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Muito antes dos universos cinematográficos de super-heróis, Bruce Timm já havia feito o mesmo na década de 1990, conectando as diferentes séries de personagens da DC até o seu grande ápice: Liga da Justiça.

Reunindo a equipe principal da DC Comics e apresentando ao longo de seus episódios boa parte do panteão de heróis e vilões desse universo, a série marcou gerações, sendo responsável por apresentar muitos desses personagens aos fãs. No vídeo de hoje, trazemos 10 fatos sobre essa popular série animada.

10 – Batman do Futuro levou à Liga

Depois das séries do Batman e do Superman, os fãs perguntavam constantemente a Bruce Timm: “A próxima série animada será da Liga da Justiça?” E ele sempre sustentou, por quase cinco anos, que uma série da Liga da Justiça teria muitos personagens e seria muito difícil de produzir.

Mas no final do ciclo de produção de Batman do Futuro, Timm e companhia apresentaram uma versão futura da Liga da Justiça. Eles apareceram em um dos últimos episódios dessa série. Esse episódio provou que a equipe poderia sequências de ação muito bem feitas, equilibrando vários personagens em equipe. Uma série da Liga da Justiça agora parecia possível, e eles partiram para ela quase imediatamente.

9 – Primeira Missão

Quando Bruce Timm precisou vender a ideia de uma série animada da Liga da Justiça para a Warner, ele decidiu fazer o que havia dado certo com as séries anteriores: um pequeno curta apresentando a visão geral que tinha para o programa.

Intitulado “Liga da Justiça: Primeira Missão”, o conceito apresenta algumas ideias bem diferentes do que vimos na versão final. Embora já tenhamos as presenças de Mulher Gavião e Caçador de Marte, algo que chama atenção são as presenças de sidekicks como Robin, Impulso, e uma nova personagem que é uma versão feminina adolescente do Cyborg. Vários vilões também marcam presença, como Lex Luthor, Mongul, Solomon Grundy e Sinestro.

8 – Referências à Marvel

A série animada da Liga da Justiça foi uma enorme celebração ao Universo da DC, mas os produtores também eram grandes fãs da Marvel, que acabou ganhando também algumas referências.

Por exemplo, no episódio “Tabula Rasa”, conhecemos o androide Amazo, um vilão de longa data da DC que poderia absorver os poderes da Liga. Nesta série, ele teve um redesign completo, e seu enredo agora combinava com o de Adam Warlock da Marvel; ambos eram androides criados por cientistas loucos, que partiram para o cosmos e evoluíram para seres divinos. Amazo até ficou com a pele dourada, assim como Warlock.

Outro grande easter-egg da Marvel veio em um episódio que apresentou uma equipe que refletia os Defensores de 1970 da Marvel. Os Defensores contavam com Doutor Estranho, Hulk, Namor, Surfista Prateado e Valquíria. Então Liga da Justiça nos deu um equivalente DC, com Senhor Destino, Solomon Grundy, Aquaman e Mulher-Gavião.

7 – A SJA não pôde aparecer

Nas páginas da DC Comics, antes de haver uma Liga da Justiça, havia a Sociedade da Justiça da América. Os heróis originais da Segunda Guerra Mundial viveram no mundo paralelo da Terra-2 e lutaram contra o mal por décadas. Mas no episódio da primeira temporada “Lendas”, quando a Liga vai parar em um mundo paralelo que representa uma era passada, os heróis são o Grêmio da Justiça da América, e não a Sociedade.

Mas por que essa mudança? Apesar de todos serem versões veladas da SJA, o presidente da DC Comics, Paul Levitz, acreditava que o episódio zombava muito dos personagens, fazendo com que parecessem muito antiquados e cafonas. Como não queria vê-los se tornarem piada para uma nova geração, sua participação foi proibida. Assim, o Grêmio da Justiça foi criado em seu lugar.

6 – A Torre de Vigilância

Na série animada, a Liga da Justiça tinha uma base de estação espacial em órbita com vista para a Terra chamada Torre de Vigilância. Mas o que nem todo mundo sabe é que na verdade essa era uma combinação de dois locais icônicos dos quadrinhos.

A primeira é o Satélite da Liga, a estação espacial que servia como QG da equipe. Girando em órbita geossíncrona, cerca de 35 mil quilômetros acima do equador, esta foi a base da equipe de 1970-1984.

Enquanto isso, nos quadrinhos da Liga da Justiça dos anos 90 de Grant Morrison, ele apresentou a Torre de Vigilância, que era uma grande base na lua. Bruce Timm combinou esses dois conceitos fazendo de sua própria Torre de Vigilância uma estação espacial em órbita. Essa versão se provou tão popular que foi para os quadrinhos também.

5 – Referência aos Super-Amigos

A série dos Super Amigos foi a versão definitiva dos heróis da DC em animação para toda uma geração de fãs. Mas quando a série animada da Liga da Justiça chegou, Bruce Timm e os outros produtores queriam passar longe daquele programa infantil. Super Amigos tinha uma reputação de ser tão bobo que eles esperavam evitar qualquer conexão com essa série.

Mas por mais que tentassem, eles não podiam negar o poder dos Super Amigos. Assim, eles introduziram o Ultimen, uma referência direta a alguns personagens da antiga série, que haviam sido criados direto para a TV, como Samurai e Super Gêmeos.

4 – John Stewart é o Lanterna

Aparecendo pela primeira vez no início dos anos 70, John Stewart tornou-se o Lanterna Verde substituto de Hal Jordan sempre que ele não podia usar o anel. Isso o tornou o primeiro super-herói afro-americano proeminente da DC. Quando Bruce Timm decidiu fazer uma série animada da Liga da Justiça, ele escolheu Stewart como o Lanterna residente da equipe, embora para isso tenho feito algumas mudanças.

Nos quadrinhos, Stewart era um arquiteto, e muito mais pacifista do que Hal Jordan, que era da Força Aérea. Bruce Timm então fez de Stewart um veterano grisalho dos fuzileiros navais dos EUA. A atualização foi tão bem recebida que, não muito tempo depois, esse aspecto também se tornou canônico nos quadrinhos.

3 – A Fuga da Mulher-Maravilha

A história de origem da Mulher Maravilha permaneceu praticamente a mesma durante décadas nos quadrinhos. É aquela: piloto Steve Trevor cai na Ilha Paraíso e Diana deve superar as provas das Amazonas para mostrar seu valor e partir para o mundo dos homens. Assim que ela vence, as amazonas a presenteiam com o traje e as armas da Mulher Maravilha.

Mas no piloto da Liga da Justiça “Origens Secretas”, quando a mãe de Diana a proíbe de deixar Themyscira, ela rouba a armadura e as armas na calada da noite. O filme da Mulher Maravilha de Patty Jenkins usou esse mesmo detalhe da história, criado para o desenho animado da Liga da Justiça anos antes.

2 – A segunda temporada seria a última

O último episódio da 2ª temporada, “Starcrossed”, deveria ser o grande final de toda a série. Conforme contado por Bruce Timm no comentário de áudio do DVD, a equipe de animadores estava pronta para deixar a série quando o Cartoon Network os abordou e propôs uma nova série subsequente.

Essa nova série seria Liga da Justiça Sem Limites, que acabou durando mais que a original. Vale ressaltar que isso também aconteceu em “Sem Limites”, pois a equipe de Timm estava pronta para trabalhar no epílogo de toda a série no final da segunda temporada daquele programa; no entanto, o canal, novamente, informou que ainda tinham mais uma temporada pela frente.

1 – Crise em Duas Terras

A Liga da Justiça de Bruce Timm iria ganhar um filme animado lançado direto para o mercado de DVD, que deveria ser a ponte entre Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites, preenchendo algumas lacunas entre as duas séries. No entanto, esse filme, que seria intitulado “Liga da Justiça: Mundos Colidem”, acabou sendo engavetado.

Porém, anos depois, esse filme ainda veria a luz do dia. Bem, mais ou menos. Mais tarde ele acabou sendo renomeado para Liga da Justiça: Crise em Duas Terras, usando o mesmo enredo. Porém, foram  removidas todas as referências ao programa, e o design de personagens foi modificado, para se distanciar da continuidade do Universo DC de Bruce Timm.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.


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