Ao longo da história de Saint Seiya, ou Cavaleiros do Zodíaco, somos apresentados a outros deuses além de Atena. Claro, o inimigo final é Hades, mas antes disso os Cavaleiros de Atena precisam lidar também com Poseidon, o Deus dos Mares.
Tanto no mangá quanto no anime, Poseidon não desperta completamente e nem renasce como um humano, assim como acontece com Atena. Na verdade, ele usa o corpo de um hospedeiro, Julian Solo. Mas por que isso acontece e o que muda? É o que veremos hoje, e muito mais, em 10 fatos.
10 – A Primeira Guerra Santa
Quando Chronos foi derrotado por seus filhos, cada um deles recebeu algo para governar. Zeus agiu como o Supremo Governante do Universo, controlando os céus e a terra; e Hades permaneceu como Imperador do Submundo, controlando o Inferno e Elísios. Enquanto isso, Poseidon recebeu o governo dos oceanos e o reino dos mares abaixo, algo que nunca o deixou satisfeito.
Para aumentar ainda mais sua raiva, Zeus sempre favoreceu sua filha, Atena, em vez de seu irmão, sempre concedendo títulos e terras inteiras para ela. Durante toda a Era Mitológica, as duas divindades permaneceram como rivais constantes, mas Poseidon quase sempre perdeu as disputas. Quando Zeus abandonou a Terra, deixando Atena governar e vigiar a humanidade, o Deus dos Mares imediatamente se rebelou contra a Deusa, iniciando a primeira Guerra Santa. Os dois têm sido inimigos mortais desde então.
9 – Os Generais Marinas

Poseidon, atento ao desaparecimento de Zeus, começa a se preparar para destronar Atena como divindade principal da superfície da Terra. Para isso, poderosos guerreiros foram reunidos dos sete mares, sendo denominados de Marinas.
Para um Marina é destinada uma proteção nomeada Escama, produzida com Oricalco, não permitindo que qualquer arma da superfície da Terra possa ulatrapassá-la. Como nenhuma arma oera permitida aos guerreiros de Atena, eles tombavam ante os soldados de Poseidon.
A Deusa, compadecida pelos ferimentos que os jovens recebiam, resolveu dar-lhes proteções denominadas Armaduras. Os que as trajavam eram chamados de Cavaleiros de Atena. Quando a situação se tornou desfaforável para Poseidon, ele provocou um dilúvio que durou 40 dias e 40 noites, inundando toda a Terra.
8 – Guerreiros Azuis
O grande número de mortos causou a ira da Deusa Atena, que enviou oito Cavaleiros até Atlântida. Ao final da violenta batalha, Atlântida foi destruída, sendo submersa pelos oito cavaleiros nas profundezas do mar.
Após ter vencido Poseidon, Atena selou sua alma e enviou-a para o Polo Norte, em seguida escolhendo alguns Cavaleiros para vigiá-la. Estes Cavaleiros criaram um reino nestas terras, onde mais tarde renunciaram ao cargo de Cavaleiros de Atena e se tornaram os Guerreiros Azuis.
Os Guerreiros Azuis aparecem no mangá em uma side-story estrelando Hyoga de Cisne, chamada “Natassia do País de Gelo”. Nessa história, Hyoga conhece os Guerreiros Azuis e seu líder, Alexei.
7 – Serafina
Durante o século XVIII, na Guerra Santa de Atena contra Hades, o Deus dos Mares não iria acordar, porém foi forçado pelo então líder dos Guerreiros Azuis, Unity. Poseidon não tinha a intenção e não podia acordar nessa época devido ao Selo de Atena. Por esse motivo, ele não tinha preparado um corpo para possuir e assim, Unity ofereceu o corpo de sua irmã Serafina para Poseidon mover gradualmente o seu cosmo divino da Ânfora de Atena para o corpo da garota com a ajuda do Oricalco.
Após o confronto entre Unity e Dégel, a proteção do Oricalco foi destruída por Pandora e, em seguida, o cosmo dos Deus dos Mares que estava no Oricalco, juntou-se ao corpo de Serafina e atacou todos os presentes no local. O Cavaleiro de Aquário sacrifica sua vida para conter o poder de Poseidon e aprisiona o Deus dos Mares, que estava no corpo de Serafina, e toda a cidade de Atlântida em um esquife de gelo gigante. Durante a despedida de Dégel, ele vê Serafina sorrindo, como se tivesse recuperado suas memórias e acalmado o cosmo instável de Poseidon.
6 – Kanon desperta Poseidon
O retorno de Poseidon no Século XX se inicia com a prisão de Kanon no Cabo Sunion. Após várias tentativas de escapar e todas sem sucesso, ele vê um estranho brilho no rochedo dentro da caverna. Ele decide investigar quebrando-a, sem acreditar no que estava vendo: Kanon encontra o tridente do Deus dos Mares trancafiado pelo selo de Atena.
Kanon vai parar no Templo de Poseidon e chega em um grande salão, onde encontra as Escamas, todas juntas com a Escama de Poseidon. No mesmo lugar está a Ânfora que foi usada na Guerra anterior para selar Poseidon com o selo de Atena. Kanon liberta Poseidon, que pede para ele acordá-lo quando o garoto Julian Solo, que seria seu recipiente, completasse dezesseis anos. Na ocasião, ele tinha apenas três anos.
5 – Julian Solo
Anos depois, assim que completa 16 anos, Julian encontra o tridente e o toma para si, despertando parte do cosmo de Poseidon que havia nele. Desse evento até os próximos, Poseidon fica parcialmente adormecido e sem muitas ações até o fim da saga, onde ele desperta totalmente após um ataque em conjunto dos Cavaleiros de Atena. Depois de acordar, Poseidon mostra seu real poder e um cosmo que chega a tomar todo o Templo Submarino.
Com muita dificuldade, Seiya derruba o Pilar Principal, libertando Atena e sua Ânfora. Poseidon, vendo que tudo havia se perdido, começa uma onda de ataques contra Saori. Depois de desferir os golpes, ele resolve usar o tridente contra ela. Assim que Poseidon lança seu Tridente, Kanon se coloca na frente, protegendo Atena. Após isso, Atena sela novamente a alma de Poseidon em sua Ânfora.
4 – Sacrifício de Atena
Quando Poseidon e Atena se encontram, ele tenta convencê-la a juntar-se a ele em seu plano: destruir o mundo e dominar uma nova era, denominada Utopia.
Diante da recusa de Atena, Poseidon só permite o adiamento do fim da Terra para poder sacrificá-la dentro do Grande Suporte Principal. O ritual, em que a vítima recebe toda água das chuvas, remete a uma tradição antiga, em que o sacrifício de jovens donzelas serviam para consolidar e fortificar os alicerces de uma civilização – e, em fazê-lo com uma deusa, Poseidon pretendia tornar seu Templo Submarino resistente até mesmo ao fim do universo.
3 – Maligno?
É difícil determinar a personalidade de Poseidon, uma vez que em suas aparições ele não revelou totalmente sobre o seu modo de pensar, embora assim como a maioria das divindades ele tenha o pensamento que os humanos devem se curvar aos deuses.
Porém mesmo com essa concepção, ele valoriza aqueles guerreiros que não desistem de seus objetivos e que conseguem impor uma pequena resistência a seus ataques, bem como se importa com as vidas de seus servos e acredita firmemente que as pessoas poderiam ser puras acaso houvesse uma nova era (criada por ele mesmo, no caso matar os ruins e salvar os bons). Considerando isso, constata-se que Poseidon à sua maneira possui uma personalidade digna de um Deus benevolente que almeja a paz duradoura sobre a Terra, embora para nós, humanos, ele pareça apenas “maligno”.
2 – Ajudando Atena
Poseidon tem ainda uma breve participação durante a Saga de Hades, onde consegue novamente tomar o corpo de Julian Solo para ajudar os Cavaleiros de Atena nos Campos Elísios. Ele comenta que o máximo que pode fazer é mandar as Armaduras de Ouro para que Seiya e os outros pudessem ter uma chance, e que ele gostaria de fazer mais, mas que não podia devido a estar selado na Ânfora de Atena. Nesse momento, Poseidon volta a dormir novamente.
1 – Rerise of Poseidon
Recentemente, Poseidon voltou a ter destaque em Saint Seiya, protagonizando um novo mangá derivado da franquia, intitulado “Rerise of Poseidon” ou “O Renascimento de Poseidon”.
Nesse mangá de Tsunakan Suda, que possui uma arte muito parecida com a de Kurumada, a deusa Nêmesis surge para destruir a humanidade como punição pelos Cavaleiros de Atena terem matado Thanatos, Hypnos e Hades durante sua batalha no submundo.
Nêmesis ameaça causar uma chuva de meteoritos que destruirá a Terra em dez horas. Como Saori, Seiya e o resto dos Cavaleiros de Bronze não estão presentes para combater esta ameaça, Poseidon é contatado pelo espírito de Hades para que ele proteja a Terra na ausência de Atena, libertando o deus de seu selo e ressuscitando temporariamente seus generais marinas.