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Apesar de nunca ter sido uma das principais equipes da DC Comics, o Esquadrão Suicida conquistou um legado impressionante e é responsável por fazer os leitores conhecerem vários vilões de classe B do Universo DC.

Essa falta inicial de personagens principais, juntamente com a premissa única, permitiu que o Esquadrão Suicida se tornasse popular o suficiente para ganhar um filme em 2016, que mesmo recebendo muitas críticas negativas, garantiu mais um filme, dessa vez nas mãos do criativo James Gunn, e que chega aos cinemas em agosto.

Desde que a equipe se reinventou como ‘Força Tarefa X’ em 1987, o Esquadrão Suicida passou de uma equipe marginal dentro da DC a um dos elementos mais importantes da editora. Por isso não deve ser surpresa que existam muitas curiosidades fascinantes que você pode não saber sobre a equipe. E é isso que estamos trazendo aqui hoje.

10 – Surgiu antes da Liga da Justiça

O início do Esquadrão Suicida estava totalmente fora do gênero de super-heróis, estreando na Era de Prata dos quadrinhos em uma época em que os gibis de super-heróis estavam em declínio. Na verdade, o Esquadrão Suicida original tinha mais em comum com as equipes mais antigas de revistas pulp que vieram antes dos super-heróis.

A primeira aparição da equipe aconteceu em 1959 em The Brave and the Bold #25, e se estendeu por três edições até a #28, que marcaria o surgimento da Liga da Justiça da América. Pois é, o Esquadrão Suicida é mais antigo do que a Liga por três edições.

A DC então voltou aos super-heróis mais uma vez com o sucesso da estreia da Liga da Justiça. Demoraria vários anos até o Esquadrão Suicida retornar, de uma forma completamente diferente.

9 – Uma reformulação na DC pós-crise

As histórias do Esquadrão Suicida com as quais estamos familiarizados foram criadas após Crise nas Terras infinitas Terras, por John Ostrander, no evento crossover Lendas de 1987. A equipe apresentou uma série de supervilões de quinta categoria que foram coagidos a fazendo missões secretas para o governo dos EUA sob a supervisão de Amanda Waller.

Esta reformulação pós-crise conta como a primeira vez que a equipe foi referida como Força-Tarefa X e contava com Pistoleiro, Arrasa-Quarteirão, Tigre de Bronze, Magia, Capitão Bumerangue e Rick Flag Jr.

Embora tenha sido completamente diferente da que veio antes, essa versão da ‘Força-Tarefa X’ do Esquadrão Suicida provaria ser a fórmula vencedora que formaria a base de todos os relançamentos e adaptações subsequentes.

8 – Vilões que ninguém se importava

Embora personagens como Pistoleiro e Capitão Bumerangue sejam populares agora, sua inclusão no Esquadrão Suicida foi feita por causa de sua falta de popularidade. Fazendo jus ao seu nome mais do que a equipe original jamais fez, ficou claro que qualquer um poderia morrer nas missões.

Esse truque só funcionou por um certo tempo, claro, já que a popularidade da equipe impulsionou muitos dos membros sobreviventes da Força-Tarefa X a um nível de estrelato que nunca tiveram antes.

Dessa forma, a segunda encarnação do Esquadrão Suicida deu continuidade ao legado da versão original, dando uma alternativa aos quadrinhos de super-heróis da DC. Como esses personagens foram subutilizados em histórias de super-heróis mais tradicionais, eles foram capazes de incorporar outros gêneros – como thrillers de espionagem e ação militar – de volta ao Universo DC.

7 – Rick Flag Jr.

Como os fãs de quadrinhos são obcecados por continuidade, a ‘Força-Tarefa X’ freqüentemente tem Rick Flag Jr. na equipe. Isso é em parte uma homenagem à versão da Era de Prata do Esquadrão Suicida, que era liderado pelo Coronel Rick Flag, o pai dele.

Nas histórias, isso é justificado por Amanda Waller querer um soldado mais convencional como líder do grupo, para manter os supervilões sob controle. Mas para os leitores, deu uma sensação de legitimidade à nova encarnação da equipe ao conectá-la ao título original.

6 – Amanda Waller é o único membro permanente da equipe

Enquanto personagens como Rick Flag Jr. e Capitão Bumerangue manifestaram a intenção de manter uma certa tradição, a introdução de Amanda Waller revelou exatamente o oposto. Amanda Waller foi uma personagem inovadora de duas maneiras muito distintas.

A primeira é que ela era uma funcionária do governo moralmente ambígua, escrita de uma forma que a tornava uma anti-heroína tanto quanto os supervilões que trabalharam sob seu comando. Essa caracterização abriu o caminho para que organizações como A.R.G.U.S e Xeque-Mate fornecessem histórias mais moralmente ambíguas para o Universo DC.

Outra maneira mais óbvia pela qual Waller trouxe inovação aos quadrinhos é que ela era uma mulher negra, obesa e de meia idade, mostrada em uma posição de autoridade desde sua primeira aparição como comandante da equipe. Amanda Waller é uma personagem tão interessante e importante para o conceito do Esquadrão Suicida, que ao longo dos anos, por mais que a equipe tivesse inúmera alterações, ela sempre permanecia.

5 – A improvável estreia de Oráculo

Embora o Esquadrão Suicida receba legitimamente o crédito por popularizar supervilões como Pistoleiro e Capitão Bumerangue, além de apresentar personagens hoje fundamentais da DC como Amanda Waller, uma coisa pela qual o título raramente recebe crédito é o de ter sido o primeiro lugar onde os fãs de DC viram Barbara Gordon como Oráculo.

Quando os fãs da DC pensam em Oráculo, eles geralmente pensam no papel de Bárbara com as Aves de Rapina ou nas muitas vezes que ela é mostrada ajudando o Batman nos bastidores. No entanto, sua transição de Batgirl para a hacker Oráculo foi introduzida no Esquadrão Suicida de John Ostrander.

A decisão de trazer Bárbara de volta dessa forma depois de A Piada Mortal transformaria a personagem para sempre, e certamente para melhor.

4 – Ajudou Arlequina a se tornar ainda mais popular

Por causa da natureza do Esquadrão Suicida de Amanda Waller, os supervilões não parecem “vilões” por muito tempo, o que o tornou o lugar perfeito para Arlequina se transformar em uma das anti-heroínas mais populares da DC.

Embora levasse quase três décadas para Harley ingressar na Força-Tarefa X, a personagem foi praticamente feita sob medida para estar na equipe. Ela era engraçada, relativamente fraca, carismática e com muito potencial inexplorado se colocada no quadrinho certo. O Esquadrão Suicida permitiu que ela se desenvolvesse em um ambiente de equipe que fez seu passado como vilã se encaixar perfeitamente em seu potencial como personagem.

Principalmente devido à sua participação na Força-Tarefa X, Arlequina é agora um dos maiores nomes da DC Comics, capaz de carregar seus próprios títulos.

3 – John Ostrander é responsável por quase metade das mortes na Força-Tarefa X

John Ostrander foi responsável pela versão moderna do Esquadrão Suicida e coescreveu a série ao lado de Kim Yale. Nesta fase original, Ostrander claramente saboreou a sensação de que ninguém estava seguro, matando 16 membros do Esquadrão nas 66 edições que compõem sua passagem pelo título.

Quer tenha sido pelas baixas vendas nas fases seguintes ou a hesitação em matar personagens em uma equipe que se tornou mais estabelecida, os escritores subsequentes colocaram menos ênfase no que era inicialmente uma parte central do apelo original dos quadrinhos do Esquadrão Suicida. Afinal, qual a moral de ter “suicida” no nome, se ninguém morre nas missões?

2 – O Pacificador influenciou a criação do Comediante de Watchmen

O personagem de John Cena no filme do Esquadrão Suicida de James Gunn, o Pacificador, não era originalmente um personagem da DC. Na verdade, ele surgiu originalmente como um personagem da Charlton Comics, uma editora que mais tarde foi adquirida pela DC. E isso leva a um outro ponto interessante.

Na década de 1980, Alan Moore desejava usar personagens da Charlton sua nova série em quadrinhos: Watchmen. No entanto, quando a DC decidiu inserir aqueles personagens recém-adquiridos no seu próprio Multiverso, Moore precisou criar personagens diferentes e originais. Mas ainda assim, para não precisar mudar muito a trama que já havia idealizado, ele manteve algumas características dos personagens da Charlton.

Por exemplo, o design e os poderes do Doutor Manhattan foram tirados do Capitão Átomo enquanto o Questão influenciou Rorschach. Da mesma forma, o Pacificador serviu de inspiração para o Comediante, também conhecido como Edward Blake.

1 – O novo filme é considerado pelo diretor como uma sequência da HQ

Muito foi questionado, desde o anúncio do filme de James Gunn, se ele seria ou não uma sequência do longa de 2016 dirigido por David Ayer. Afinal, apesar de contar vários dos mesmos atores, a DC sempre preferiu se desvincular totalmente do longa de Ayer, que apanhou muito da crítica e dos fãs.

Recentemente, James Gunn encontrou uma saída para esses questionamentos. De acordo com o diretor, ele encara seu filme muito mais como uma sequência dos quadrinhos de John Ostrander dos anos 80. Os atores voltam aos papéis simplesmente porque alguns encaixaram bem demais para serem descartados só porque um filme não deu certo, como Viola Davis como Amanda Waller e Margot Robbie como Arlequina.

Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.


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