Por Miguel Oliveira
Vamos ser sinceros, quem não se apaixonou pela Caça-Ratos 2 em O Esquadrão Suicida? Mas você sabia que dentre todos os personagens utilizados por Gunn em sua formação do Esquadrão Suicida, Caça-Ratos é que traz as maiores diferenças em relação ao material original nos quadrinhos?
Para começar, o fato mais importante: o Caça-Ratos dos quadrinhos nunca teve uma filha. Sendo assim, a personagem interpretada pela atriz Daniela Melchior é uma criação de James Gunn para o cinema. Originalmente a Caça-Ratos 2 morreria no final do filme, mas Gunn mudou de ideia por ela ser “doce demais”.
O Caça-Ratos original foi criado pelos escritores Alan Grant e John Wagner com o artista Norm Breyfogle. Ele apareceu pela primeira vez em uma história de duas partes em Detective Comics #585-586 em abril de 1988, que descreveu seu primeiro encontro com Batman.
Flannegan foi condenado a 10 anos de prisão na Penitenciária Blackgate. Foi lá, abusado por um diretor corrupto que estava determinado a tornar os assassinos sob sua responsabilidade o mais miseráveis possível, que Flannegan teve uma revelação – os verdadeiros ratos eram os funcionários corruptos que dirigiam Gotham City
Flannegan buscou vingança e usou seu conhecimento dos esgotos de Gotham City para construir uma prisão secreta, tomando o título de Caça-Ratos, Flannegan sequestrou os homens responsáveis por sua prisão e seu tormento. Batman acaba capturando o Caça-Ratos e o enviando para a prisão novamente.
A habilidade de controlar ratos de Otis Flannegan o tornou uma pessoa popular na prisão Blackgate de Gotham. Seu conhecimento profundo dos esgotos da cidade, bem como da planta de Blackgate, tornou possível para Otis contrabandear mensagens e itens com a ajuda de seus amiguinhos para outros condenados e aliados.
Caça-Ratos acabou sendo morto durante a primeira edição de Crise Infinita, de 2005, quando foi descoberto escondido na comunidade de sem-tetos de Gotham. Enquanto estava sendo levado pela polícia, um dos moradores de rua tentou ajudá-lo e foi empurrado por um dos policiais.
A verdade sobre o poder de Caça-Ratos só foi revelada no momento de sua morte durante a Crise Infinita, onde um soldado OMAC o identificou como um metahumano de nível gama antes de matá-lo. (para melhor colocar essa escala em perspectiva, gama é o nível mais baixo de metahumanos)
Quando a DC reiniciou o seu universo em 2011 com a iniciativa Novos 52, o Caça-Ratos foi um dos personagens beneficiados. Afinal, sua morte foi ignorada e ele estava novamente agindo como um criminoso em Gotham.
Apesar de não aparecer de fato, o Caça-Ratos existe no universo dos games Arkham. Além disso, ele também pode ser visto em algumas das animações da DC, como a mais recente da Arlequina, onde é um capanga do Duas-Caras, e em Batman do Futuro, onde vemos um personagem chamado Patrick Fitz, o Ratboy
Em O Esquadrão Suicida, quando Cleo Cazo, a Caça-Ratos 2, conta sua história, vemos em um flashback como foi a infância da garota em Portugal, onde vivia com seu pai, o Caça-Ratos original. E o interessante aqui é que o personagem é interpretado por ninguém menos que o diretor e ator Taika Waititi.