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Thor: Amor e Trovão foi recebido com uma recepção bem dividida do público e da crítica. Para começar, as diferenças significativas do material de origem na encarnação dos personagens do MCU fizeram com que o público tivesse sentimentos contraditórios sobre a adaptação cinematográfica. E um desses personagens seria Gorr, o Carniceiro dos Deuses.

Claro que é normal que aconteçam mudanças quando personagens são adaptados dos quadrinhos para as telas, mas no caso de Gorr, que se tornou nos últimos anos um dos vilões mais complexos, ameaçadores e bem desenvolvidos do Thor, houve um enorme sentimento de que a versão do cinema ficou muito aquém de seu potencial. No vídeo de hoje, separamos então 10 elementos do Gorr do Universo Cinematográfico Marvel que o diferenciam bastante dos quadrinhos.

Mais fraco

Embora a transposição dos quadrinhos para o MCU sempre quase sempre enfraqueça os personagens, isso é muito mais perceptível com Gorr. Nos quadrinhos, este é um homem que não apenas mata deuses, ele os massacra. Seu rancor pelos deuses alimentou a Necroespada e o tornou capaz de grande terror.

No filme, essa parte não é tão detalhada quanto poderia ter sido. A matança de deuses não recebe muito tempo de tela. Além disso, o estilo de luta de Gorr é errático, e ele é facilmente derrubado pelos Asgardianos. Embora poderoso o suficiente para enfrentar Thor, ele está longe de ser o vilão que subjugou o Deus dos Trovão nos quadrinhos.

Muito mais jovem

Esta versão de Gorr não tem idade definida, mas ele certamente não é tão velho quanto sua contraparte dos quadrinhos. Nas páginas, Gorr tem milhares de anos e viu o cabelo do quase imortal Thor ficar grisalho. De certa forma, isso explica a falta de experiência de combate do Gorr cinematográfico.

Enquanto no filme a Necroespada consome sua vida aos poucos fazendo com que ele tenha pouco tempo de vida para cumprir sua vingança, nos quadrinhos ela o mantém vivo através de séculos, onde ele foi aperfeiçoando cada vez mais o seu uso. O Gorr do MCU aparentemente não teve o tempo necessário para ser o homem que poderia facilmente derrotar os deuses.

Filhos

No MCU, não é um filho que morre nos braços de Thor, mas uma filha. Na verdade, a diferença se torna ainda maior quando observamos que nos quadrinhos, Gorr tinha na verdade 3 filhos e uma esposa grávida. Sua esposa morre ainda com o bebê no ventre, devido a um deslizamento de terra, e seus filhos morrem por um por um, de inanição.

Mas a maior diferença está no quão mais profundo o amor do Gorr do cinema alimenta suas ações. Nos quadrinhos, o amor que tinha por sua família perdida mal se comparava ao ódio ardente de Gorr pelos deuses. No MCU, Thor consegue convencer Gorr de seus modos genocidas apelando para seu amor por sua filha. De forma bastante controversa para os fãs dos quadrinhos, isso funcionou.

Necroespada

Ainda sobre as origens de Gorr, ele não é o único de seu povo que sobrou vivo, como vemos no filme. Nos quadrinhos, depois de enterrar o último membro de sua família, Gorr confronta os religiosos de sua tribo, dizendo que suas orações são inúteis e que não existem deuses no céu. Mesmo passando por tantas atribulações, o povo de Gorr o chama de blasfemador, o apedreja e o exila da tribo.

Gorr vagueia pelo deserto até se deparar com a queda de dois deuses que estavam lutando – um deus ancião das trevas chamado Knull e um deus de pele roxa com armadura dourada. Gorr fica furioso quando o deus de armadura de ouro implora por ajuda e acaba com ele depois de se fundir com a arma de Knull, a Necroespada, iniciando assim uma longa e sangrenta conquista contra todos os deuses que ele encontra.

Não viajou no tempo

Um elemento importante da trama do arco de Gorr nos quadrinhos foi o uso da viagem no tempo. Ele encontrou os deuses do tempo e os escravizou para que pudesse usar seus poderes para seus próprios esquemas. É também através da viagem no tempo que ele consegue sequestrar o jovem Thor e escravizá-lo para construir a Bomba Divina.

No MCU, esse elemento da trama está completamente ausente. A importância do enredo de viagem no tempo nos quadrinhos era estabelecer três versões diferentes de Thor, e o quanto esse deus se viu envolvido na história de Gorr. No MCU, Gorr trata Thor mais como um inconveniente do que como um adversário.

Queria a Eternidade, não a Bomba Divina

O plano mestre de Gorr nos quadrinhos para matar todos os deuses era o de criar uma “Bomba Divina” hiperdimensional. Esta bomba explodiria em todo o tempo e espaço, erradicando todos os deuses do multiverso ao mesmo tempo. A bomba foi criada pelo deus das bombas usando o coração de um deus primordial, aprimorada com a magia temporal dos deuses do tempo, e então energizada imensamente pela Necroespada.

Um plano bastante exagerado, em comparação com o objetivo mas simples (e conveniente) do Gorr do cinema. No filme, Gorr está procurando roubar Rompe-Tormentas, pois é o único artefato que gera a Bifrost. A Bifrost é a chave para chegar até a Eternidade, um ser muito acima dos deuses que concede a qualquer um que os encontre um único desejo. O Carniceiro dos Deuses desejaria a morte de todos os deuses, provavelmente de todo o multiverso também, então o efeito acabaria sendo o mesmo da Bomba Divina.

Não escravizou deuses

Nos quadrinhos, Gorr é visto punindo um escravo magro. Para surpresa dos leitores, é revelado que o escravo é Volstagg, o famoso companheiro gordo de Thor. A surpresa se transforma em choque quando Volstagg é crucificado e vemos que há uma verdadeira horda de escravos na mesma situação. Ainda mais tarde, vemos que ele mantinha incontáveis desses deuses escravizados para construírem forçosamente a sua Bomba Divina.

O Gorr do MCU nunca atingiu esse nível. Mesmo os deuses que ele matou, são apresentados no filme fora da tela, apenas em breves imagens que aparecem no monitor dos Guardiões da Galáxia. Embora seu plano para a Eternidade não precise realmente de uma horda de escravos divinos, é provável que ele não tenha se incomodado com essa parte. Mas, ei, ele sequestrou crianças.

Não conheceu outras versões de Thor

Já falei sobre a viagem no tempo, mas vamos elaborar. Nos quadrinhos, Gorr está presente em todas as três fases significativas da vida de Thor. Seus dias de juventude como um deus impetuoso e orgulhoso, o nobre papel que ele serviu como membro fundador dos Vingadores, e o velho Rei Thor, cansado de batalhas.

Através dessas épocas, Gorr tem diferentes tipos de ódio. Do Jovem Thor, por sua arrogância divina, do Vingador Thor, por sua falsa nobreza, e do Rei Thor, por se dignar a ser um “deus” quando todos os outros deuses foram exterminados ou escravizados. Essa dinâmica está ausente do filme, e a inimizade de Gorr com Thor até se transforma em empatia no final. Uma escolha interessante, embora menos épica.

Derrotado por Jane Foster e Thor

Como o Jovem e o Velho Thor estão ausentes, os aliados de Thor em sua luta contra Gorr são muito diferentes. Em vez disso, ele traz Valquíria, Korg e Jane Foster, seus aliados mais próximos. Ao longo do caminho, Korg e Valquíria são colocados fora de ação, e cabe a Odinson e a Poderosa Thor impedir Gorr de pôr em prática seu plano.

Nos quadrinhos, o Vingador Thor foi alimentado por todos os deuses através do espaço e do tempo, para parar a Bomba Divina. Ele se tornou o Deus dos Deuses, dominou a escuridão da Necroespada em seu próprio corpo e usou o seu Mjolnir e o Mjolnir do Rei Thor, um em cada mão, para derrotar Gorr. Épico, convenhamos.

No filme, isso é significativamente reduzido, com os dois Thors trabalhando juntos para destruir a Necroespada, embora não consigam impedir Gorr de desbloquear e acessar a Eternidade.

Mais triste do que furioso

Se há uma emoção que define Gorr nos quadrinhos, é a raiva. Sua história é alimentada pela raiva contra os deuses por deixar sua família morrer. Essa raiva só cresce a cada novo deus que ele conhece, e cada um deles caiu por sua lâmina. Em contraste, o Gorr do MCU tem uma tristeza muito mais pronunciada para o personagem.

Quando capturou Valquíria, Thor e Jane, ele falou sobre o quão injustamente os deuses os trataram com simpatia genuína. Essa tristeza é provavelmente o que permitiu que Thor convencesse Gorr parar seu genocídio de deuses no final. Pelo fato de seus sentimentos motivadores no cinema serem amor e tristeza, e não ódio, Gorr teve a escolha de matar os deuses mas não o fez, optando por trazer sua filha de volta.

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