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De Batman: The Animated Series aos jogos Batman: Arkham, Kevin Conroy foi a voz definitiva do Batman por mais de 30 anos. Infelizmente, essa sequência chegou ao fim com sua morte aos 66 anos, em novembro de 2022.

Conroy desenvolveu o Batman de uma forma que nenhum outro ator imaginou, redefinindo o Cavaleiro das Trevas de várias maneiras e ajudando, com sua intepretação, a deixar a mitologia do personagem ainda mais rica. No vídeo de hoje, seguindo com a nossa série, não podíamos deixar de fora esse Batman lendário.

10 – Sem Experiênciaa

Homenagem a Kevin Conroy

A julgar pela qualidade da voz de Kevin Conroy em seu trabalho com o Batman, você pode achar que ele já era um dublador experiente. Mas o Cavaleiro das Trevas foi na verdade seu primeiro papel de dublagem. Ele nunca havia feito nada nem remotamente parecido antes e venceu mais de cem dubladores experientes para o papel.

Conroy era principalmente um ator de teatro na época, e seu agente era amigo de um membro da equipe do programa. Assim, Conroy acabou participando das audições, mas curiosamente, o Batman caiu em seu colo quase por acaso, como veremos a seguir.

9 – Conroy não iria ser o Batman

Muitos consideram a interpretação de Kevin Conroy do Batman a melhor de todos os tempos. O ator fez um trabalho fantástico ao alterar sua voz, dependendo se ele estava expressando Bruce Wayne ou Batman, algo que ainda falaremos mais nesse vídeo.

No entanto, muita gente pode se surpreender ao saber que Conroy originalmente não estava tentando ser a voz do Batman. Quando foi fazer as audições, o ator na verdade foi testado para Coringa, Harvey Bullock e o Comissário Gordon – até que alguém finalmente pensou “ei, testa o Batman com ele aí para eu ver uma coisa”.

8 – Definiu Bruce Wayne

Reprodução/

Embora hoje possamos estar acostumados com os intérpretes do Batman dando vozes diferentes para Bruce Wayne e seu alter-ego, Kevin Conroy foi na verdade o primeiro ator a fazer isso. Fazer duas vozes distintas entre Wayne e Batman foi aparentemente uma ideia original que o ator teve. Conroy acreditava que as variações tinham que ser distintas, com Batman saindo mais grave, misterioso e, claro, mais sombrio.

Aliás, foi isso que lhe garantiu o papel. Claro, ele tinha um timbre impecável para o Batman, mas o que realmente chamou a atenção dos produtores foi o fato de que ele podia fazer um Bruce Wayne que parecia… sensual – algo importante para essa ideia do playboy sedutor que tinham em mente.

7 – O Piloto se tornou a abertura

A abertura de Batman: The Animated Series é ouro puro. A sequência de ação estilizada e elegante encantou imediatamente o público. Ela define perfeitamente o que é o Batman, o que ele faz e como ele faz, enquanto insere o espectador na sujeira de Gotham. E sabe o que é o mais legal dessa introdução? Foi ela que deu sinal verde para a produção da série.

Bruce Timm e seu parceiro Eric Radomski montaram uma animação piloto para mostrar sua visão e tentar convencer o estúdio. E a direção de arte e a ação eram tão impressionantes que receberam sinal verde na hora. Esse piloto ficou tão incrível que eles basicamente deram uma repaginada nas melhores partes, remasterizaram e decidiram usar com a abertura da série.

6 – Influência de Tim Burton

O lançamento do filme do Batman (1989), dirigido por Tim Burton, inaugurou uma nova base de fãs para o Cavaleiro das Trevas. Ao contrário da série colorida do Batman dos anos 60, os filmes de Burton tinham uma estética sombria que mexia com o público, pesando bastante no tom gótico que é marca registrada do cineasta.

E a popularidade do Batman de Burton é parte do que ajudou Batman: The Animated Series a ir ao ar e chamar a atenção dos telespectadores. Essa aparência gótica e Art Déco influenciou muito o estilo de animação que Bruce Timm e Eric Radomski usaram em sua série. A influência do filme de Burton também pode ser ouvida na música, composta para soar semelhante à trilha sonora original de Danny Elfman.

5 – Conroy esteve nas bases do DCAU

Reprodução/

Quando Batman: The Animated Series foi ao ar, parecia um experimento arriscado. No entanto, ao estabelecer um personagem central complexo, crível e inspirador, Kevin Conroy ajudou a série a navegar por suas primeiras dores de crescimento e se tornar um sucesso cult. Isso permitiu que o DCAU (ou Universo Animado DC) se expandisse para Superman: The Animated Series.

Mas não parou por aí. O DCAU ainda expandiu para o futuro, com Batman Beyond e até explorou spin-offs como Projeto Zeta e Super Choque – esse segundo, aliás, começou como um projeto separado, mas logo foi inserido ao DCAU e até mesmo interagiu com o Batman. O auge do DCAU, é claro, veio com as séries Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites. E a base de tudo isso sempre foi o Batman de Kevin Conroy, presente em todos os projetos.

4 – Coringa Skywalker

É impossível falar do Batman sem falar do Coringa. E da mesma forma, é impossível falar de Kevin Conroy sem falar daquele que foi a voz de seu nêmesis por anos: Mark Hamill, o nosso eterno Luke Skywalker.

Hamill adora o Batman, e quando ele soube que a série animada estava acontecendo, pediu para fazer parte. Não querendo decepcionar um Skywalker, os criadores do programa deram a ele um papel especial como o magnata responsável pela morte da esposa do Senhor Frio.

Mas Hamill não queria só isso, ele queria fazer parte da série permanentemente, nem que fosse, sei lá, o Cara-de-Barro. Os produtores, no entanto, precisaram substituir o ator que estava escalado para interpretar o Coringa, Tim Curry, e deixaram que Hamill fizesse um teste. O resto é história.

3 – Fantasma Cinzento

Kevin Conroy também já trabalhou ao lado de outro Batman icônico, o ator Adam West, da série de TV da década de 1960. Em um episódio intitulado “O Fantasma Cinzento”, o pequeno Bruce Wayne é inspirado a ser um herói por seu ídolo da TV, o Fantasma do título.

O Fantasma Cinzento e o ator que o interpretou no episódio foram baseados na vida real de Adam West, e ele deu sua voz ao papel pessoalmente. Os produtores inclusive disseram que esse episódio sequer iria ao ar, se não pudessem gravar com West, tamanho era o desejo de pagar a ele o respeito que ele merecia. Assim, tivemos dois dos maiores Batmen de todos os tempos juntos em tela.

2 – Os Jogos Arkham

Kevin Conroy é mais conhecido por Batman: The Animated Series, mas ele também foi a voz do Batman em outras animações. No entanto, o maior projeto ao qual ele esteve envolvido depois da série animada foram os aclamados jogos da série Arkham, especificamente Arkham Asylum, Arkham City e Arkham Knight.

Uma curiosidade muito interessante é que os dois primeiros jogos (que são os melhores, aliás), Asylum e City, contam com roteiro de Paul Dini, o principal roteirista de Batman: The Animated Series. É por isso que esses jogos se parecem muito com uma versão mais adulta e visceral do que vimos na série animada, inclusive trazendo também vários dos inimigos do Cavaleiro das Trevas, como o programa fazia. Já temos alguns vídeos aqui no canal que falam sobre esses jogos, que você pode conferir clicando ali no card.

1 – Live-Action

Em 2019, após tantas décadas sendo a voz do Batman nos principais projetos envolvendo o Cavaleiro das Trevas, Kevin Conroy finalmente teve a chance de interpretar o personagem em live-action.

Isso aconteceu na série crossover do Arrowverse, Crise nas Infinitas Terras, da Rede CW, onde Conroy interpretou um Bruce Wayne de outra Terra, fortemente inspirado na versão do personagem nos quadrinhos Reino do Amanhã. Ele usava um exoesqueleto que o ajudava a andar, e mais tarde foi revelado que foi o Superman que quebrou sua coluna neste universo, o que levou o Batman a matá-lo.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.