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Quem duvidava de que Monster Hunter World ficaria ainda melhor, terá que morder a língua, pois a expansão Iceborne faz exatamente isso. A primeira aventura da franquia em um Playstation 4 trouxe um mundo aberto, vasto, imersivo e com várias criaturas para serem vencidas. O game é considerado como a perfeição da fórmula que já existe há 15 anos.

Entretanto, Iceborne vem para mostrar que as coisas ainda não estavam perfeitas, pois ainda há espaço para melhorias: Existiam menos monstros que os títulos anteriores e não tinha tanto conteúdo para ocupar os jogadores depois de zerar.

Iceborne resolve isso com o Master Rank, que aumenta a dificuldade do jogo. Além de trazer um novo mundo que é praticamente um zoológico inteiro. Além disso, a expansão traz muito equipamento para os jogadores caçarem. Na realidade, Iceborne pouco parece uma expansão, lembra mais um jogo inteiro e independente que reaproveita seu personagem. E isso é MUITO positivo.

Iceborne começa seus eventos após a conclusão da história do jogo principal, você tem que descobrir o que está causando problemas no ecossistema do Novo Mundo. E para descobrir isso, você terá que caçar muitos monstros, mas muito mais do que você imagina. Mas não se preocupe: a base de Seliana servirá como centro de operações e te ajudará na sua missão.

Seliana é localizada no ponto norte do Novo Mundo, cercada de gelo e neve. A história ainda te pedirá para visitar Astera, mas é melhor ficar em Seliana, já que tudo agora fica mais próximo. Uma ótima melhora para reduzir o tempo ocioso entre caçadas. Em Seliana também há um novo minigame que permite que você ganhe Mega Potions e outros itens, basta acertar a ordem dos botões.

A casa do jogador não ganha muitas novidades, mas está bem maior e muito mais customizável. Algo legal para decorar depois de jogar bastante. Mas relaxar não é tudo: o jogo traz o Master Rank, que é comparável ao G Rank dos títulos anteriores.

Basicamente, o Master Rank adiciona novos truques para os Monstros que ainda ganham dano aumentado, mais durabilidade e pontos de vida. Master Rank te deixará ocupado por muito tempo, pode acreditar.

O jogo também aproveita as subespécies para trazer mudanças para os monstros. E o Master Rank melhora ainda mais isso, pois ele faz com que criaturas como Rathalos tenham algumas novidades, tal como começar a voar depois de ficar enraged ou usar uma fireball tripla para te atacar.

E sim, temos muitas armas e armaduras para colecionar agora. Se você não farmou o suficiente no jogo base, você sentirá uma dificuldade no começo, mas isso é remediado pela quantidade de customizações presentes nesta expansão. Você ganha um quarto tier de decorations, que te permite combinar duas diferentes skills em um só slot ou aumentar uma skill em vários níveis.

Além disso, várias skills foram ajustadas ou melhoradas. Com a armadura certa, você conseguirá superar o dano máximo de skills como Bombardier, Slugger e Maximum Might. O cap elemental de armas também foi aumentado, fazendo com que as builds elementais fiquem ainda mais atraentes.

Mas a principal estrela das novidades é a Clutch Claw, capaz de revolucionar o jeito de caçar logo na sua primeira vez. Ela permite atingir os monstros com uma boa distância, além de ‘amaciar’ a parte do corpo do monstro, abrindo espaço para mais dano. Ou você pode atingir a cabeça e causar um Flinch na criatura (bem útil). Obviamente, temos alguns detalhes como o range bem curto e a efetividade reduzida quando o alvo tá enraged. Entretanto, é uma adição sensacional.

No fim, Iceborne é aquilo que os fãs esperavam de Monster Hunter. Você vai encontrar um mundo realmente novo, com novas formas de interagir com ele e resultando em praticamente um novo jogo. Praticamente, estamos diante de mais de 100 horas de jogo em uma expansão.

Mais monstros, mais gear, mais conteúdo. Iceborne consegue melhorar o que já era muito bom e podemos dizer que esta é a experiência definitiva de Monster Hunter. Recomendadíssimo!

Nota 10010
Review | Monster Hunter World: Iceborn



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