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Se tem uma coisa que define o Wolverine, além da raiva e do fator de cura, são as garras. Mas nem sempre elas foram do jeito que conhecemos hoje. Ao longo das décadas, essas garras passaram por mudanças, retcons, polêmicas e até poderes bizarros que os fãs preferem esquecer.
De implantes duvidosos a revelações chocantes, passando por momentos em que o próprio criador do personagem foi pego de surpresa, a verdade é que as garras do Wolverine têm uma história cheia de reviravoltas. E no vídeo de hoje, a gente mergulha nessa jornada brutal e surpreendente em 10 fatos.
A Arma X deu as garras para ele?

Uma das coisas mais confusas sobre o Wolverine era o fato de que seu passado não era conhecido por ele mesmo. O mutante pouco se lembrava de eventos passados de sua vida. Então, em 1986, descobrimos que ele havia sido encontrado por Mac e Heather Hudson, e que sofria de amnésia sobre o que havia causado o implante de adamantium em seu corpo.
Eventualmente, Barry Windsor-Smith revelou a verdade nas páginas de “Arma X”, onde vemos que um grupo governamental misterioso sequestrou Wolverine e implantou o adamantium em seu corpo. Vale destacar, porém, que o adamantium acabou se acumulando acidentalmente em seu antebraço. Isso foi o que originalmente deu origem às suas garras. Sim, as garras nessa primeira origem não faziam parte de sua mutação.
Pera, o Apocalipse deu as garras para ele?
Quando Barry Windsor-Smith se sentou para escrever Arma X, ele quis garantir que não estaria passando por cima de ninguém — especialmente de seu amigo e antigo colaborador, Chris Claremont. Por isso, Smith entrou em contato com Claremont e compartilhou sua história com ele, para ter certeza de que não entraria em conflito com nada que Claremont já tivesse planejado. Claremont explicou que, em sua visão, as garras do Wolverine tinham sido dadas a ele por Apocalipse.
É por isso que Wolverine reage de forma tão estranha quando encontra o Arcanjo pela primeira vez (que havia recebido asas metálicas de Apocalipse). Claremont concordou com a história de Windsor-Smith, contanto que houvesse a possibilidade de que Apocalipse estivesse por trás do projeto Arma X. Windsor-Smith aceitou a sugestão e incluiu um misterioso supervisor que só aparece em conversas por telefone. E, até onde sabemos… aquele era o próprio Apocalipse!
O que? As garras eram parte da luva dele?
Bem, dito isso, o criador do Wolverine, Len Wein, também tinha a sua própria opinião. Quando Wein criou o Wolverine, a proposta era que seu único poder fosse a habilidade de aguentar uma briga contra caras muito maiores do que ele.
Ele nunca planejou que o personagem tivesse fator de cura ou um esqueleto indestrutível, e as garras sempre foram pensadas como parte das luvas que ele usava. O Wolverine nem chegou a aparecer sem as luvas até por volta de sua décima aparição nos quadrinhos. Isso aconteceu em X-Men #98, quando Wolverine, Jean Grey e Banshee foram capturados — e o Wolverine revela que suas garras, na verdade, são parte do seu corpo!
Ah tá, as garras já faziam parte dele.
Certo. Durante anos, a ideia era essa: a Arma X implantou o adamantium (e as garras) no Wolverine. Mas isso mudaria durante uma reunião de cúpula dos roteiristas dos X-Men, onde Peter David fez uma piada dizendo que deveriam simplesmente fazer o Magneto arrancar o esqueleto do Wolverine.
Para surpresa de David, os outros roteiristas adoraram a ideia — e assim nasceu a cena icônica onde Magneto extrai o adamantium do corpo de Wolverine através dos poros. Ainda assim, a Marvel não queria que o personagem ficasse sem garras, então, em Wolverine #75, revelaram que ele havia nascido com aquelas garras, que eram originalmente parte de seu esqueleto. Ele só não se lembrava disso até então.
Dói, sempre que ele usa as garras
Foi uma grande adaptação para o Wolverine lidar com o fato de, de repente, estar usando garras de osso. E não era só isso — seu fator de cura tinha sido levado ao limite quando precisou regenerar seu corpo após ter o adamantium arrancado por todos os poros, então ele começou a ter dificuldades até para se curar de ferimentos mais simples… inclusive das próprias garras rasgando sua pele! Isso, aliás, também foi uma informação nova para os leitores na época: quando as garras do Wolverine saem do corpo dele, ele sente dor.
Como elas simplesmente rasgam a pele a cada vez que saem, isso causa dor intensa sempre que acontece. Claro, como o corpo dele se regenera rapidamente, a pele volta a se fechar — mas não significa que não doa. Aliás, em X-Men: O Filme, isso é citado também.
Elas crescem novamente
Outra grande adaptação para o Wolverine, quando voltou a usar as garras de osso, foi perceber que elas, de repente, não cortavam mais qualquer coisa. Na verdade, é até um exagero o quanto elas ainda conseguiam cortar naquela época — muitos roteiristas simplesmente continuaram escrevendo o Wolverine usando as garras como sempre, mesmo que elas não estivessem mais revestidas com adamantium.
Mas, em certo momento, a diferença ficou escancarada: suas garras quebraram durante uma luta. Felizmente, ele descobriu que seu fator de cura também regenerava suas garras ósseas — ou seja, elas cresciam de novo.
Ele pode controlar cada garra individualmente
Uma das ameaças clássicas do Wolverine ao longo dos anos sempre foi a famosa “soltar a terceira garra”. O que ele quer dizer com isso é que tem controle total sobre cada uma de suas três garras, podendo projetá-las de forma independente. Então, se ele precisar de apenas uma (por exemplo, para arrombar uma fechadura), ele pode liberar só uma. Se quiser usar duas, também consegue.
A forma mais comum de usar isso como intimidação é liberar as duas garras laterais e segurar a do meio. Assim, ele coloca as duas garras em volta do pescoço de alguém… e ameaça “soltar a terceira”. Normalmente, ele nunca cumpre essa ameaça — exceto por uma vez, pouco antes da saga Era do Apocalipse, quando ele realmente soltou a terceira garra contra o Dentes-de-Sabre.
Snikt!
Poucos efeitos sonoros nos quadrinhos são tão icônicos quanto o som que as garras do Wolverine fazem ao sair de seu corpo. O famoso “Snikt” avisa imediatamente ao leitor que é hora da ação. O efeito ficou tão marcante que a Marvel chegou a registrá-lo como marca, junto com o som dos lançadores de teia do Homem-Aranha, o clássico “Thwip”.
Essas marcas registradas são voltadas especificamente para produtos licenciados ligados aos quadrinhos. Então, por exemplo, se você comprar uma camiseta com “Snikt” estampado, é bem provável que se trate de um produto oficial da Marvel.
Não corta o escudo do Capitão América
O escudo do Capitão foi forjado a partir de uma mistura única de metais, incluindo aço e vibranium, resultando em um material ainda mais forte que o adamantium.
A composição era tão próxima que, ao tentarem recriar esse metal acidentalmente, os cientistas acabaram criando o que hoje é conhecido como adamantium. Por isso, as garras do Wolverine não são tão fortes quanto o escudo do Capitão América. Quando os dois se enfrentam, Rogers leva uma vantagem clara nesse ponto — seu escudo sempre consegue desviar as garras. E mais: isso abre a possibilidade de que, teoricamente, o Capitão poderia até quebrar as garras de osso do Wolverine com a borda do escudo… embora, honestamente, ele provavelmente não tenha força suficiente pra isso.
As garras de calor
Durante o arco Return of Wolverine, Logan voltou dos mortos… e trouxe algo novo consigo: suas garras agora podiam esquentar até ficarem incandescentes. Batizadas de Hot Claws, essas garras de adamantium em chamas são capazes de causar um dano ainda mais brutal, queimando o que cortam e deixando um rastro de destruição flamejante. A explicação é que seu fator de cura estava gerando uma sobrecarga de energia após sua ressurreição, e isso passou a se manifestar no aquecimento das garras em momentos de raiva intensa.
Apesar de visualmente impressionantes, as garras de calor não duraram muito nas histórias. Com o tempo, a Marvel praticamente abandonou esse poder, já que a ideia foi muito mal recebida pelos leitores. Hoje, todo mundo prefere esquecer que isso aconteceu.