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A Marvel já apresentou várias versões do Venom ao longo dos anos, mas nenhuma tão criativa quanto o recente Kid-Venom. A história se passa no Japão feudal e traz um garoto samurai que se une a um simbionte para enfrentar criaturas inspiradas no folclore japonês.

Com estrutura de HQ, mas linguagem visual e narrativa no estilo mangá, Kid-Venom expande o universo dos simbiontes de um jeito completamente novo. E no vídeo de hoje, apresentamos esse personagem em 10 fatos.

Inspirado na lenda de Kintaro

Kid Venom se chama Kintaro, uma homenagem direta ao lendário herói folclórico japonês que foi criado por uma yama-uba e cresceu nas montanhas, tornando-se um guerreiro lendário. Essa ligação com o folclore japonês não é por acaso — a história de Kid Venom se passa durante o Período Heian, e o personagem traz toda uma estética e espírito samurai para o universo dos simbiontes.

Um jovem guerreiro

Além do nome, o visual e a postura de Kintaro evocam a figura do jovem guerreiro heroico. A Marvel usa essa referência como base para criar um novo tipo de Venom: não apenas uma criatura violenta, mas um verdadeiro protetor lendário que honra os laços com seu povo, mesmo enquanto carrega um “oni” dentro de si.

Um simbionte nascido no Japão feudal

A história de origem de Kid Venom começa no ano 977, quando uma vila agrícola é atacada por um urso possuído por um simbionte vermelho e preto. O monstro é tratado como um “oni” pelos aldeões — uma criatura demoníaca — e é nesse cenário que Kintaro aparece para salvá-los, revelando que ele próprio também possui um simbionte.

O contraste entre os dois simbiontes é o primeiro grande destaque da HQ. Enquanto o urso se entrega à destruição, Kintaro mostra que é possível coexistir com sua criatura simbiótica, chamada Clinter. A ambientação no Japão feudal e a fusão com elementos sobrenaturais tornam a HQ única dentro do multiverso Venom.

O nome do simbionte é Clinter

Ao contrário do Eddie Brock, que se une ao simbionte Venom, Kintaro tem uma parceria com Clinter — um simbionte com personalidade própria, e que interage o tempo todo com o garoto. Clinter é sarcástico, teimoso e um pouco preguiçoso, o que gera momentos cômicos e dramáticos conforme a história avança.

A dinâmica entre Kintaro e Clinter lembra bastante um shonen de ação, com o simbionte funcionando quase como um “espírito interior” que precisa ser convencido a lutar. Em diversas cenas, Kintaro precisa motivar Clinter a “acordar” ou a “comer” mais simbionte para conseguir se curar.

Ele assimila habilidades de criaturas possuídas por simbiontes

Durante sua batalha contra o urso possuído por simbionte, Kintaro ativa uma forma especial chamada “Falcon Mode”, que transforma seus braços em asas e seus pés em garras afiadas. Nessa forma, ele voa com precisão, agarra inimigos com as garras e domina o céu como um predador.

A razão por trás dessa transformação está no vínculo entre Clinter e um falcão chamado Tensuke, que acompanha Kintaro como um tipo de familiar espiritual. Ao que tudo indica, Clinter tem a habilidade de assimilar traços de seres com os quais convive — e ao se conectar profundamente com o falcão, passou a incorporar características da ave na forma de combate. Isso também reforça o tema de simbiose verdadeira entre Kintaro, seu simbionte e os laços que constrói com outros seres.

Ele se torna amigo daqueles que salva

Após derrotar o simbionte que controlava o urso, Kintaro leva o animal ferido para sua caverna e o ajuda a se recuperar. O momento revela o lado mais empático do herói: ele viu as memórias do urso e entendeu que ele havia sido forçado a agir assim. Ao remover o simbionte, ele também devolve ao urso a capacidade de falar.

É quando descobrimos que o ato de devorar um simbionte que havia dominado uma criatura, cria um vínculo entre ele e a criatura. Assim, ele passa a conseguir entender o urso, que fica surpreso em poder falar com ele.

Participou do evento Death of the Venomverse

Kid Venom foi um dos muitos simbiontes convocados por Agente Venom para combater Carnificina em Death of the Venomverse. Nesse evento brutal, Carnificina elimina Knull, absorve seu poder e começa a dizimar versões alternativas do Venom.

Embora a maioria dos simbiontes tenha sido destruída, Kintaro sobreviveu à batalha e foi enviado de volta ao seu universo. Isso o torna não apenas uma variante estilosa, mas também uma das mais poderosas e resilientes do multiverso Venom.

Clinter não consegue absorver certos simbiontes

Em uma batalha posterior, Kintaro enfrenta um simbionte tsuchigumo — uma criatura inspirada nas aranhas gigantes da mitologia japonesa — e percebe que Clinter não consegue absorver seu oponente. Isso acontece porque o simbionte não possui memórias, o que dificulta a conexão simbiótica.

A revelação abre espaço para algo maior: simbiontes que talvez não tenham hospedeiros, ou que sejam versões ainda mais primitivas e monstruosas. Esse detalhe também levanta questões sobre a origem desses novos simbiontes no Japão feudal e o papel de Clinter nesse ecossistema.

Ganhou o nome completo de Sakata Kintoki

Durante a história, Kintaro é adotado como protegido por Minamoto no Yorimitsu, uma figura histórica real do folclore japonês. Após um banho cerimonial e a preparação para sua maior missão, ele é renomeado como Sakata Kintoki — um rito de passagem para a vida adulta.

Esse momento marca não só a transição simbólica de garoto para herói, mas também a conexão direta com as lendas japonesas, onde Sakata Kintoki foi um dos quatro grandes guerreiros do clã Minamoto. A Marvel abraça essa mitologia e reinterpreta para seu universo simbionte.

Foi gravemente ferido ao enfrentar Ibara

Durante uma batalha contra Ibara, um dos simbiontes mais perigosos do período, Kintoki é perfurado no peito por uma lança simbiótica. Mesmo ferido, ele insiste em continuar lutando, precisando se alimentar de um tsuchigumo para se regenerar.

A cena é tensa e cheia de urgência, com seus aliados tentando protegê-lo a todo custo. A ideia de que o simbionte precisa “comer” outros simbiontes ou criaturas para curar o hospedeiro adiciona uma camada visceral ao personagem e o diferencia das outras variantes de Venom.

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Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.