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Samurai Jack voltou às discussões recentemente, pois após longos anos desde sua estreia, a quinta temporada finalmente recebeu uma dublagem brasileira, e todos os episódios estão disponíveis no HBO Max.

Esse pode ser um excelente momento para aqueles que nunca assistiram a jornada de Jack, então no vídeo de hoje decidimos trazer 10 fatos sobre essa interessante série, uma das mais criativas e originais produções do Cartoon Network de todos os tempos, que se tornou um verdadeiro ícone pop.

10 – Influências

Samurai Jack teve muita influência dos quadrinhos, e seu criador, Genndy Tartakovsky, tinha um carinho especial pelo trabalho de Frank Miller. Se você olhar para obras como “300”, fica claro de onde Tartakovsky obteve influência, já que eles têm um estilo de design angular parecido. Além disso, Tartakovsky se inspirou no estilo de Miller de formatar cenas de ação, muitas vezes ocupando páginas inteiras. Basta dar uma olhada em qualquer cena de batalha em grande escala em Samurai Jack e você definitivamente detectará referências a 300.

Além dos quadrinhos americanos, Tartakovsky também teve influência dos mangás japoneses, especificamente da série Lobo Solitário. Escrito por Kazuo Koike e ilustrado por Goseki Kojima, o mangá segue Ogami Itto, um ex-carrasco do shogun que foge com seu filho após ser traído. Existem muitas referências a Lobo Solitário em Samurai Jack, incluindo uma aparição direta do personagem.

9 – Ronin

E por falar em Frank Miller e sua influência em Samurai Jack, precisamos falar sobre Ronin, obra escrita e desenhada por Miller, sendo na verdade o seu primeiro trabalho para a DC Comics. Nessa história, um samurai enfrenta um antigo demônio chamado Agat, responsável por matar seu mestre e transformá-lo em um ronin.

Mas calma, não é só isso não. Ao se enfrentarem, o Ronin quase matar o demônio com uma espada mágica, e quando Agat está prestes a morrer ele diz que tem “mais uma maldição” e envia a si mesmo e ao ronin para outra dimensão, que na verdade é uma Nova York distópica. Eles acabam lutando no futuro, onde o ronin enfrenta um bando de demônios robôs de Agat. É claro, Tartakovsky já confirmou algumas vezes em entrevistas que essa HQ foi a sua maior inspiração.

8 – Mistura cultural

Outro aspecto realmente interessante da série que raramente é abordado é a mistura de múltiplas culturas para fortalecer a jornada de Jack. No episódio de estreia, Jack é visto treinando com guerreiros e culturas de todo o mundo para preparar sua mente e corpo para seu confronto final com Abu (ou Aku, no original). Jack não apenas conheceu culturas de todo o mundo, mas sua espada também foi criada por deuses de múltiplas mitologias. Mais tarde na série, temos um vislumbre do forjamento de sua e espada pelos deuses Odin, Rá e Vishnu.

A espada acabou sendo passada para o pai de Jack, que foi derrotado após muitas batalhas com Abu em um episódio de flashback da 3ª temporada. A espada divina de Jack não tem apenas um toque encantado, mas também provou ser inquebrável, além de ser a chave para a morte de Abu.

7 – Qual o nome dele?

Samurai Jack pode ser o título do programa, mas a verdade é que nunca soubemos o nome do Príncipe do Japão feudal destinado a derrotar Abu. Ele nunca é chamado pelo nome e permanece sem identidade até o terceiro episódio do programa, depois que Abu o envia para o futuro. O nome de Jack dado a ele pelas primeiras pessoas que ele encontra no futuro, como uma espécie de gíria.

Mesmo sem um nome próprio, Jack rapidamente assume sua própria identidade de lenda. Já na primeira temporada, podemos ver que seus feitos e postura contra Aku se tornaram lendários, até mesmo aos olhos das crianças nas aulas de teatro. Mais tarde na série, dificilmente há uma pessoa em qualquer cidade que não saiba quem ele é.

6 – Levou 12 anos para o final

Reprodução/Adult Swim

Depois de concluir sua primeira série, O Laboratório de Dexter, e deixar As Meninas Superpoderosas para trás, Genndy Tartakovsky estava insatisfeito com os desenhos de ação da época e queria fazer sua própria série para resolver isso. Após vários meses de desenvolvimento, Samurai Jack estreou com um especial de três partes em 10 de agosto de 2001.

A série exibiu um total de 52 novos episódios nos três anos seguintes, até o episódio final, que estreou em 25 de setembro de 2004. No entanto, nas quatro temporadas lançadas, a narrativa nunca foi devidamente concluída. Isso significa que quando os novos episódios finalmente estrearam trazendo a temporada final da série, haviam se passado mais de 10 anos desde a original. Foi uma longa espera para finalmente ver a conclusão da jornada de Jack.

5 – Quase teve um filme

Embora Samurai Jack tenha sido suspenso indefinidamente em 2004, Genndy Tartakovsky nunca desistiu de sua visão de completar a jornada de Jack. Antes de finalmente anunciar o retorno planejado de Jack ao Adult Swim em dezembro de 2015, Tartakovsky passou anos apresentando sua história a vários estúdios de Hollywood. Após as baixas receitas de bilheteria do filme As Meninas Superpoderosas em 2002, o Cartoon Network hesitou em financiar outro empreendimento na tela grande. Tartakovsky vendeu o projeto para vários estúdios ao longo dos anos, atraindo o interesse de vários deles, incluindo a Bad Robot Productions, de JJ Abrams.

Apesar dos anúncios e das datas de início propostas, o filme nunca se concretizou. Tartakovsky permaneceu otimista de que o projeto acabaria por decolar ainda em 2012, após o sucesso de sua estreia no cinema, Hotel Transylvania. Embora o filme nunca tenha se materializado, Tartakovsky diz que as ideias que ele originalmente imaginou para o filme foram utilizadas na temporada final.

4 – Professor Utônio?

Antes de fazer o que se tornou sua obra-prima, Genndy Tartakovsky trabalhou em vários outros projetos de animação, incluindo O Laboratório de Dexter e a imensamente popular As Meninas Superpoderosas. Ele trabalhou nesta última quatro temporadas, e levou parte da equipe com ele quando foi trabalhar em Samurai Jack, o que inevitavelmente levou a algumas escolhas semelhantes na direção de arte.

Havia uma série de semelhanças impressionantes, mas nenhuma era tão óbvia ou curiosa quanto o design de personagem de Jack. Em As Meninas Superpoderosas, o pai delas é um cientista que tem um queijo quadrado muito marcante e um corte de cabelo peculiar. Obviamente, isso gerou todo tipo de teorias dos fãs por anos.

3 – Sem gênero definido

Reprodução/Cartoon Network

Uma das coisas que torna Samurai Jack tão icônico, é como a série brinca coms os limites entre os gêneros. É brilhante como a série apresenta episódios que cobrem quase todos os gêneros possíveis, ao mesmo tempo em que se mantém alinhada com as regras do mundo estabelecidas no primeiro episódio.

Há episódios que reproduzem filmes mudos, fantasias épicas, filmes de gângsteres, ficção científica, comédias românticas e até histórias experimentais que são difíceis de categorizar em algum gênero específico. Graças à natureza episódica da premissa, não havia um tipo de história que Jack não conseguisse estrelar.

2 – A Música

A música de abertura de Samurai Jack é extremamente marcante. Mas o que nem todo mundo sabe é que a canção é do fundador do “Black Eyed Peas”, William James Adams Jr., mais conhecido como Will.i.am.

Embora seja impossível dar crédito a Samurai Jack pela ascensão da carreira de Will.i.am, os anos em que o programa esteve no ar também provaram ser alguns dos mais importantes para o músico, à medida que ele alcançou a fama no início do milênio.

1 – Prêmios

Samurai Jack não foi um sucesso apenas entre o público. Também causou uma forte impressão nos críticos e eleitores da academia durante seus quatro anos originais. A série ganhou quatro de suas seis indicações ao Primetime Emmy, seis de suas dez indicações ao Annie Award e seu primeiro e único prêmio no Ottawa International Animation Festival. 

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Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.