Estimated reading time: 10 minutos
A parte 3 de Bleach: A Guerra Sangrenta dos Mil Anos fez a sua estreia no mesmo dia em que o anime comemora seu aniversário de 20 anos. Em homenagem ao aniversário da franquia e seu grande retorno, fizemos uma lista de 10 fatos sobre Bleach, abordando algumas curiosidades da criação do mangá e os atritos que Tite Kubo passou em sua carreira.
Também vamos falar sobre a polêmica em torno do desfecho abrupto do anime e do mangá, que muitas pessoas acreditam que foram cancelados, quando na verdade toda essa história não passou de uma fake news criada pela internet. Descubra nesta lista o que realmente aconteceu com Kubo para Bleach acabar de uma forma tão repentina.
A fake news do cancelamento

Quando saiu o último capítulo de Bleach em 2016, surgiu uma notícia de que a Weekly Shonen Jump obrigou Kubo a terminar seu mangá às pressas. Todos os fãs acreditaram nessa notícia, já que o final do mangá deixou várias pontas soltas, e as críticas afastaram o autor das redes sociais. Entretanto, em 2018, Kubo afirmou na sua entrevista à Radio TBS que ele mesmo decidiu terminar o mangá daquele jeito.
Durante a serialização de Bleach, ele entrou em desacordo com seus editores, passou por crises de ansiedade intensas, recebeu ameaças, perdeu contato com as pessoas e rompeu o tendão do ombro. O impacto do estresse acumulado é bem evidente no arco final do mangá, que teve muitos declínios no seu andamento.
Houve momentos que o autor pensou em terminar a história antes do capítulo 686 devido à sua saúde debilitada, mas ele decidiu continuar desenhando até chegar no final que queria. Então, apesar das críticas que o arco final recebeu, a Shonen Jump não obrigou Kubo a cancelar Bleach.
Nome

Na tradução livre do inglês, Bleach é usado para termos relacionados à limpeza como água sanitária ou alvejar. À primeira vista, isso pode soar estranho porque Bleach é uma história sobre Ceifadores de Alma que enfrentam espíritos malignos, mas a conexão fica clara quando vemos que eles caçam os Hollow para “limpar” suas almas corrompidas.
Na criação do mangá, o primeiro título que veio à mente de Kubo foi Black, que se refere aos trajes escuros dos Shinigami. Em seguida, ele pensou em White para abranger um contexto mais amplo, envolvendo a missão dos Shinigami e os Hollow.
O problema desses dois títulos é que eles são clichês, então o autor optou por Bleach, que condiz perfeitamente com a ideia de “branquear”.
Mudança de roteiro

Conforme você acompanha Bleach, percebe-se que a série muda o direcionamento da sua história após o arco do Shinigami Substituto. A história se passa, primeiramente, no mundo dos humanos, e seu elenco principal era composto pelo grupo de amigos de Ichigo Kurosaki. Porém, a partir do arco da Soul Society, os integrantes da Gotei 13 assumem a tela ao lado de Ichigo, enquanto os seus amigos do colégio são deixados de lado.
Nesse sentido, podemos supor que a ideia inicial de Bleach era centralizar toda sua trama em volta dos amigos de Ichigo ao invés dos outros mundos. Algo que reforça essa ideia é a capa colorida do capítulo 1, onde Shinji Hirako aparece junto com os colegas de classe do protagonista. Parece que Kubo planejava colocar Shinji nesse grupo, mas o personagem só foi apresentado no Hueco Mundo e passou a viver com a Gotei 13 também.
Eventualmente o número de personagens foi aumentando a cada arco, e os Shinigami se tornaram bem mais interessantes do que os amigos de Ichigo. Portanto, Kubo deve ter mudado o foco da sua história para destacar os personagens que chamavam mais atenção nas batalhas.
Poemas

Uma das principais coisas que destaca a arte de Kubo entre os demais mangakás são seus poemas. Ele gosta de escrever poemas que ilustram a história, os sentimos e a missão dos seus personagens de forma simples e direta.
Os volumes impressos do mangá contém um poema referente ao personagem da capa, e o anime também passou a divulgar os poemas no final de cada episódio da Guerra Sangrenta dos Mil Anos. No episódio 6, por exemplo, temos o poema sobre a queda de Byakuya Kuchiki: “Embora se despedace em pétalas, para nunca mais desabrochar, que ao menos se irrompa em chamas, pela beleza do rebentar.”
A falta de cenários

Outro detalhe que se destacou na arte de Bleach é a falta de cenários. A maioria dos seus backgrounds são apenas fundos brancos e retículas com poucos detalhes, foi daí que nasceu o meme “Kubo tem preguiça de desenhar cenário”. Entretanto, Kubo decidiu adotar uma arte mais minimalista devido ao cronograma apertado de publicar um mangá semanalmente.
Akira Toriyama, Yoshihiro Togashi e outros mangakás famosos também seguiram essa estratégia para economizar tempo. Às vezes, eles não conseguem desenhar uma arte tão detalhada quanto gostariam, por isso o ideal é focar naquilo que estiver ao alcance deles.
Idiomas diferentes para cada grupo

Os nomes de cada grupo de guerreiros espirituais que fazem parte do universo de Bleach são baseados em um idioma diferente. A Soul Society se baseia em nomes japoneses, já que os Shinigami são do folclore oriental. O Hueco Mundo e os Arrancars são compostos por nomes latinos como Las Noches. O império Quincy faz referência à cultura europeia, e os Fullbringer são baseados nos nomes de bandas de rock americanas.
A pausa do anime

Assim como o mangá, os fãs acharam que o hiato do anime em 2012 foi uma tentativa de cancelar a série. O estúdio Pierrot colocou Bleach em hiato porque o anime já estava muito próximo do mangá. A única forma de manter a produção era com os arcos fillers, mas os fillers já tinham causado uma queda de audiência naquela época.
Kubo também estava insatisfeito com a qualidade da adaptação e até admitiu que algumas ideias do estúdio lhe davam “dores no estômago”. Ou seja, entrar em hiato era melhor do que continuar com centenas de episódios fillers.
Melhorias na adaptação

Depois do hiato, a equipe da Pierrot decidiu que o anime só retornaria quando eles tivessem a aprovação de Kubo. O lançamento da Guerra Sangrenta dos Mil Anos foi dividido em quatro cours justamente para manter um bom ritmo de animação, pois a produção continua foi o que afetou a qualidade do primeiro anime.
Nesta nova adaptação, os animadores até incluíram detalhes extras para explicar as pontas soltas e entregar cenas que os fãs queriam ver no mangá, como uma participação maior da Divisão Zero e lembranças da primeira guerra entre os Quincy e os Shinigami.
Arco do Inferno
O conceito de Inferno foi apresentado em Bleach brevemente no capítulo 12, e nunca mais voltou a ser mencionado no resto da história. Só ganhamos um vislumbre das ameaças do Inferno em 2021, quando Kubo lançou a one-shot Bleach: No Breaths from Hell. Essa história chamou muita atenção ao revelar que existem planos para uma sequência do mangá, com um arco focado no Inferno.
O quarto filme do anime, Bleach: The Hell Verse, também aborda a história do Inferno, mas Kubo já falou que não se envolveu com a história desse filme, então você pode considerá-lo um filler sem ligação com o mangá. Até agora, não há nenhum sinal da data de estreia deste arco.
Conexão com Burn the Witch

O último mangá de Kubo, Burn the Witch, pertence ao mesmo mundo de Bleach. A história de Burn the Witch se passa em um lugar diferente chamado Londres Reversa, habitado por bruxas que caçam e domesticam dragões. No final do capítulo zero, o mangá destaca a placa “Filial Oeste da Soul Society”, deixando implícito que as bruxas também estão ligadas aos Shinigami.
Leia também sobre Bleach:
- Siga o O Vício no Google Notícias e não perca nada sobre Cultura Pop!
- Bleach | Novo trailer em celebração ao 20º aniversário destaca jornada de Ichigo
- Bleach: Thousand-Year Blood War divulga abertura da Parte 3
Liderados por Yhwach, o pai de todos os Quincies, os Wandenreich declaram guerra contra os Soul Reapers com a seguinte mensagem: “Daqui a cinco dias, a Soul Society será aniquilada pelos Wandenreich. A história e a verdade mantida escondida pelos Soul Reapers por mil longos anos serão finalmente trazidas à luz. Todas as coisas devem chegar ao fim – assim que a batalha final de Ichigo.
O mangá original de Tite Kubo foi serializado na revista semanal Shonen Jump entre agosto de 2001 e agosto de 2016. A obra foi publicada originalmente no Japão pela Shueisha, contando com 74 volumes no total. No Brasil, o título foi lançado pela Panini.






Comentários