Dando continuidade à nossa série de Guias de Leitura, trazemos dessa vez uma certa amazona que vem roubando a cena nos trailers do próximo filme da DC. Sim, é claro que estou falando da Mulher Maravilha!
Lembrando antes de qualquer coisa que esse é um guia para leitores novatos ou que querem uma ajuda sobre como ingressar no universo dos personagens. Se você, leitor veterano sagaz e com bagagem, perceber que está faltando algo… ora, veja só, eu sei! A ideia é justamente colocar apenas as histórias mais importantes e clássicas dos personagens. Afinal, de outra forma o guia ficaria enorme.
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Deuses e Mortais
Como todo mundo sabe, após o mega-evento Crise nas Infinitas Terras em 1986, a DC Comics iniciou uma espécie de reboot, onde seus principais heróis tiveram suas origens atualizadas por artistas consagrados da época. Superman ficou com John Byrne, Frank Miller trouxe o seu Batman: Ano Um, e assim por diante. E coube a George Perez a tarefa de recontar a origem da Mulher-Maravilha, redefinindo o seu novo status quo e atualizando a personagem para uma nova geração.
E já no primeiro arco, Deuses e Mortais, Diana precisa impedir a ameaça de Ares, o deus da guerra. O magnífico trabalho realizado por Pérez fez com que essa se tornasse uma das fases mais famosas da Mulher-Maravilha, e a favorita de muitos fãs.
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O Desafio dos Deuses
Em sequência a Deuses e Mortais, George Perez trouxe o arco O Desafio dos Deuses, no qual reintroduziu uma das mais antigas e famosas inimigas de Diana, a Mulher-Leopardo.
Depois de se revelar ao mundo, a Mulher-Maravilha é confrontada por desafios tanto no âmbito político quanto no espiritual. Com sua missão de paz em uma encruzilhada, Diana deve enfrentar o julgamento de Zeus e os deuses do Olimpo. Aqui, Pérez cria um conto de coragem para a Mulher-Maravilha, onde é testado tanto o seu físico quanto o seu psicológico.
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JLA – Um por todos
Apesar de se tratar de uma história da Liga da Justiça, esse one-shot escrito, desenhado, arte-finalizado e colorido pelo artista Christopher Moeller tem como foco a participação da Mulher-Maravilha e sua importância dentro da super-equipe.
Na história, Diana fica sabendo de uma profecia a respeito do despertar de um dragão mágico, e que quem derrotá-lo morrerá no processo. Decidida a não perder nenhum de seus amigos, a Mulher-Maravilha os coloca fora de ação um por um, para enfrentar o dragão sozinha. Um conto sensacional, que mostra o imenso caráter da personagem e a importância que os amigos tem em sua vida.
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O Espírito da Verdade
Fazendo parte da série de histórias produzidas por Paul Dini e Alex Ross, O Espírito da Verdade traz uma interessante abordagem para a Mulher-Maravilha, mostrando não apenas a relevância da personagem em nossa cultura, mas também como ela pode impactar a forma como as mulheres são tratadas em algumas partes do mundo.
A história parte de uma recapitulação da origem de Diana por sua mãe Hipólita, para logo em seguida Paul Dini fazer um comparativo entre sua posição como embaixadora de seu povo e sua imagem como ícone feminino.
Uma boa notícia é que a Panini já anunciou que essas histórias escritas por Paul Dini e ilustradas por Alex Ross serão relançadas no Brasil agora em 2016 em um único encadernado.
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Paraíso Perdido
Phil Jimenez e George Pérez dividem o roteiro de Paraíso Perdido, cuja trama gira em torno de um plano arquitetado pela vilã Ariadne para colocar em conflito as duas tribos de Amazonas; as de Themyscera e as de Bana-Mighdall. Tudo isso enquanto Diana e sua mãe Hipólita passam por problemas pelo fato da rainha não aceitar que sua filha abandone suas obrigações com as amazonas para que possa agir como super-heroína no mundo dos homens.
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Hiketeia
Escrita por Greg Rucka e com arte de J.G. Jones, Hiketeia é uma das histórias mais interessantes da Mulher-Maravilha, além de ser um tanto polêmica por incluir a icônica cena na qual Diana confronta o Batman e cujo resultado da luta termina com o Homem-Morcego no chão, pedindo arrego, com um pé na cara.
Na trama, uma jovem chamada Danielle Wellys sela um contrato chamando “Hiketeia” com Diana, o qual garante que a Mulher-Maravilha tenha que protegê-la de qualquer mal. Caso não cumpra o contrato, Diana será morta pelas Fúrias, que ficam à espreita apenas esperando um deslize. O problema é que Danielle assassinou traficantes de drogas que usaram sua irmã como escrava sexual e a mataram, o que a coloca na mira do Batman, disposto a levá-la à justiça. Uma excelente história, que mostra o quanto a justiça pode ter diferentes interpretações.
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Petrificada
Também escrita por Greg Rucka, a HQ Petrificada vai fundo na mitologia grega tão enraizada nas origens da Mulher-Maravilha, colocando-a em confronto com um dos seres mitológicos mais temíveis que já se ouvi falar: A Medusa.
Na trama, Diana tentar impedir uma guerra entre o governo americano e Themyscera, ao mesmo tempo que precisa lidar com a ameaça da volta de Medusa nos dias atuais. Para alcançar a vitória sobre a terrível criatura que transforma em pedra todo aquele que cruza o seu olhar, a Mulher-Maravilha – no melhor estilo Shiryu – cega a si mesma para derrotar a vilã.
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Rivalidade Mortal
Novamente escrita por Greg Rucka e contando com os desenhos de Shane Davis, Steve Sadowski e Drew Johnson, Rivalidade Mortal traz novamente a participação do Batman, mas dessa vez de uma forma diferente de como apresentado em Hiketeia.
Na trama, Diana é pressionada pelo governo americano para que entregue Vanessa Kapatelis – a Cisne de Prata – para ser julgada pela morte de Darrel Keyes, assassinado às portas da embaixada de Themyscira. A Mulher-Maravilha pede então ajuda ao Cavaleiro das Trevas para encontrarem o verdadeiro assassino. Paralelamente, a bruxa Circe trama para trazer Medusa de volta à vida, em busca de vingança.
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O Círculo
Apesar de ser um grande ícone feminino, a Mulher-Maravilha até então nunca havia tido uma mulher tomando conta dos roteiros de sua revista. Esse panorama mudou em 2008, quando Gail Simone estreou com o arco O Círculo, acompanhada da arte do casal Rachel e Terry Dodson.
O Círculo conta uma parte obscura do passado de Diana, na qual ficamos sabendo que a guarda pessoal da Rainha Hipólita (o tal “Círculo” do título) era contra a gravidez da rainha, promovendo uma emboscada para matarem Diana após o seu nascimento, o que obviamente foi descoberto e lhes garantiu uma pena de prisão perpétua. No entanto, os membros do Círculo agora estão soltos novamente, e se aliam ao Capitão Nazi para matar Diana, ato que não conseguiram concretizar anos atrás.
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Sacrifício
Poucos antes da mega-saga Crise Infinita, o universo DC já estava sofrendo com os acontecimentos que pouco a pouco o empurrava para o fatídico momento já prenunciado. Um desses acontecimentos se passa no arco Sacrifício, onde Superman tem sua mente dominada pelo recém revelado vilão Maxwell Lord, e acaba quase matando o Batman ao achar que enfrentava Darkseid.
Na reta final da saga, a Mulher-Maravilha confronta o Superman disposta a fazê-lo enxergar a verdade, e o que se vê na belíssima sequência de páginas é um duelo de titãs, em uma das lutas mais frenéticas dos quadrinhos. No final, ao ouvir de Maxwell Lord que o único jeito de impedir seu controle mental seria matando-o, Diana simplesmente quebra o pescoço do vilão, fazendo com que Superman voltasse a si. Um ato ousado que ainda lhe traria muitos problemas
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Odisséia
Em Odisséia, o escritor J. Michael Strazynski traz uma aventura da Mulher-Maravilha livre de quaisquer amarras cronológicas, apresentando uma Diana com 18 anos, rebelde, e decidida a saber mais sobre suas origens e o que aconteceu com sua cultura.
Nessa nova versão, com ares de reboot, Themyscira foi destruída por um misterioso vilão, obrigando as amazonas a se esconderem no mundo dos homens. Cabe a Diana investigar o que aconteceu, partindo em uma verdadeira odisséia onde vai encontrando em seu caminho alguns dos mais clássicos vilões da personagem. Uma incrível e moderna revisita ao mito da Mulher-Maravilha.
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Novos 52 – Fase Brian Azzarello
Em 2011, quando a DC reiniciou o seu universo através do selo Novos 52, coube ao roteirista Brian Azzarello a difícil tarefa de atualizar mais uma vez a princesa das amazonas. E o trabalho feito pelo escritor não é nada menos que sensacional.
Aclamado por público e crítica, a fase de Azzarello pela Mulher-Maravilha chama atenção pelas mudanças em sua origem, com o autor aprofundando de vez a personagem na mitologia grega, colocando-a como filha de Zeus e apresentando aos poucos os diversos deuses do Olimpo, seus irmãos, cada um com um visual e características peculiares.
Uma fase excelente, que será lançada em encadernado agora em 2016 pela Panini.
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Superman/Mulher-Maravilha

Uma das coisas que o universo Novos 52 estipulou logo em seu início foi o relacionamento amoroso entre a Mulher-Maravilha e o Superman, que aqui nunca se casou com a repórter Lois Lane. Sendo assim, não demorou muito para que os casal ganhasse uma revista própria, Superman/Wonder Woman, escrita pelo roteirista Charles Soule e que se propõe a trabalhar o relacionamento amoroso desses dois seres superpoderosos da DC Comics.
Apesar de ser uma revista sobre relacionamentos, e portanto contar com altas doses de romance e discussões da relação, a trama está longe de se resumir a isso. São um casal de super-heróis afinal, e seus problemas não são nem um pouco parecidos com os do cotidiano de um casal comum. É interessante aliás a forma como Soule insere essas pequenas “dificuldades” no namoro dos dois. Apesar de serem super poderosos, membros da Liga da Justiça e portanto aparentemente com tanta coisa em comum, o roteirista foca nas diferenças entre os dois. Clark é um fazendeiro afinal, um cara do campo, alguém pacato e que esconde a sua identidade por trás da imagem de um homem simplório. Sendo assim, ele prefere manter segredo sobre o namoro dos dois, acreditando que o mundo não precisa saber disso. Já Diana cresceu para ser uma guerreira, nunca precisou se esconder e não está satisfeita com essa posição. Ela não entende porque precisa esconder algo.
Uma excelente revista que vem recebendo um tratamento sofrível no Brasil sendo publicada de forma esporádica na mensal do Superman, quando poderia estar saindo em encadernados de capa cartonada.
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