Estimated reading time: 8 minutos
Com a chegada de Vingadores: Doutor Destino, os X-Men finalmente entram de vez no tabuleiro do MCU. E junto com eles, personagens que marcaram uma geração inteira nos cinemas voltam a ficar em evidência — entre eles, o Ciclope, um dos mutantes mais importantes da Marvel.
Antes desse novo capítulo começar, vale olhar para trás e revisitar como Scott Summers foi apresentado ao público nos filmes da FOX. Das decisões de elenco aos bastidores, das mudanças de origem às curiosidades de produção, o Ciclope teve uma trajetória cheia de detalhes que ajudam a entender por que ele é tão lembrado até hoje. E no vídeo de hoje, relembramos tudo isso em 10 fatos.
Jesus quase foi o Ciclope

O ator Jim Caviezel, que alcançaria o estrelato dois anos depois com O Conde de Monte Cristo e posteriormente com A Paixão de Cristo, foi convidado para o papel de Ciclope no primeiro filme dos X-Men em 2000, mas acabou recusando a oferta para estrelar Alta Frequência, ao lado de Dennis Quaid.
Ben Affleck e Thomas Jane também foram considerados para o papel, que por fim acabou indo para James Marsden. Curiosamente, Affleck e Jane ainda fizeram parte do Universo Marvel pouco depois, como Demolidor e Justiceiro, respectivamente.
O passado de Ciclope
Cenas que explicavam o passado de Tempestade e Ciclope foram roteirizadas e planejadas, mas nunca filmadas. O segmento de Tempestade mostrava ela alterando drasticamente o clima em sua cidade natal no Quênia e causando grandes danos. A história de Ciclope mostraria ele manifestando seus poderes mutantes no colégio, quando adolescente, o que o levava a destruir acidentalmente um banheiro escolar. Essa cena, no entanto, acabou sendo filmada e usada anos depois em X-Men: Apocalipse.
Uma nova “origem”
Como não contou a origem de Ciclope na trilogia original, a FOX decidiu fazer isso mal e porcamente em X-Men Origens: Wolverine, que também é um filme extremamente questionável. Por lá, vemos Scott Summers na escola em 1979, onde é capturado por Dentes-de-Sabre, destruindo parte da escola com suas rajadas ópticas no processo.
Mantido prisioneiro junto com outros mutantes por William Stryker, Scott é libertado por Wolverine e lidera os outros cativos. Ele é guiado por uma voz telepática em sua cabeça, que o conduz, junto com os outros, a uma passagem externa, onde os mutantes são recebidos por Charles Xavier, que os aguarda com um helicóptero.
Incompreendido no cinema
Apesar de ser líder dos X-Men nos quadrinhos e um dos personagens mais importantes da Marvel, no cinema Ciclope foi principalmente um personagem coadjuvante, com seu tempo de tela diminuindo à medida que os filmes avançavam. Mais foco foi dado ao personagem Wolverine, e muitos fãs ficaram descontentes com a forma como o personagem foi tratado.
Na ocasião, um colaborador da IGN escreveu: “Ciclope foi incompreendido, mal escrito, mal dirigido e, de modo geral, mal gerenciado nesta série”. Infelizmente, esses filmes fizeram com que o grande público tivesse uma visão errada do personagem.
Escoteiro
Muito do problema de Ciclope nos filmes parte do fato dele ter sido construído como o cara mais certinho e disciplinado do grupo. O próprio Marsden já comentou que encarou o personagem nessa linha de “escoteiro”, alguém focado em regras, responsabilidade e liderança, do tipo que sempre tenta manter o time no trilho mesmo quando tudo vira caos.
Isso explica por que, nos primeiros filmes, o Ciclope passa a sensação de ser mais rígido e sério do que muitos fãs esperavam, principalmente comparando com Wolverine, que é o oposto. Nos quadrinhos, embora Ciclope tenha sim esse senso de responsabilidade, ele é muito mais ousado.
Seus óculos vem de um modelo real da Oakley
O visual do Ciclope do James Marsden tem um detalhe de bastidor que muita gente nunca percebe: o óculos do personagem, no primeiro filme, é baseado em um modelo real da Oakley, o X-Metal Juliet, adaptado para virar o acessório definitivo do Scott Summers. É uma daquelas decisões que deixam o design mais “crível”, porque parece equipamento de verdade.
Final alternativo
Em um roteiro alternativo para X-Men: O Confronto Final, escrito por Michael Dougherty, Ciclope não morria, mas tinha um papel muito maior. A Sala de Perigo foi construída por Ciclope devido à sua culpa pela tragédia de Jean Grey. Ele sentia que os X-Men eram muito fracos e despreparados, o que resultou na perda dela, então ele construiu a sala para torná-los uma equipe mais forte. No final, ele e Jean, possuída pela Fênix, teriam um momento emocionante antes que ela deixasse a Terra por medo de se tornar poderosa demais.
Vivo?
O diretor de X-Men: O Confronto Final, Brett Ratner, propositalmente não mostrou o cadáver de Ciclope, pois queria deixar a porta aberta para um possível retorno do personagem. Apenas seus óculos são mostrados, deixando sua sobrevivência em aberto. No fim, Ciclope retornou apenas em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, mas devido à sua morte presumida ter sido desfeita pela linha do tempo alterada.
Um fã do Ciclope
A cena na estação de trem onde um garotinho sorri para Ciclope e ele retribui o sorriso não estava planejada. O menino era um grande fã dos X-Men, e Ciclope era seu personagem favorito. Originalmente, a cena previa que Ciclope simplesmente olhasse o horário dos trens, mas, segundo o diretor Bryan Singer, o menino não conseguia parar de sorrir para James Marsden. Finalmente, em uma tomada, Marsden simplesmente olhou para ele e sorriu de volta, para a alegria do menino. Bryan Singer gostou tanto da ideia que a manteve no filme.
Irmão mais novo
Nos quadrinhos, Alex Summers é o irmão mais novo de Ciclope, mas as coisas são diferentes nos filmes da FOX. Por lá, descobrimos na linha do tempo alterada que Alex, o Destrutor, é mais velho do que Scott, e inclusive fez parte dos X-Men muito antes do irmão ser recrutado por Charles Xavier.
Destrutor fazia parte da “Primeira Classe”, na época em que Xavier e Magneto ainda trabalhavam juntos. O personagem, aliás, teve um destino trágico, sacrificando-se ao tentar impedir Apocalipse.