
Ele é um dos escritores de quadrinhos mais venerados e mais influentes até hoje, Alan Moore é considerado por muitos como O MAIOR dos maiores, afinal, ele redefiniu os limites e as expectativas das histórias em quadrinhos. Ele começou trabalhando em revistas como 2000AD e Warrior, onde estabeleceu seu jeito inovador de fazer quadrinhos. Depois acabou indo para a DC Comics onde escreveu alguns de seus trabalhos mais famosos. Após essa fase, ele passou a trabalhar com empresas independentes como Image Comics e America`s Best Comics. Muitos dos trabalhos de Moore inspiraram grandes filmes (uma prática que ele abomina). Moore é um cara excêntrico, mas genial, aqui vão alguns de seus trabalhos que você, definitivamente, deve ler!
O top 10 segue uma ordem cronológica (dos mais antigos para os mais recentes). Note que esta lista contém apenas Runs e Graphic Novels completas. Durante sua carreira, Moore escreveu alguns trabalhos bem respeitados, particularmente na DC Comics.
10 – V de Vingança
Um dos primeiros trabalhos de Moore, porém, V de Vingança tornou-se uma de suas obras mais famosas e de sucesso duradouro. A história acontece em uma Grã-Bretanha pós-apocalíptica depois que o resto do mundo tinha sido consumido pela guerra nuclear. Um governo fascista poderoso e corrupto assumiu o poder através de uma campanha brutal de opressão. Entre os subjugados temos Evey Hammond, uma jovem que é presa pela polícia secreta depois de tentar se prostituir. Ela é salva por “V”, um terrorista revolucionário anarquista que usa uma máscara de Guy Fawkes. Juntos, eles embarcam em uma campanha de terrorismo para livrar a Grã-Bretanha da opressão assassinando as pessoas responsáveis pela sua subjugação e aqueles por trás dos campos de concentração do governo que parecem engolir toda a oposição.
A história é notável por conter muitos argumentos se repetiram muitas vezes ao longo da carreira de Moore, como sociedades fascistas e o papel dos indivíduos “superpoderosos” dentro delas. A história em quadrinhos foi adaptada em um filme de grande sucesso em 2006 (que Moore repudiou), estrelado por Natalie Portman e Hugo Weaving. Os espectadores do filme podem se surpreender ao ver as diferenças entre os quadrinhos e o filme. A história em quadrinhos é muito mais focada na situação de Evey e uma série de outros personagens de apoio.
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9 – A Balada de Halo Jones
Das primeiras obras de Alan Moore, boa parte foi feita para a revista de quadrinhos britânica 2000AD. Das séries que ele criou para esta revista, A Balada de Halo Jones (The Ballad of de Halo Jones) foi de longe o seu melhor trabalho. Escrito em edições semanais de cinco páginas, A Balada de Halo Jones contava as aventuras de ficção científica do Halo Jones, uma mulher que vive no século 50. A série foi originalmente planejada para ser dividida em nove livros que seguem o curso da vida de Jones. No entanto, apenas os três primeiros foram escritos. Halo Jones era uma personagem ousada, sua criação foi um marco para a história dos quadrinhos. Antes dela, não havia uma protagonista feminina de destaque nos quadrinhos 2000AD.
O interessante é que Jones não tinha nada de especial no início da série. Ela não era uma assassina treinada ou uma femme fatale (embora ela serviu como um soldado em uma guerra interestelar no terceiro livro). Ela era uma mulher comum em circunstâncias extraordinárias. No entanto, ela conseguiu se tornar uma lenda galáctica através de suas façanhas. A Balada de Halo Jones também foi notável por trazer um universo incrivelmente detalhado em que seus personagens viveram. Vale a pena este material.
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8 – O Monstro do Pântano
A fase de Alan Moore em Monstro do Pântano, um personagem de terror da DC, que era uma planta humanóide, é amplamente visto como o momento em que Alan Moore se mudou da obscuridade para o sucesso mainstream dentro da comunidade de quadrinhos. No início de sua fase, ele deixou de lado, completamente, todas as histórias anteriores e o desenvolvimento de personagens associados com o personagem.
Ele essencialmente “resetou” o título, dando-lhe um novo começo, deixando o personagem livre de problemas de continuidade. Mais tarde ele iria reutilizar essa tática durante suas fases em várias outras séries. Em Monstro do Pântano ele revolucionou completamente história da origem do personagem. Para manter as coisas simples, podemos explicar da seguinte forma: inicialmente, o Monstro do Pântano foi Alex Holland, um cientista que foi pego em uma explosão de laboratório e transformado por produtos químicos no pântano em que ele caiu.
Moore refez sua origem, de modo que ele era um elemental vegetal que pensava que era Alex Holland depois que o homem morreu ao cair no pântano. Moore inovou o personagem de uma forma nunca imaginada. Durante a fase de Moore, o monstro viajou ao redor do mundo, foi para Gotham e derrotou Batman, participou de aventuras no espaço exterior e foi pioneiro na representação do sexo nos quadrinhos durante uma cena em que ele “acasalou” com sua namorada. A fase de Moore foi tão bem recebida que, até hoje, muitos acreditam que ele é o único autor capaz de “gerenciar” o personagem.
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A Panini lançou em encadernados capa cartão divididos em 6 volumes. Caso você queira o encadernado estrangeiro, clique aqui.
7 – Marvelman / Miracleman
Marvelman, também conhecido como Miracleman, devido a uma disputa de direitos autorais com a Marvel Comics, foi originalmente uma versão britânica do Capitão Marvel, que teve sua própria série que funcionou até 1963. Dezenove anos depois, Moore relançou o personagem com uma nova reviravolta: a identidade civil do Marvelman, Michael Moran, não havia se transformado no seu alter-ego há anos. Ele já não era um super-herói e estava vivendo em um casamento fracassado, sem amor. Na verdade, ele nem sabia que ele era um super-herói. Quando ele, acidentalmente, retorna à sua identidade como Marvelman, ele descobre que foi o resultado de um programa de pesquisa militar secreta que tentou criar super-heróis com o uso de tecnologia alienígena. Ele passa a descobrir muito do seu passado e a enfrentar velhos conhecidos. Uma obra sensacional. A Panini já está distribuindo a HQ na forma de uma mensal. Esta é a grande chance de acompanhar esta fase de Moore. Também existem encadernados da série, só que importados.
Esta foi uma das primeiras vezes de Moore escreveu um super-herói propriamente dito. Em sua fase com o Marvelman (que mais tarde foi seguida por uma fase fenomenal com Neil Gaiman), ele explorou vários temas e idéias que se tornariam marcas de seu trabalho: a desconstrução da idéia do super-herói, o super-herói como um tirano, o super-herói como um deus e a adaptação do super-herói com o mundo moderno. A fase de Moore foi muito cultuada, mas também amplamente condenada por algumas imagens (há uma cena de um parto bem realista que provocou polêmica) e por muitas cenas de violência. Apesar disso, Marvelman de Moore é considerado um dos seus melhores trabalhos do gênero super-herói.
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6 – Watchmen
Esta obra é um dos motivos de ser impossível de organizar os trabalhos de Moore por qualidade, Watchmen é tão bom que sua qualidade não pode ser quantificada. Não há meio de comparar com outra coisa. Watchmen é a obra-prima de Moore, um triunfo do gênero de desconstrução de super-heróis. A história levanta a questão de o que aconteceria se os super-heróis fossem reais. Quem seriam super-heróis? Que tipo de problemas pessoais ou motivações faria alguém se vestir com uma roupa colorida e lutar contra os criminosos? E o que aconteceria se um super-herói verdadeiro, aquele que tinha poderes REAIS, existisse na vida real? A história de Watchmen é incrivelmente desafiadora. Para resumir, a obra é sobre um grupo de vigilantes e uma figura superpoderosa que se encontram no meio de um conflito que poderia acabar com a vida de milhões de pessoas. Moore usou o gênero de super-heróis para explorar idéias de identidade pessoal, o pós-modernismo e o papel do poder na sociedade.
Os personagens, especialmente o objetivista vigilante de rua, Rorschach, e Dr. Manhattan, um cientista com poderes e controle divinos sobre a matéria e a energia, tornaram-se ícones para os fãs de super-herói. Watchmen, ao lado de O Cavaleiro das Trevas (Frank Miller), também foi responsável pelo fortalecimento da indústria de quadrinhos, que estava enfraquecida naquela década. Também é responsável por mudar o tom dos quadrinhos para histórias mais sombrias, corajosas e violentas, sendo imitada e servindo de inspiração para histórias similares por quase uma década. A adaptação cinematográfica de Watchmen, 2009, foi altamente bem sucedida e extremamente polêmica, pois foi rejeitada por Moore e mudou o final da história. Watchmen permanece até hoje como uma das melhores séries da história dos quadrinhos.
5 – Do Inferno
Uma das coisas pelas quais Alan Moore é famoso é pela popularização do termo “graphic novel”. Muitas das obras de Moore devem ser lidas como um todo. Um dos melhores exemplos disso é a sua obra de 572 páginas, Do Inferno, que explora os assassinatos de Jack, o Estripador. Sem estragar a história, Moore apresenta a idéia de que os assassinatos de Jack eram parte de uma conspiração para encobrir um escândalo real. Mas onde Moore realmente brilha é na sua apresentação e exploração de idéias originais e desafiadoras.
Moore usou os quadrinhos para expressar seus pontos de vista sobre a sociedade vitoriana em que os assassinatos ocorreram. Em certo sentido, a cidade de Londres e a sociedade vitoriana são personagens maiores e mais importantes do que o verdadeiro assassino e suas vítimas. Mas a obra é também um trabalho muito tecnicamente preciso. Moore fez um grande esforço para pesquisar a história real. A versão deluxe da obra contém mais de quarenta páginas de anotações e referências para poder criar tudo. Houve uma adaptação para filme em 2001, que foi desprezada por Moore e pela crítica especializada. A editora Veneta acabou de lançar um encadernado da obra. Este é um bom momento para incluir na coleção.
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4- Supremo
Originalmente, o Supremo foi criado pelo artista Rob Liefeld como uma versão violenta e arrogante do Superman para sua linha independente de quadrinhos. No entanto, depois de 40 edições, ele entregou a rédeas do personagem para Alan Moore, daí ele nunca mais foi o mesmo. Assim como fez com o Miracleman e o Monstro do Pântano, Alan Moore limpou toda a continuidade do personagem pré-existente. Ele, então, reinventou Supremo não como um clone violento, mas como um tributo de amor à Era de Prata do Superman. Fortemente influenciado por Mort Weisinger, o mentor do Superman durante os anos 50 e 60, Moore usou sua fase no Supremo para explorar o mito do Superman. A história em quadrinhos tornou-se uma obra-prima da meta-ficção, explorando questões e truques clichês que tornaram as velhas histórias do Superman tão amadas.
Em uma das primeiras histórias que ele escreveu para o personagem, o Supremo descobriu que ele era literalmente apenas a mais recente encarnação de um personagem que tinha sofrido várias revisões. Todas as versões anteriores do Supremo viviam em uma realidade específica denominada “Supremacy”. Moore também iria reconstruir a família Supremo, incorporando personagens como a irmã do Supremo (uma homenagem a Supergirl) e seu cão (uma homenagem a Krypto). Ao final, Moore tinha reconstruído o Supremo como um mito fantástico que se estendia por décadas.
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3 – A Liga Extraordinária
Esqueça aquele filme terrível com Sean Connery. Isto aqui é o que vale. Podemos dizer que é a Liga da Justiça da Inglaterra Vitoriana. Imaginem, se quiserem, uma equipe de heróis que juraram proteger a Inglaterra juntando seres estranhos e sobrenaturais como Mina Harker (de Drácula de Bram Stoker), Allan Quatermain, Capitão Nemo, Dr. Jekyll / Mr. Hyde e muitas outras figuras literárias britânicas famosas.
Ao longo de sua história, a equipe lutou contra muitos dos piores adversários e mais poderosos vilões da Grã-Bretanha, enfrentaram até uma invasão de Marte pelos marcianos de A Guerra dos Mundos. Inúmeras figuras literárias surgem em todas as suas páginas, temos até personagens de James Bond. A série foi uma forma de Moore explorar muitas de suas histórias favoritas e personagens da ficção. Na verdade, o universo de Moore estimula seus leitores a conhecerem mais dessas obras. Embora seja aconselhável ter um bom conhecimento da literatura (particularmente britânica) para apreciar este trabalho, não é um pré-requisito para a leitura, mas depois de ler, você vai querer saber mais sobre estes personagens e, inevitavelmente, irá buscar as obras originais. A Liga Extraordinária ainda é um trabalho altamente acessível para novos leitores. A Panini lançou a primeira edição aqui no Brasil, mas a Devir lançou as edições da saga Century/Século, que trazem as novas aventuras da equipe em diferentes décadas, com novos membros e formações (apesar de termos alguns membros fixos).
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Você pode encontrar a fase “Século” completa em um encadernado, clicando aqui.
Por fim, recomendamos a leitura de Nemo – Coração de Gelo, que é um spin-off da saga. Clique aqui.
2 – Tom Strong
Muitas das obras de Alan Moore são peças sombrias brilhantemente escritas, mas com um tom desolador. Mas aí temos Tom Strong, um quadrinho otimista lançado bimestralmente pla Best Comics of America. Tom Strong é um “herói da ciência”, considerado o humano perfeito, com um intelecto inventivo, grande longevidade, saúde perfeita e envelhecimento retardado. Ele cresceu num ambiente de alta densidade propiciado por uma câmara hiperbárica e recebeu educação intensiva dada por cientistas excêntricos que também eram seus pais. Durante a infância, Tom morou na fictícia ilha do Caribe chamada Attabar Teru. Ele ingere uma raiz medicinal chamada Goloka, usada pelos nativos Ozu para conseguir saúde e vida longa. Seu corpo e mente são considerados perfeitos. Apesar de ter nascido em 1899, nos anos 2000 ele aparenta ter uma idade por volta dos 40 anos.
Tom Strong tem uma esposa, a nativa Dhalua. E uma filha, Tesla. Ambas possuem as mesmas habilidades físicas e mentais de Tom, além da longevidade. Ele mora num edifício chamado Stronghold em Millennium City, uma cidade norte-americana. Seus auxiliares são Pneuman, um robo a vapor construído pelo seu pai, e Rei Salomão, um gorila com características humanas.
Moore usou Tom Strong para explorar uma variedade de gêneros e histórias, incluindo o Velho Oeste, aventuras no espaço e viagens no tempo. Mas Tom Strong também se concentrou no conceito de realidades alternativas. Em muitas edições Tom se encontrava com criaturas de outras dimensões e versões alternativas de si mesmo. Embora a série acabou sendo assumida por outros escritores (todos fizeram trabalhos excelentes, mantendo o ritmo iniciado por Moore), Moore voltou para a edição final com uma ótima história e um bom crossover.
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O título está disponível nas bancas e livrarias pela Panini. Entretanto, caso você tenha interesse, você pode comprar os volumes da Devir.
1 – Promethea
O último item nesta lista, Promethea é uma das mais recentes obras de Moore, uma história em quadrinhos que explora a magia, o misticismo, a espiritualidade e a mitologia de super-heróis. Lançado pela Best Comics of America, Promethea é a história de Sophie Bangs, uma jovem mulher que vive em Nova York que descobre que ela é a nova hospedeira de Promethea, um ser misterioso de grande poder e magia que reaparece com frequência ao longo da história de muitas culturas diferentes. Ela explora os reinos de magia escalando a árvore da vida e encontra figuras como o demônio Asmodeus.
Moore usa Promethea para expor suas opiniões sobre filosofia, religião, misticismo e ficção. Esta série é incrivelmente diversificada e apresenta grandes assuntos místicos como o ocultismo, gnosticismo e Cabala. A série termina com um crossover com outros personagens da editora, servindo como uma boa conclusão para as séries que Moore escreveu para a empresa.
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Menção Honrosa:
Batman – A Piada Mortal
Um dia ruim.
Para o Coringa, isso é tudo que separa um homem são da loucura. E na graphic novel A Piada Mortal,escrita por Alan Moore e desenha por Brian Bolland, o palhaço do crime faz de tudo para mostrar o seu ponto de vista para o Homem-Morcego, sequestrando o Comissário Gordon e tentando levar o policial à loucura com seus atos doentios. Além de servir como uma espécie possível origem para o Coringa, a HQ traz a clássica (e trágica) cena em que o vilão atira contra Bárbara Gordon, aleijando-a.