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Os Eternos estão chegando ao cinema, prometendo trazer um lado muito diferente do Universo Marvel. Pouco explorados até mesmo nos quadrinhos, esses personagens remontam dos anos 1970 e estão integrados ao próprio surgimento da vida no planeta Terra na Marvel.

Eternos, Celestiais e Deviantes podem ser conceitos complicados de se entender para quem nunca leu sobre esses personagens, mas fica tranquilo. Para você chegar no cinema sabendo pelo menos o que esperar, vamos trazer essa semana alguns vídeos sobre o universo dos Eternos. Começando hoje, com 10 fatos a respeito dessa criação da Marvel de uma forma geral.

10 – Criação de Jack Kirby

Os Eternos e sua grande mitologia cósmica foram criados pelo lendário quadrinista Jack Kirby. Seu surgimento refletia de muitas maneiras a criação dos Novos Deuses, a elaborada obra cósmica que Kirby havia feito para a DC Comics após deixar a Marvel em 1970, aproveitando seu interesse por mitologia e ficção científica.

Kirby criou os Eternos em 1976, após retornar à Marvel depois uma temporada meio frustrante para ele na DC, onde seus quadrinhos do Quarto Mundo foram cancelados sem que ele pudesse chegar a uma conclusão. Com sua obra inacabada, Kirby voltou para a Marvel e incorporou algumas das ideias que tinha para os Novos Deuses ao conceito dos Eternos. Infelizmente, a HQ original dos Eternos também acabou sendo cancelada antes que ele pudesse terminá-la.

9 – As Inspirações de Kirby

Parte do que tornou Jack Kirby um criador tão revolucionário e marcante foi a maneira como ele integrou a influência literária aos mundos e personagens que criou, elevando o gênero dos quadrinhos de super-heróis a novos níveis. As histórias costumavam ser mais inspiradas em clássicos da literatura atemporais do que em outros quadrinhos. Por exemplo, suas histórias do Thor são bastante shakespearianas, enquanto o Quarteto Fantástico se baseia muito na literatura de ficção científica e nos clássicos filmes de monstros. Então faz sentido que ele também tenha inspirações bem específicas para os Eternos.

Kirby citou oficialmente dois romances como suas principais influências na série. O primeiro é “O Fim da Infância” do mestre da ficção científica Arthur C. Clarke. Este romance influenciou em particular a interpretação de Kirby dos Celestiais, bem como da Uni-Mente. Ele também se inspirou fortemente em “Eram os Deuses Astronautas?”, de Erich von Daniken, um livro de não-ficção que postula a ideia de que os grandes feitos da história humana primitiva, como as pirâmides, foram obra de deuses alienígenas.

8 – Não se passava no Universo Marvel

Quando criou os Eternos em 1976, Jack Kirby não pretendia que suas aventuras cósmicas fizessem parte do Universo Marvel em geral – ele achava que isso lhe daria mais liberdade em contar sua história. Ainda assim, seus editores exigiam que personagens famosos da editora aparecessem, então Kirby estipulou que a Marvel existia em seu universo, mas como uma… editora de quadrinhos. Pois é, no mundo de Os Eternos, Ikaris enfrenta um robô do Hulk, por exemplo, que foi desenvolvido por jovens cientistas fãs das histórias em quadrinhos do verdão.

Mas quando Kirby saiu da Marvel novamente em 1978, a primeira coisa que a Marvel fez foi inserir os personagens no universo geral. O roteirista e editor Roy Thomas foi o primeiro a integrar a cosmologia dos Eternos e dos Celestiais ao aspecto universal da Marvel. Isso aconteceu em 1979, nas edições 208 a 300 de Thor, onde os asgardianos confrontaram os Eternos e os Celestiais.

7 – Os Celestiais

Antes de entrar de fato na origem dos Eternos, precisamos contextualizar os Celestiais – os “Deuses do Espaço” que basicamente criaram quase toda a vida senciente no Universo Marvel.

Os Celestiais eram seres onipotentes, praticamente divindades gigantescas, com seus corpos cobertos por armaduras fechadas de diferentes designs e cores. Eles eram dedicados a experimentos na criação de vida, algo que já vinha fazendo há bilhões de anos, com nomes que indicavam sua função. Gammemnon, o Coletor, por exemplo, foi encarregado de adquirir amostras de vida de todo o universo. Arishem, o Juiz, que tinha “a fórmula para a destruição do mundo inscrita em seu polegar”, determinaria se a população de um planeta viveria ou morreria depois que o experimento terminasse, e Exitar, o Exterminador … bem, esse é bastante óbvio.

A combinação de ficção científica e horror cósmico Lovecraftiano desses deuses do espaço incompreensíveis que viam toda a humanidade como o equivalente a um projeto de ciência provou ser atraente para leitores e criadores, e mesmo quando os Eternos acabaram ficando esquecidos no Universo Marvel, os Celestiais continuaram sendo sempre citados e utilizados.

6 – Criação dos Celestiais

E foram esses seres divinos os responsáveis pela criação dos Eternos. A história conta que os Celestiais vieram à Terra para realizar experimentos nas formas de vida mais primitivas do planeta, resultando assim em três novas espécies totalmente diferentes.

Os Eternos foram criados em número menor e foram considerados tecnicamente imunes ao tempo e à morte, daí o seu nome. A segunda espécie ficou conhecida como Deviantes, e foi literalmente descrita nos quadrinhos como uma estrutura instável, uma falha destrutiva e em constante mudança. E a terceira espécie foram os humanos, a única criada pelos Celestiais na Terra que realmente parecia em equilíbrio perfeito de estrutura aos olhos de seus criadores, garantindo que eles estavam destinados a herdar a Terra.

Mesmo que viessem a viver separados de todos os outros seres vivos na Terra, os Eternos decidiram que era sua responsabilidade defender os humanos dos monstruosos Deviantes. Na verdade, viver em solidão por inúmeros períodos de tempo os levaria a desenvolver os poderes e habilidades necessários para proteger esses humanos.

5 – Poderes

Como seres de uma mesma espécie, todos os Eternos possuem uma variedade semelhante de habilidades, incluindo força e velocidade aprimoradas, aproveitamento de energia cósmica e, é claro, o presente da longevidade. No entanto, cada membro possui um certo poder ou habilidade que os torna únicos, como Ikaris, que pode voar, e recebe seu nome da figura mítica Ícaro, que voou muito perto do Sol. Outros exemplos incluem Makkari, que é um velocista, e Gilgamesh, que é o mais forte fisicamente.

E aliás, já que estamos falando a respeito dos poderes dos Eternos, vamos desmistificar logo uma coisa aqui: eles não são imortais. Nos quadrinhos originais, os Eternos tem uma longa vida útil, mas isso não quer dizer que não podem ser mortos. Mas claro, eles podem viver para sempre, já que não é nada fácil matar um Eterno – embora seja possível.

4 – Deviantes

Deformados e fisicamente opostas aos seus “irmãos”, os Deviantes estão em uma guerra constante contra os Eternos. Nenhuma mutação Deviante é repetida em sua espécie, cada anomalia física ou superpoder é inteiramente único para o Deviante que a possui. Eles são, efetivamente, mutações dos Eternos. As espécies estiveram em guerra entre si desde o início da criação, com Deviantes residindo na Terra e conquistando grande parte da humanidade primitiva (exceto Atlântida).

Embora sejam considerados falhas no aspecto do desenvolvimento, não pense que os Deviantes são inferiores aos Eternos. Além de também terem seus poderes particulares, eles são extremamente inteligentes, desenvolvendo tecnologia e habilidades próprias.

3 – Thanos é um Eterno

Thanos é filho de dois Eternos, A’lars e Sui-san, o que faz do Titã Louco um Eterno de Terceira Geração e explica seu significativo poder nativo. O conjunto de poderes básico dos Eternos varia, mas graças ao legado genético dos Celestiais, todos eles tem força, resistência e velocidade aprimoradas – além, é claro, do controle de poder cósmico.

Porém, embora seja um Eterno, Thanos nasceu com um corpo desfigurado e uma estranha pele roxa, muito mais parecido com um Deviante. O motivo é porque a criança nasceu com uma rada doença conhecida como Síndrome Deviante, uma condição rara em que um Eterno se parece mais com seus inimigos. Quando Thanos nasceu, sua mãe, Sui-san, tentou matá-lo.

2 – Amizade Asgardiana

O relacionamento dos Eternos com seus criadores, os Celestiais, é um pouco turbulento. Eles às vezes se encontram em lados opostos do campo de batalha. Os Celestiais, sendo seres imortais onipotentes gigantes, são muito difíceis de enfrentar em batalha, então faz sentido que naquela que pode ser a ocasião mais famosa durante a qual as duas raças se enfrentaram, os Eternos não lutaram sozinhos.

Quem melhor para enfrentar os Celestiais do que outra raça de deuses? Os Eternos ofereceram ajuda às forças de Asgard quando os dois lados se encontraram em conflito com os Celestiais. Os Eternais formaram a Uni-Mente (um composto extremamente poderoso de vários Eternos, algo semelhante a um Megazord), enquanto Odin possuía a armadura do Destruidor e a ampliou para ficar do tamanho dos Celestiais (também um pouco semelhante a um Megazord, pensando bem). Essa parceria entre Eternos e Asgardianos pode não ter o reconhecimento de quando os Vingadores e os X-Men unem forças, mas sinceramente eu acho que é um dos momentos mais legais da história dos Eternos.

1 – Os Eternos de Neil Gaiman

Em 2006, o célebre escritor Neil Gaiman, autor de Sandman, trouxe os Eternos de volta aos quadrinhos após um longo tempo sumidos, em uma história ambiciosa da Marvel, que contou com arte de John Romita Jr.

A nova segue um grupo de seres humanos nos dias modernos aparentemente normais que, com o tempo, começam a recuperar suas memórias de serem os Eternos, poderosos defensores divinos do planera Terra. Acontece que um Eterno chamado Duende alterou as memórias dos outros por raiva por estar sempre preso em um corpo com a aparência de um menino de 11 anos. Todos são capazes de se lembrar de quem são bem a tempo do ataque dos Celestiais a São Francisco. O filme do Universo Cinematográfico Marvel pode não contar exatamente com esse plot, mas traz algumas semelhanças, como os Eternos se reencontrando após anos separados e vivendo como pessoas normais na Terra.



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