, strikes e a raide. A partes mais interessantes da expansão estão nas missões em que conseguimos a Gjllarhorn e a Khvostov. Essas missões reintroduzem duas armas adoradas pelos fãs. As missões são curtas e divertidas. Porém, também sofrem com o problema de falta de conteúdo.

A grande contribuição de Rise of Iron está na nova área de patrulha e espaço social. As Terras Pestíferas adicionam muito espaço, mas não há muito o que fazer. As missões e quests são estruturadas de forma com que você percorra as Terras pestíferas várias vezes, o que faz com que fique um pouco cansativo após a terceira vez que você precisa fazer isso. É um passo estranho da Bungie, considerando que “The Taken King” usou a maioria das áreas existentes em Destiny para criar conteúdo novo e interessante. Rise Of Iron parece ser um conteúdo em que você explora as mesmas áreas sempre. Isso não seria tão ruim se elas realmente te levassem a algum lugar. Esta nova área de patrulha e espaço social se tornaram adições essenciais para o jogo, para dar mais sentido à expansão.

A única coisa que você pode fazer nas Terras Pestíferas é tomar a Forja de Archon. É uma arena onde você pode fazer uma oferenda e enfrentar ondas de inimigos e, eventualmente, um boss. Vale dizer que o nível máximo de luz foi aumentado de 335 para 400. Mas para alcançar o nível recomendado de 360 e 370 para entrar na raide, você terá que enfrentar horas de grind. O mesmo sistema de leveling apresentado em Taken King está aqui: drops de loot irão influenciar em seu nível de luz, para você poder usar equipamentos melhores. Entretanto, os números param entre 340 e 350. A partir daí, você fica dependente da sorte. Você precisará jogar bastante até dropar itens que te ajudem.

A maioria das missões apresenta a mesma ideia de “atire em algo enquanto seu Fantasma scaneia a região”. Rise of Iron parece ser uma peça que ficou de fora do lançamento original de Destiny. Os novos inimigos são interessantes e bem desenhados, mas nem tudo é feito com eles. É óbvio que este lançamento é bastante nostálgico, mas é inegável que ele faz com que o jogador sofra um pouco pela falta de conteúdo.

Rise of Iron é um lançamento que poderia fechar a primeira fase de Destiny com chave de ouro, porém, acaba recaindo nas falhas do lançamento inicial do game. SIVA é um vilão interessante, que acaba não sendo explorado ou explicado. A maioria do conteúdo está nas Terras Pestíferas, mas não há muito o que fazer lá. Tudo na expansão parece se resumir ao grind. Apesar de “Taken King” trazer inúmeros benefícios para Destiny, “Rise of Iron” parece ser um passo para trás.  



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