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Leon S. Kennedy é um dos rostos mais reconhecíveis da franquia Resident Evil. Desde sua primeira aparição como um policial novato tentando sobreviver ao surto em Raccoon City, o personagem evoluiu para um agente de elite do governo norte-americano, tornando-se uma peça central no combate global contra ameaças biológicas ao longo das últimas décadas.

Com a chegada de Resident Evil Requiem trazendo o protagonista novamente para os holofotes do mercado de games, o interesse sobre o seu passado e os detalhes de sua narrativa ganharam ainda mais força. Para entender melhor a trajetória de sobrevivência e os segredos da carreira do agente da DSO, confira agora 10 fatos sobre Leon.

Design inicial

A concepção original de Leon S. Kennedy para o inicial Resident Evil 1.5 o apresentava como um policial veterano. No entanto, o diretor Hideki Kamiya decidiu alterar essa abordagem durante o desenvolvimento final de Resident Evil 2, buscando um contraste maior em relação ao experiente Chris Redfield do primeiro jogo.

Com essa mudança, o personagem foi reescrito como um novato idealista em seu primeiro dia de trabalho na polícia de Raccoon City. Essa decisão de design não apenas tornou Leon mais vulnerável aos olhos do jogador, mas também estabeleceu a base para o seu longo arco de amadurecimento ao longo de toda a franquia.

Um novato que chegou atrasado

A sobrevivência inicial de Leon ao surto de Raccoon City se deveu a um misto de irresponsabilidade e sorte. O roteiro oficial do jogo estabelece que ele deveria ter chegado à cidade no início da infecção, mas atrasou sua viagem após ser abandonado pela namorada, passar a noite se embebedando e dormir demais no dia de sua apresentação no Departamento de Polícia.

Esse atraso fortuito impediu que ele estivesse dentro da delegacia quando o caos principal tomou conta e o chefe de polícia Brian Irons trancou os oficiais no prédio. Ao chegar na cidade já devastada, o novato encontrou o cenário apocalíptico instaurado. Então, sim, dá para dizer que para piorar ainda mais a situação, o Leon tava de ressaca naquele dia.

A relação com Ada Wong

O envolvimento entre Leon e Ada Wong começou durante o incidente de Raccoon City e se transformou em uma das dinâmicas mais duradouras da série. Eles operam em lados opostos: ele é um agente de elite focado na segurança global, enquanto ela atua como uma espiã mercenária trabalhando para diversas organizações ocultas.

Essa oposição de interesses cria uma relação constante de gato e rato nas aparições da dupla. Apesar de seus objetivos profissionais frequentemente entrarem em conflito, os dois personagens rotineiramente quebram protocolos para salvar a vida um do outro, flertando enquanto isso. Em Residente Evil: Damnation, Ada pergunta quando eles vão continuar “aquela noite”, e o roteirista do filme, Shotaro Suga, confirmou mais tarde que, sim, Leon e Ada tiveram vários encontros entre os jogos, muitos deles… “românticos”.

Inspirado em Jean Reno?

O nome do protagonista é uma referência direta ao clássico filme francês “Léon: O Profissional” (1994), estrelado pelo ator Jean Reno. A influência se estende para além do nome de batismo do policial, refletindo-se também no armamento clássico utilizado pelo personagem nos jogos da Capcom.

A pistola customizada que Leon utiliza em Resident Evil 2 e Resident Evil 4 recebe o nome de “Matilda”. Trata-se de uma homenagem direta ao mesmo longa-metragem, já que este é o nome da jovem co-protagonista interpretada pela atriz Natalie Portman, que é treinada e protegida pelo assassino de aluguel vivido por Reno.

Se juntou à STRATCOM para proteger Sherry

Após escapar da destruição de Raccoon City, o governo dos Estados Unidos interceptou o ex-policial e a jovem Sherry Birkin, reconhecendo o potencial de sobrevivência de Leon e os riscos que a garota corria por carregar os anticorpos do G-Vírus em seu sangue.

Para garantir que Sherry ficasse em segurança e sob a proteção contínua do Estado, Leon aceitou a oferta compulsória para se tornar um agente governamental. Ele passou por um treinamento intenso e ingressou na US-STRATCOM, transformando-se em uma arma estratégica na luta global contra o bioterrorismo.

Ele ajudou a fundar a DSO

Com o aumento exponencial das ameaças biológicas ao redor do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Adam Benford, decidiu criar uma nova força-tarefa em 2011. Essa agência de elite foi batizada de Divisão de Operações de Segurança (DSO), respondendo diretamente aos interesses e ordens da presidência.

Devido à sua vasta experiência em campo e seu histórico de sucesso em missões de alto risco, Leon Kennedy foi um dos agentes fundadores desta nova organização. O cargo na DSO consolidou sua posição como o principal especialista do país em incidentes envolvendo Armas Bio-Orgânicas (B.O.W.s).

As piadinhas infames

Apesar dos cenários sombrios e das constantes ameaças de morte, o personagem desenvolveu um traço de personalidade marcado pelo sarcasmo. A partir de Resident Evil 4, Leon passou a disparar comentários irônicos e piadas de duplo sentido mesmo durante os combates mais tensos e contra as criaturas mais grotescas.

Frases icônicas como “Pra onde foi todo mundo? Pro Bingo?” tornaram-se uma marca registrada de suas interações. Esse comportamento serve narrativamente como um mecanismo de defesa psicológica para lidar com o terror ao seu redor, ao mesmo tempo em que confere um tom característico aos títulos de ação da franquia.

A relação com Jack Krauser

Em Resident Evil 4, Jack Krauser é introduzido como um antigo aliado de Leon S. Kennedy que forjou a própria morte. A narrativa do jogo estabelece imediatamente que os dois possuem um passado em comum e um treinamento militar compartilhado, sem detalhar os eventos exatos que levaram à rivalidade e à deserção do mercenário.

O contexto dessa inimizade só foi revelado anos depois, no jogo Resident Evil: The Darkside Chronicles. A campanha “Operation Javier” mostra a missão conjunta da dupla na América do Sul em 2002, detalhando como a busca por poder e a infecção pelo vírus Veronica corromperam Krauser, justificando o embate fatal visto no quarto título da franquia principal.

Ele esteve em todos os filmes CGI

Enquanto os jogos principais alternam seus protagonistas, o universo expandido nas animações da Capcom mantém um rosto principal fixo. Leon S. Kennedy é o único personagem a marcar presença em todas as produções canônicas em CGI lançadas pela empresa ao longo dos anos.

Ele protagoniza os filmes “Degeneration” (2008), “Damnation” (2012), “Vendetta” (2017) e “Death Island” (2023), além da minissérie “Infinite Darkness” (2021). Essa assiduidade nas produções animadas funciona como o principal fio condutor para expandir a história do personagem nos períodos de tempo entre os grandes lançamentos da série.

Ele está casado (aparentemente)

O recém-lançado Resident Evil Requiem agitou a comunidade ao inserir um detalhe enigmático no final da campanha. Após ser curado de uma infecção na mão esquerda, uma cena sutil mostra Leon colocando o que aparenta ser uma aliança de casamento no dedo, detalhe que também foi reforçado em imagens no menu de artes conceituais do título.

A identidade da esposa não é revelada durante o jogo, gerando intensos debates sobre a oficialização de um relacionamento com Ada Wong, Claire Redfield ou uma figura inédita. A própria Capcom e o elenco de dublagem mantêm o mistério intacto, deixando a confirmação definitiva para o futuro da narrativa.

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