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Dragon Ball Super está de volta aos cinemas com o filme intitulado “Super-Herói”, que desta vez traz grande destaque para o filho de Goku, Gohan.

Com um anime finalizado um mangá ainda em publicação e filmes esporádicos, parece que Dragon Ball Super ainda tem um grande fôlego e fãs interessados em consumir o material. Aproveitando a chegada do novo longa, trazemos hoje algumas curiosidades a respeito dessa sequência já não tão nova de Dragon Ball.

10 – Toriyama reescreveu “Batalha dos Deuses”

O filme “Batalha dos Deuses” marcou o início do renascimento de Dragon Ball. Sem Bills e o Deus Super Saiyajin, não existia Dragon Ball Super posteriormente. Vale a pena mencionar, no entanto, que Batalha dos Deuses nem sempre foi esse filme original que deu à franquia um segundo fôlego. Originalmente, era um filme mais alinhado com os típicos filmes de Dragon Ball Z. Até que Toriyama entrou.

Ao ler o roteiro original de Batalha dos Deuses, Toriyama não gostou, e decidiu reescrevê-lo inteiramente, trazendo novidades. A transformação do Deus Super Saiyajin de Goku foi alterada para o design vermelho esguio e simples que conhecemos agora, Bills foi modificado de um vilão absoluto para um antagonista sem intenção maliciosa real, e Pilaf e companhia foram adicionados.

9 – O Renascimento de Freeza é baseado em uma música

Após o sucesso de Batalha dos Deuses, a Toei propôs a Toriyama escrever uma sequência com uma nova transformação para o Deus Super Saiyajin. Sem nenhum plano real em mente, Toriyama procurou inspiração em outro lugar. Pois é, o Renascimento de Freezza, pelo menos em seu conceito, é baseado em uma música da banda japonesa Maximum the Hormone, intitulada apenas “F”.

A música presta homenagem a Freeza, seu exército e as muitas atrocidades que cometeram. Ao ouvir a música, Toriyama percebeu que a popularidade de Freeza como vilão naturalmente seria muito útil a uma sequência de sucesso. Não é a toa que o título original do filme é apenas “O Renascimento de F”. Além disso, a música foi até utilizada no filme, na cena em que Freeza é totalmente revivido.

8 – O Esboço de Toriyama

Quando a ideia de Dragon Ball Super surgiu, Akira Toriyama escolheu pessoalmente o artista Toyotaro para ser seu sucessor, cuidando do novo mangá. O papel de Toriyama é o de criar um esboço geral dos arcos, que deve ser seguido por Toyotaro no mangá e pela Toei no anime.

Os principais pontos da trama de Toriyama incluem o início e o fim de grandes arcos, além do design de personagens. É por isso que, embora existam diferenças significativas entre o mangá e o anime na forma como a história se desenvolve, ambos tem a mesma trama e a mesma conclusão.

7 – Dragon Ball AF

Você se lembra do lendário Dragon Ball AF? Todo fã do anime teve aquele amigo na infância que tinha uma tio que tinha visto na internet que Dragon Ball tinha uma novo mangá, e talvez ele até tenha te mostrado uma imagem do Goku Super Sayajin 5 como prova. Acontece que Dragon Ball AF de fato existiu, mas não como um produto oficial. Ele era um doujinshi, um mangá feito por um fã. E sabe qual o nome desse fã? Toyotaro.

Pois é, após anos emulando o traço de Akira Toriyama e desenvolvendo uma sequência não oficial para Dragon Ball, o artista Toyotaro realizou seu sonho e foi contratado para tomar conta do mangá de Dragon Ball Super. É ou não é o sonho de qualquer fã?

6 – A maioria das aparições de Gohan são fillers

Embora o novo filme de Dragon Ball Super tenha um grande destaque em Gohan, demorou bastante até o filho mais velho de Goku ter alguma relevância.

Pai, marido e um estudioso, Gohan estava completamente afastado das lutas, e inicialmente suas aparições aconteciam em episódios fillers. Quando ele tinha algum destaque, era em situações como o nascimento de sua filha, Pan.

Após algumas aparições bobas como estrelar um filme com Mr. Satan enquanto toma cuidado para não revelar sua identidade secreta como Grande Saiyaman, Gohan voltou a ter destaque como um dos principais membros da equipe do Universo 7 no Torneio do Poder.

5 – Toriyama não queria Vegetto

Vegetto aparecendo no arco de Goku Black é um daqueles momentos que todo fã queria, mas simplesmente presumia que não aconteceria. É puro fanservice, e Dragon Ball tende a não ceder a esse tipo de pressão. E na verdade, originalmente não iria mesmo.

Toriyama não escreveu Vegetto em seu esboço original porque sentiu que Vegeta e Goku nunca iriam querer se fundir após o final da saga Boo e considerando o quão ansiosamente ambos os personagens quebram seus brincos potara antes de lutar contra Kid Boo, seria um pouco contraditório ter eles se fundindo.

Os gritos de fanservice devem ser respondidos, no entanto, e Toriyama acabou sendo convencido por Toyotaro e pela Toei a ter Vegetto aparecendo no anime e no mangá. Mas isso levanta uma questão: como exatamente Goku e Vegeta lidariam com Zamasu sem uma fusão?

4 – Goku Black não é o primeiro Goku maligno

A ideia de um Goku maligno não é tão original, considerando que a Toei já havia feito isso duas décadas antes. O principal antagonista do filme “Dragon Ball Z: A Árvore do Poder”, Turles, se parecia exatamente com Goku, apesar de não ter nenhuma conexão com ele. No filme, Turles diz que ele se parece com Goku porque eles são de uma classe baixa e os soldados de classe baixa não tem aparências distintas.

Podemos dizer que o Goku Black é Toriyama provando que um Goku maligno pode ser feito corretamente. Turles simplesmente não é uma boa tentativa. Ele é um vilão que se parece com Goku, mas Goku Black é na verdade uma antítese de Goku. Eles se opõem em todos os sentidos.

3 – No mangá, Trunks é um Kaioshin

Existem diferenças significativas entre o anime e o mangá, e uma das maiores mudanças entre os dois meios é o papel de Trunks no arco do Goku Black. No anime, ele é um participante ativo na luta contra Zamasu, segurando Goku Black e até conseguindo um novo poder perto do final do arco. No mangá, ele tem um papel de apoio onde pode curar nossos heróis graças ao seu novo treinamento Kaioshin.

Durante todo o arco Goku Black no mangá, Trunks é tecnicamente um Kaioshin. Ele passou pelo treinamento e pode usar suas habilidades de cura, então ele é basicamente um membro honorário dos Kaioshin.

2 – Mais atenção a Vegeta

Algo que aborrece muita gente na série original é como Vegeta é sempre colocado abaixo de Goku, simplesmente por motivos de protagonismo. Vegeta é naturalmente o mais forte entre os dois na saga dos Saiyajins, mas Goku é capaz de superá-lo graças ao Kaioken. Goku o supera completamente nas sagas Freeza e Boo, e Vegeta só é mais forte que Goku na saga dos Androides, quando Goku está se recuperando de uma doença.

Porém, a história é um pouco diferente em Super. Desde seu treinamento conjunto com Bills, Goku e Vegeta têm sido bastante equivalentes. Goku tem o Kaioken e Instinto Superior em sua vantagem, mas Vegeta dessa vez também tem suas próprias cartas na manga. Além de também ter aprendido o teleporte, ele ganhou a exclusiva transformação Super Saiyajin Blue Beyond e desenvolveu o Instinto Insuperável.

1 – Universos Separados

Durante muito tempo, mangá e anime de Dragon Ball Super caminharam juntos. Quando o anime encerrou, no entanto, o mangá continuou, trazendo mais duas sagas: a Saga de Moro e a Saga de Granola. Nesse meio tempo, o anime ganhou mais um filme, Dragon Ball Super: Broly, que não foi adaptado no mangá.

Dessa forma, com a chegada do novo longa-metragem, Dragon Ball Super: Super-Herói, os fãs começaram a questionar o que afinal está acontecendo na linha cronológica e o que deve ou não ser considerado como oficial.

Em uma entrevista à V-Jump, o produtor do novo filme, Akio Iyoku, esclareceu que o anime e o mangá são “histórias paralelas”. De acordo com ele, atualmente existem duas linhas cronológicas diferentes acontecendo – o que faz sentido, considerando que Dragon Ball Super lida com conceitos de multiverso.

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