Um dos destaques de O Esquadrão Suicida, novo filme de James Gunn, é o Pacificador, interpretado por John Cena – que parece realmente empolgado com o papel, aparecendo vestido como o personagem até mesmo na premiere do filme. O Pacificador é um anti-herói muito parecido com o resto do time titular, e fornece alguns dos momentos mais engraçados do filme.
Se isso não bastasse, uma série do Pacificador no HBO Max também foi anunciada anteriormente, o que é bem curioso, visto que personagem nunca foi apresentado no formato live-action antes e na verdade sequer teve alguma popularidade nos quadrinhos. E já que estamos falando de quadrinhos e o Pacificador parece que chegou para ficar, aqui nesse vídeo vamos falar sobre 10 fatos a respeito do personagem.
10 – Não foi uma criação da DC

Mesmo que hoje o Pacificador seja um personagem dos quadrinhos da DC, ele na verdade estreou como parte de uma equipe de espionagem na Charlton Comics. A editora mais tarde faliu em meados da década de 1980, com a DC adquirindo o personagem inserindo ele em seu universo em sua minissérie de quatro edições em 1988.
Outros personagens da Charlton Comics que vieram para a DC foram: Besouro Azul, Questão e Capitão Átomo.
9 – Existiram três pacificadores
A primeira e mais popular versão do Pacificador foi Christopher Smith, e este também é o alter ego do personagem de John Cena. Mas um segundo Pacificador foi apresentado em Liga da Justiça Internacional #65.
E tivemos ainda um terceiro, Mitchell Black, um cirurgião, que também assumiu a identidade em séries como The L.A.W. e Crise Infinita. Então, nos quadrinhos do Besouro Azul dos anos 2000, uma nova versão de Christopher Smith foi introduzida.
8 – Péssima relação com o pai
Até certo ponto, os impulsos violentos de Christopher Smith para neutralizar as forças do mal decorrem de seu próprio ódio e vergonha por Wolfgang Schmidt, seu pai, que era um comandante nazista na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial.
Às vezes, ele também sente que o espírito de seu pai assombra sua mente e julga suas ações sob o manto de Pacificador. Embora a natureza dessas visões não seja clara, sugere-se que Smith também pode estar passando por problemas de saúde mental.
7 – O Capacete
O capacete do Pacificador é mais do que apenas um acessório brilhante e de aparência absurda. Ele pode embaralhar os sinais do inimigo e emitir frequências ultrassônicas. Se isso não bastasse, seu capacete também possui sensores para detectar qualquer sinal de longo alcance nas proximidades.
Considerando que o Pacificador (especialmente Smith) tem um histórico de delírios, é interessante notar que uma vez ele sentiu que os fantasmas de suas vítimas estavam presos em seu capacete. Esses fantasmas questionam suas ações, como seu pai, ou apenas conversam com ele para fazê-lo se sentir menos solitário.
6 – Um soldado instável
A minissérie do Pacificador ofereceu um vislumbre da história de Smith, revelando que ele foi um aluno brilhante na escola, destacando-se nos estudos acadêmicos e no basquete. No entanto, à medida que crescia, ele começou a intimidar seus colegas de classe e acabou sendo expulso.
Aos 18 anos, Smith alistou-se no Exército quando a Guerra do Vietnã estava em pleno andamento. A guerra continuou a assustá-lo e ele se envolveu na matança desenfreada de civis inocentes. Por orquestrar este massacre, Smith foi condenado à prisão perpétua. Seus piores medos haviam se tornado realidade. Ele finalmente se transformou em seu pai.
5 – A Força Pacificadora
Dois anos depois de cumprir sua pena, Smith recebeu uma oferta de um programa militar secreto denominado Força Pacificadora. Uma base de treinamento foi instalada em Nevada, com Smith e outros oito ex-presidiários perdoados para se tornarem os ‘Pacificadores’.
A principal intenção do programa era combater o terrorismo no Oriente Médio, mas o projeto nunca viu a luz do dia depois que Gerald Ford se tornou presidente. Apesar do fracasso da força-tarefa, Smith ainda conseguiu escapar da prisão e assumiu a responsabilidade de compensar seus crimes sob sua identidade recém-escolhida de Pacificador.
4 – Ele pode ter fantasias extremas
De acordo com o relatório da psicóloga militar Dra. Bridgette D’Abo na minissérie do Pacificador, Christopher Smith está em constante busca por terroristas que ele possa matar. Nos casos em que há escassez desses alvos em potencial, ele acaba imaginando as vítimas e perseguindo-as.
O relatório afirmava: “Christopher inventaria um inimigo em sua mente … e ele iria persegui-los com uma obstinação assustadora”. Suas últimas vítimas imaginárias foram Harry Stein e Vigilante, que ele perseguiu na América para matar. A essa altura, Christopher havia se dissociado totalmente da realidade e estava operando no vácuo total de suas fantasias.
3 – O traje do Boba Fett
A HQ Reino do Amanhã, de Mark Waid e Alex Ross, apresentou Pacificador em um breve flashback onde ele e outros ex-heróis de Charlton Comics como o Capitão Átomo estão lutando contra o supervilão conhecido como Parasita. Eventualmente, ele e a equipe morrem quando o Capitão Átomo explode.
O que é interessante aqui é a mudança no seu figurino. Em vez do capacete característico, ele usa um que lembra o de um Mandaloriano como Boba Fett. Um jetpack adicional aponta para a influência de Star Wars.
2 – Influenciou o comediante
Na década de 1980, Alan Moore desejava usar personagens da Charlton Comics em sua nova série, Watchmen. No entanto, quando a DC decidiu inserir esses personagens em seu próprio Multiverso, Moore decidiu criar personagens diferentes, ainda que mantendo algumas características daqueles da Charlton.
Por exemplo, o design e os poderes do Doutor Manhattan foram tirados do Capitão Átomo enquanto o Questão influenciou Rorschach. Da mesma forma, o Pacificador serviu de inspiração para O Comediante. Tanto Blake quanto Smith são mercenários que estiveram envolvidos em crimes horríveis e danos colaterais no Vietnã.
1 – Série no HBO Max
Bem, e para finalizar, algo que eu já disse na introdução: O Pacificador está ganhando uma série própria no HBO Max, que estreia em 16 de janeiro de 2022 e terá oito episódios, todos roteirizados por James Gunn. A série vai explorar as origens do Pacificador, um homem que acredita na paz a qualquer custo, não importa quantas pessoas ele tenha que matar para isso.
Os três primeiros episódios serão disponibilizados no dia de estreia, e os outros devem ser lançados semanalmente. Enquanto Gunn assina todos os episódios da série, a direção fica a cargo de Jody Hill, Rosemary Rodriguez e Brad Anderson.