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Com a chegada de um novo Jurassic World aos cinemas, muita gente voltou a lembrar com carinho do clássico absoluto que deu origem a tudo. Jurassic Park, lançado em 1993, não só revolucionou o cinema com seus efeitos visuais inovadores, mas também conquistou uma geração inteira com sua mistura perfeita de aventura, ciência e suspense.

A história da criação de Jurassic Park está cheia de curiosidades incríveis. E no vídeo de hoje, relembramos tudo isso em 10 fatos.

Houve uma guerra pelo livro

Jurassic Park é baseado em um romance originalmente escrito por Michael Crichton e publicado em 1990. O conceito de Crichton foi considerado tão forte por Hollywood que os estúdios estavam dando lances pelos direitos do livro antes mesmo de ele ser publicado.

A Warner Bros. estava na disputa e queria Tim Burton para dirigir o filme. A Columbia queria que Richard Donner o dirigisse, e a 20th Century Fox estava interessada em Joe Dante para a direção. Até James Cameron também queria fazer o filme, mas os direitos foram arrematados por Steve Spielberg horas antes de ele fazer sua proposta.

A história poderia ter sido muito diferente

A primeira ideia de Michael Crichton foi escrever um roteiro sobre um Pterodáctilo sendo clonado e trazido à vida, narrado do ponto de vista de uma criança pequena. Crichton tinha uma equipe de pessoas que revisam seus rascunhos e todos os cinco disseram que não gostaram da ideia do Pterodáctilo, então ele mudou o roteiro para a história de um estudante universitário que acidentalmente cria um dinossauro. Eles também não gostaram, então Crichton reescreveu o roteiro para que se parecesse mais com seu próprio filme lançado anos antes, Westworld (1973) – um parque temático onde tudo dá errado. Sim, o autor de Jurassic Park é o mesmo criador de Westworld.

George Lucas ajudou

Enquanto Jurassic Park entrava na pós-produção, Spielberg recebeu o roteiro de A Lista de Schindler. Sabendo que precisava agir imediatamente, ele voou para a Polônia para filmar durante o inverno. Por meio de teleconferência, manteve contato com sua antiga equipe, mas descreveu trabalhar nos dois projetos como “uma experiência bipolar”.

Para ajudar a supervisionar a finalização de Jurassic Park, Spielberg recorreu a seu velho amigo dos tempos de Indiana Jones e Em Busca do Vale Encantado, George Lucas. Lucas e sua equipe passaram a maior parte do tempo trabalhando no som e nos efeitos visuais. Pela sua contribuição, Lucas recebeu um crédito especial ao final do filme.

Lenda dos efeitos visuais, Phil Tippett inspirou uma fala do filme

Phil Tippett é um lendário animador especializado em stop-motion, com passagens por estúdios como Industrial Light & Magic e DreamWorks. Ele trabalhou em diversos filmes importantes nos anos 1980, incluindo Star Wars: O Império Contra-Ataca. Seu estilo de animação, conhecido como go motion, incorporava desfoque de movimento para dar mais realismo aos movimentos do stop-motion tradicional.

Tippett foi inicialmente contratado para cuidar dos efeitos dos dinossauros em Jurassic Park, mas a equipe acabou optando por usar CGI para deixá-los ainda mais realistas. Ao saber disso, Tippett reagiu com a frase: “Acho que estou extinto.” Spielberg gostou tanto da expressão que decidiu incluí-la no filme, adaptando-a para uma fala do personagem Malcolm: “Você quer dizer extinto?”, em resposta ao comentário de Grant de que estava desempregado.

Os dinossauros mal aparecem no filme

O diretor Steven Spielberg criou o conceito moderno de blockbuster de verão com Tubarão. Embora o tubarão apareça por apenas quatro minutos na tela — em parte porque o animatrônico vivia quebrando —, Spielberg conseguiu construir tensão usando técnicas minimalistas, fazendo com que o público preenchesse as lacunas com a própria imaginação. Em Jurassic Park, mesmo com os avanços tecnológicos, ele manteve a mesma filosofia.

No total, os dinossauros aparecem por apenas quinze minutos dos 127 minutos de duração do filme. E desses quinze, somente cerca de seis minutos usam dinossauros criados por CGI — o restante foi feito com animatrônicos. Essa combinação garantiu que, quando os dinossauros aparecessem, pudessem se mover e interagir de forma mais dinâmica do que o tubarão, o que ajudou a aumentar ainda mais o realismo.

Grandes nomes foram considerados para o elenco

Como os dinossauros têm pouco tempo de tela, a história de Jurassic Park é, acima de tudo, muito humana. Por isso, era essencial que Spielberg escolhesse os atores certos para dar vida a esses personagens e aos seus conflitos. Embora o elenco final tenha se mostrado perfeito em seus papéis, o processo de escalação deixou muitos cenários hipotéticos interessantes pelo caminho.

Várias estrelas de peso foram consideradas para os personagens. Entre elas estavam Harrison Ford como Grant, Jim Carrey como Malcolm e Robin Wright como Sattler. Talvez o nome mais marcante tenha sido Sean Connery, que recusou o papel de Hammond para atuar em Sol Nascente — mais um caso notório de oportunidade perdida em sua carreira.

Jeff Goldblum transformou Malcolm em um personagem corajoso

Entre todos os personagens humanos do filme, nenhum deixou uma marca tão forte na cultura popular quanto o Dr. Ian Malcolm (Jeff Goldblum). Matemático especialista em teoria do caos, Malcolm serve como a voz da razão, alertando sobre os perigos da tentativa humana de controlar a natureza. Ele também demonstra coragem ao acender um sinalizador para atrair o Tiranossauro e afastá-lo de Grant e das crianças.

Curiosamente, a cena originalmente mostraria Malcolm fugindo para salvar a própria pele. Mas foi o próprio Goldblum quem procurou Spielberg e sugeriu alterar a cena, dando a Malcolm um momento mais heróico. A mudança funcionou perfeitamente e ajudou a consolidar o personagem como talvez o melhor papel da carreira de Goldblum.

O Tiranossauro vivia quebrando

O dinossauro mais icônico do filme é, sem dúvida, o Tiranossauro Rex. A responsabilidade de dar vida à criatura nas cenas mais tensas ficou com Stan Winston, que construiu um enorme robô hidráulico. Mas, na hora de filmar o ataque ao grupo no tour, vários problemas começaram a aparecer.

A principal dificuldade era a chuva: a água encharcava a pele de látex do robô, alterando seu peso e obrigando a equipe a secá-lo com toalhas entre as tomadas. Em alguns momentos, o peso da água fazia o robô se mover sozinho. Um desses momentos acidentais acabou entrando no filme — quando o Rex quebra o teto solar do carro onde Lex e Tim estavam escondidos.

Jurassic Park foi a maior bilheteria de todos os tempos

Com um orçamento de US$ 63 milhões, o filme arrecadou incríveis US$ 913 milhões nas bilheterias, tornando-se o filme de maior bilheteria de todos os tempos e, após um relançamento, tornou-se o primeiro filme a ultrapassar US$ 1 bilhão e o primeiro a ultrapassar US$ 500 milhões nas bilheterias internacionais.

Além disso, por ter participações nos lucros do filme, Spielberg arrecadou US$ 250 milhões com Jurassic Park. Até hoje, essa é a maior quantia que alguém já ganhou com um único filme.

A sequência

O sucesso de Jurassic Park reforçou a popularidade de Michael Crichton como autor. Assim, os fãs queriam uma continuação, mas Crichton estava relutante. Porém, assim que a ideia de um filme sequencial surgiu, Crichton decidiu que de fato escreveria uma continuação para seu romance. Afinal, o filme foi um sucesso estrondoso de bilheteria, e a Universal faria uma sequência com ou sem o autor original.

Dessa forma, “O Mundo Perdido” foi lançado como livro em 1995 e serviu de inspiração para o filme. Spielberg foi contratado como produtor do filme, mas não tinha certeza se queria dirigir. Ele estava em processo de criação de seu próprio estúdio de cinema, a DreamWorks, e não sabia se queria fazer uma sequência. Eventualmente, porém, ele decidiu de fato dirigir o longa.

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