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Após muita expectativa e curiosidade, o live-action de One Piece finalmente estreou na Netflix, e vem sendo muito bem recebido. A  crítica especializada de uma forma geral deu boas notas à produção, e os fãs ficaram empolgados com a fidelidade com a obra original de Eiichiro Oda.

Mas foi uma longa jornada até chegarmos até aqui, e muitas coisas interessantes aconteceram e continuam acontecendo para que a produção siga em frente. No vídeo de hoje, trazemos 10 fatos e curiosidades sobre a série live-action de One Piece, que tem tudo para ser um dos maiores sucesso do serviço de streaming.

10 – Orçamento

One Piece do Eiichiro Oda

Desde que foi anunciado, o live-action de One Piece gerou dúvidas e incertezas por parte dos fãs. Afinal, estamos falando de um dos mundos mais inventivos e fantasiosos dos mangás. Como levar isso para live-action de uma forma fiel com um orçamento de produção televisiva? Bem, levando esse orçamento ao máximo.

Acontece que One Piece não apenas é a produção mais cara da história da Netflix, como é também uma das séries mais caras de todos os tempos. A ambiciosa produção resultou em um custo de nada mais, nada menos do que US$ 18 milhões por episódio! A título de comparação, a última temporada de Game of Thrones, da HBO, teve um custo de US$ 15 milhões por episódio.

9 – O Consentimento de Oda

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Durante anos, Eiichiro Oda foi reticente em aceitar produzir um filme ou série live-action de One Piece. Isso porque ele não achava que poderiam adaptar a obra como ela deveria ser, e por acreditar que não havia tecnologia suficiente para transformar suas ideias em realidade.

No entanto, a opinião de Oda mudou quando ele conheceu Matt Owens. Quando o produtor foi conversar com Oda sobre a adaptação, ele deixou bem claro que era profundamente fã de One Piece, e explicou o que a obra significava para ele. Owen foi sincero, dizendo que sempre achou belíssimo como One Piece explora as tragédias e as dores da vida, mas deixando claro que elas não definem quem você é.  O que define isso são as suas experiências, as quais vocês não precisa vivenciar sozinho.

O produtor completou ainda, revelando ao mangaká que One Piece salvou a sua vida em um momento de depressão, e que ele queria compartilhar o poder dessa história com o mundo. Depois dessa conversa, Oda disse que confiava 100% em Owens.

8 – Cenários e locações reais

Para dar vida ao fantasioso mundo de One Piece, muitos dos navios icônicos do mangá foram construídos de verdade na Cidade do Cabo, na África do Sul. Esses navios, como o Going Merry, Miss Love Duck, Baratie, Red Force e o navio de Garps, foram utilizados nas filmagen, dando um toque de realismo necessário para uma série que lida com aspectos muito lúdicos.

O cenário também era parte importante da produção. A maior parte das filmagens foi feita na Cidade do Cabo, na África do Sul , conhecida por suas belíssimas paisagens. A Catalunha, na Espanha, com as suas vibrantes estâncias balneares na Costa Brava e nas montanhas dos Pirenéus, também serviu como local de filmagem. Além disso, algumas cenas foram gravadas nas paisagens de Quintana Roo, no México.

7 – Visuais

One Piece
Reprodução: Netflix

Em One Piece, assim como na maioria dos mangás, os personagens tem uma roupa característica que usam sempre. Em live-action, esse conceito pode parecer um pouco estranho – ok, ele são piratas, mas esses sujeitos não tomam banho? Para driblar isso mas ainda se manter fiel ao mangá, a Netflix optou por colocar os personagens em vários momentos usando roupas que Oda criou para eles apenas em capas de capítulos – uma ótima sacada.

Não só isso, até mesmo artes conceituais originais foram reaproveitadas. Por exemplo, Nami pode ser vista usando um visual que apareceu apenas em seu conceito original, quando Eiichiro Oda ainda estava desenvolvendo os personagens. Devemos ver muito mais dessas referências ao longo da série.

6 – A Nami da vida real

Emily Rudd como Nami em One Piece
Reprodução/ Netflix

Antes mesmo de sequer surgir a ideia de um live-action de One Piece, a atriz Emily Rudd já tinha uma grande conexão com a obra, e principalmente com Nami. Fã do mangá desde criança, quando surgiu a notícia do live-action, ela começou sua campanha particular pelo papel, fazendo várias postagens de Nami em suas redes e até tingindo o cabelo de ruivo.

Não demorou para os fãs de One Piece apoiarem sua campanha e fazerem barulho suficiente para que chegasse na Netflix, chamando-a de “Nami da vida real”. Em um daqueles poucos casos em que o pedido dos fãs realmente dá certo, o esforço valeu a pena e Emily Rudd foi escolhida para o papel de Nami.

5 – Um coleção de personagens de anime

Zoro em One Piece
Reprodução/Netflix

Uma coisa que nem todo mundo deve saber, é que o astro Mackenyu, o intérprete de Zoro, é filho do ator Sonny Chiba. Talvez nem todos saibam também que o rapaz é o ator mais promissor de sua geração no Japão. Mas uma coisa que talvez vocês saibam é que existe um motivo bem específico para ele ser chamado de “o príncipe dos live-actions”.

Acontece que Mackenyu ostenta em seu currículo uma extensa coleção de personagens de anime. Antes do Zoro, mais recentemente ele viveu o Seiya de Pégaso no filme de Cavaleiros do Zodíaco. Mas não fica nisso não! Ele também deu vida a Okuyasu Nijimura no live-action de Jojo’s Bizarre Adventure: Diamond is Umbreakable, Scar em Fullmetal Alchemist, Souta em Tokyo Ghoul S, e Enishi em Rurouni Kenshin. Imparável!

4 – Zoro vs Mr. 7

Procurado de One Piece
Reprodução/Netflix

Tanto no anime quanto no mangá de One Piece, Zoro nunca é visto lutando contra o Mr. 7 original. Isso é apenas citado, pois aconteceu em um momento na vida de Zoro antes dele conhecer Luffy. Oda também fez referência a isso em um SBS, afirmando que Zoro lutou contra o Mr. 7 quando ele foi enviado por Crocodile para recrutá-lo para a Baroque Works. O autor até fez um rabisco tosco para demonstrar o visual do Mr. 7.

Uma coisa muito legal da adaptação da Netflix, que mostra como realmente temos fãs de verdade envolvidos na produção, é que essa luta de Zoro com o Mr. 7 foi trazida para o live-action. O vilão, aliás, tem seu visual baseado naquele rascunho simplório do Oda, o que só torna tudo ainda mais legal.

3 – Pensando no futuro

Quer mais uma prova de como os envolvidos na produção do live-action de One Piece são fãs da obra original e confiam no que estão fazendo? Pois bem, eles já estão pensando muito à frente, e isso fica evidente desde os trailers da série.

Por exemplo, em uma cena onde vemos vários cartazes de piratas procurados, podemos ver alguns rostos que só aparecerão bem mais tarde. Bellamy, por exemplo, só aparece no episódio 146 do anime e no capítulo 222 do mangá, mas já foi prenunciado. Foxy, um dos personagens mais bizarros de One Piece, também pôde ser visto ali.

E o mais surpreendente foi a figura de Cavendish, o Príncipe Pirata, que só aparece no capítulo 704 do mangá e no episódio 632 do anime, no arco de Dressrosa. Ou seja, na série live-action isso deve levar umas 10 temporadas, no mínimo.

2 – Vida no mar

Trailer final de One Piece
Reprodução/Netflix

É normal que atores escalados para grandes papéis façam o famoso “laboratório”, vivendo como seus personagens para entrarem melhor no papel. O intérprete de Luffy, Iñaki Godoy, não foi exceção. O jovem ator mexicano embarcou em uma viagem de três meses pelo mar caribenho, onde fez parte de uma tripulação e aprendeu a navegar, cozinhar e até fazer a limpeza à bordo.

E aliás, vale dizer que isso não foi exigência da Netflix. Ele simplesmente quis ter a experiência de viver no mar para dar o seu melhor como o capitão do Bando do Chapéu de Palha. Isso demonstra o enorme comprometimento de Iñaki para o papel.

1 – Conhecendo Eiichiro Oda

E por falar no comprometimento de Iñaki Godoy, dar vida a um personagem tão icônico quanto Luffy vem com uma tremenda responsabilidade, afinal são muitas pessoas envolvidas nessa obra há mais de 20 anos. Como por exemplo, Mayumi Tanaka, a voz original de Luffy no Japão. A atriz conheceu o jovem Luffy e fez uma espécie de “passagem de bastão”, colocando nele o chapéu de palha característico do personagem.

Mas Iñaki Godoy ainda foi além, conhecendo o próprio Eiichiro Oda, visitando o criador de One Piece em seu estúdio no Japão. Oda revelou que fez parte do casting da série, escolhendo pessoalmente Iñaki como Luffy, pois segundo o mangaká, foi o único que o fez rir, como Luffy faria. No encontro entre os dois, também rolou a simbólica cena do chapéu, dessa vez com Oda abençoando o rapaz.

Leia mais sobre One Piece:

One Piece é uma criação de Eiichiro Oda e começou sua serialização pela Weekly Shonen Jump da Shueisha em 1997.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.


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