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ReCore se mostrou como a grande esperança dos jogadores ao apresentar um misterioso planeta arenoso (algo que nos lembra muito o planeta de Luke Skywalker). Cada trailer e novidade fazia com que o hype aumentasse. Mas será que o game é tão bom assim? Será que ele atendeu as expectativas? Confira no nosso review abaixo.

ReCore segue a história de uma garota chamada Joule, que explora um planeta desértico chamado Far Eden. A Terra se tornou inabitável graças a uma doença chamada “Dust Devil Plague” e o time de Joule busca encontrar um novo mundo para terraformar e habitar. Infelizmente, Joule acorda sozinha, sem saber onde estão os demais colonos, forçando-a a explorar o mundo hostil e descobrir o que fazer.

Ela encontra ajuda na forma de Corebot Companions, mas aí está o primeiro problema de ReCore: eles não servem para praticamente nada. Mack, o cachorro, pode cavar. Seth pode viajar por longas distâncias. Duncan pode esmagar obstáculos no caminho, mas é só isso. Durante a batalha, podemos até fazê-los atacar, porém, no geral, eles são apenas companhias que fazem barulho. É possível desenvolvê-los com as peças que encontramos em Far Eden, com o intuito de aumentar seus atributos, mas tais aumentos não são tão perceptíveis durante as batalhas.

Um ponto que realmente impressiona é a batalha. É uma mistura sólida de mobilidade e tiro. O Rifle Inafune possui dois componentes: um canhão de plasma – que tem um tiro rápido e outro carregado – e um gancho – que ajuda a puxar os núcleos dos bots inimigos e adicioná-los para o inventário.

Outra coisa interessante é que cada inimigo no mundo de ReCore tem uma associação com uma cor: vermelho, azul, amarelo e branco. Essas coires podem ser usadas contra as hordas atacantes. Ao combinar a cor do canhão de plasma com a cor do inimigo, você aumenta o dano e pode tirar o núcleo dele de forma mais rápida. Mudar as cores durante a batalha é algo bem simples de fazer.

Enquanto a batalha de cores é bem rápida e legal, o resto da experiência de jogo não respeita o tempo do jogador. A primeira e mais importante coisa é a quantidade excessiva de telas de carregamento — mais do que qualquer jogo de Playstation 2. Cada cena de transição e cada morte vem com uma tela de carregamento que toma de 5 a 50 segundos de jogo, o que é algo realmente estressante.

O segundo ponto que toma bastante tempo é que o jogo é de mundo aberto, algo normal, porém, o mapa do mundo só é acessível via o menu de pausa, porém, não é a primeira coisa que vemos ao pausar o jogo. Vale dizer que o mapa é bem grande e bem rico de elementos escondidos, mas a falta de uma interface intuitiva faz com que a exploração fique mais lenta. Assim, somando os dois problemas, toda vez que você decide visitar uma área nova, você saberá que isso tomará mais de 2 minutos do seu tempo. Primeiro por ter que abrir o mapa e procurar algo, depois, você terá que aguentar a tela de carregamento.

Talvez, sem tais problemas, o jogo poderia oferecer uma experiência bem melhor, mas a espera constante para poder aproveitar cada momento do jogo faz com que a vontade de jogar diminua. O combate é incrível e a história do jogo faz com que o jogador fique interessado até o final. ReCore acaba se mostrando como um belo exemplo de um jogo com uma ótima ideia, mas com uma péssima execução.



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