Esse ano teremos mais um filme do Thor chegando aos cinemas, “Thor: Amor e Trovão“, que trará elementos relativamente recentes dos quadrinhos do personagem, como Gorr, o Carniceiro dos Deuses e A Poderosa Thor, que nada mais é do que Jane Foster digna do Mjolnir.
Mas você conhece o histórico de Thor nos quadrinhos? Um dos personagens mais clássicos da Marvel, Thor introduziu todo um panteão de deuses nórdicos a um universo recheado de super-heróis, e sua Asgard altamente tecnológica oferecia um dos mundos mais inventivos e coloridos de Jack Kirby. Hoje, trazemos 10 fatos sobre o Deus do Trovão.
10 – Os protótipos de Thor

É fácil esquecer que quando Stan Lee e Jack Kirby estavam criando o Universo Marvel no início dos anos 60, eles já trabalhavam com quadrinhos há 20 anos. Com isso em mente, pode não ser surpreendente saber que, o Thor que fez sua estreia em Journey Into Mystery #83 não foi a primeira vez que Kirby fez uma história sobre o deus nórdico do trovão.
O primeiro Thor apareceu nas páginas de Adventure Comics #75 (1938), mas para ser justo, não dá exatamente para contar como o Thor que conhecemos. Em uma história de Kirby e Joe Simon, o Sandman da Era de Ouro enfrenta um bandido chamado “Fairy Tale” Fenton, que se disfarça como o deus do trovão para realizar roubos ousados.
Porém, 15 anos depois, Kirby chegaria um pouco mais perto do nosso Thor com Tales of the Unexpected #16 (1957). Uma história de seis páginas chamada “O Martelo Mágico” apresentava um Thor com muitos elementos de design familiares e uma versão do Mjolnir que se parece muito com o que Thor surgiria na Marvel no início da próxima década. Ele ainda incluiu um ponto da trama que seria reciclado, com o martelo escondido na Terra até ser encontrado por um mero mortal que poderia explorar seu poder – embora, neste caso, tenha sido encontrado por um bandido chamado Baird, que não era nada digno.
Provavelmente é por isso que o verdadeiro Thor apareceu para recuperar Mjolnir no final da história. Mas sabe qual o grande plot twist nisso tudo? Embora a terceira tentativa de Kirby com Thor tenha sido um grande sucesso na Marvel Comics, essas duas tentativas anteriores foram publicadas na DC.
9 – Surge Thor
Em 1962, aproveitando o sucesso que encontraram ao apresentar o Quarteto Fantástico no ano anterior, Lee e Kirby decidiram expandir seu universo de super-heróis adicionando uma visão moderna de um herói mitológico, e o poderoso Thor surgiu nas páginas de Journey Into Mistery #83.
Essa primeira história segue o que era comum na época: alienígenas invadem com tecnologia muito além da nossa, mas se assustam quando encontram alguém forte o suficiente para enfrentá-los. A grande diferença é que o “alguém” era o Dr. Donald Blake, que encontra uma bengala escondida em uma caverna na Noruega que pode se transformar em um martelo mágico invencível – e transformá-lo em Thor.
O que muitas vezes é esquecido, porém, é que Journey Into Mystery #83 acabaria introduzindo outro personagem que acabaria encontrando uma popularidade bastante surpreendente algumas décadas depois. Em 2006, o enredo “Planeta Hulk” revelou que um desses “Homens de Pedra” fugiu de volta para as estrelas e acabou preso no planeta Sakaar, vivendo como um gladiador. Korg, dublado pelo diretor Taika Waititi, acabaria sendo um personagem muito importante em Thor: Ragnarok.
8 – Dr. Donald Blake
Uma das coisas que diferenciavam a primeira safra de quadrinhos da Marvel de sua “Distinta Concorrência” era que seus personagens muitas vezes tinham desvantagens em suas identidades civis. No caso de Thor, a consequência de perder o controle de seu martelo por 60 segundos era que ele voltaria à sua identidade humana: Dr. Donald Blake.
Blake, um médico deficiente que trabalhava em um consultório particular com sua enfermeira e interesse amoroso Jane Foster, foi originalmente descrito como um humano normal que poderia se transformar em Thor, acessando os poderes e, eventualmente, as memórias do Deus do Trovão. Mais tarde, porém, foi revelado que Donald Blake não existia de verdade.
Em vez disso, a forma humana de Thor era apenas isso: uma forma humana que foi criada por Odin para ensinar a seu filho humildade. Ao aprisioná-lo no corpo de um humano (e apagar suas memórias de ter sido um deus), Odin esperava que Thor deixasse de ser um fanfarrão arrogante e aprendesse a colocar as necessidades dos outros antes das suas. Digamos que deu certo.
7 – Os Três Guerreiros
Kirby e Lee deram seu próprio toque a deuses como Odin, Sif e Balder, e recontaram mitos antigos com um toque de ficção científica, que combinava muito bem com o amor de Kirby por desenhar tecnologia alienígena. Mas não foi só isso que eles fizeram. Em “Tales of Asgard” também tivemos algumas novas adições: Fandral o Arrojado, Hogun o Severo e Volstagg o Volumoso, mais conhecidos como “Os Três Guerreiros”.
Praticamente tudo o que você precisa saber sobre esses três personagens está em seus nomes. Fandral é um fanfarrão inspirado no Robin Hood de Errol Flynn, enquanto Hogun era um lutador taciturno que, segundo Stan Lee, foi baseado em Charles Bronson. Volstagg foi baseado em Falstaff, da peça Henrique VI de Shakespeare: um guerreiro veterano que muitas vezes exagerava suas próprias realizações e que acabou sendo revelado ter uma esposa igualmente volumosa e cerca de uma dúzia de filhos. Os Três Guerreiros rapidamente se tornaram os personagens coadjuvantes favoritos dos fãs, e até conseguiram ganhar algumas histórias focadas inteiramente neles.
6 – O Épico de Walt Simonson
Em 1983, quando Walter Simonson assumiu como escritor e artista do título de Thor, ele produziu uma das maiores fases de super-heróis de todos os tempos. Ao longo dos próximos cinco anos, Simonson redefiniria Thor em praticamente todos os sentidos. Ele eliminou Donald Blake de uma vez por todas – dando a Thor uma nova identidade secreta na forma do trabalhador de construção civil Sigurd Jarlson, que era literalmente apenas Thor usando óculos – e misturou alta fantasia inspirada na mitologia com ação épica de super-herói.
Uma das mudanças mais duradouras de Simonson veio em sua primeira edição, Thor #337, quando ele apresentou Bill Raio Beta. Um alienígena que parecia um cruzamento entre um humanóide laranja e um cavalo esquelético, Bill foi o defensor escolhido de sua raça enquanto fugiam da destruição de seu planeta natal. Um mal-entendido cósmico o levou a uma batalha brutal contra Thor, durante o qual Bill ergueu o Mjolnir e tomou o poder do Deus do Trovão para si. Bill provou ser digno, e depois que Odin lhe concedeu seu próprio martelo, o Rompe-Tormentas, ele se tornou um dos aliados mais próximos de Thor.
5 – Ragnarok
Na mitologia nórdica, o fim de tudo é conhecido como Ragnarok, e é claro que nos quadrinhos Thor já teve o seu próprio Ragnarok. Isso aconteceu quando Loki se uniu a Surtur usando armas criadas da mesma forja da qual o Mjolnir foi feito.
Depois da destruição que se seguiu e das mortes dos Asgardianos, determinando que os deuses acima de todos os deuses conhecidos como “Aqueles Que Sentam nas Sombras” haviam manipulado Asgard no ciclo repetitivo do Ragnarok, Thor os procurou e deu sua vida para destruí-los.
A Força Odin, tendo se manifestado como um jovem Asgardiano, parabenizou Thor por sua vitória final, o plano que seu pai sempre teve para ele, deixando Thor descansar o sono dos deuses.
4 – Asgard na Terra
Após a morte de Thor, Mjolnir retornou à Terra, pousando no deserto. Donald Blake reivindicou o martelo, voltando do esquecimento após a morte de Odin e a quebra do feitiço que desfez sua existência.
Viajando de volta ao “vazio”, Blake convenceu Thor de que ele havia encerrado o ciclo de Ragnarok e que, se retornasse à Terra, poderia reconstruir Asgard e restaurar seus amigos e aliados asgardianos. Revivido, Thor usou o Mjolnir para recriar a capital de Asgard em Oklahoma.
Logo após retornar, Thor encontrou o primeiro dos Asgardianos perdidos, Heimdall, e o restaurou à sua verdadeira forma. Na África, Thor restaurou os Três Guerreiros e os trouxe de volta também. Assim, ele foi trazendo os Asgardianos um a um, embora não tenha encontrado sua amada, Sif. Isso foi porque Loki estava usando o corpo de Sif sem que Thor soubesse.
3 – O Carniceiro dos Deuses
Depois de descobrir os cadáveres de deuses há muito perdidos, Thor percebeu que um inimigo que ele conheceu em sua juventude ainda estava vivo. Ele era Gorr, o Carniceiro dos Deuses.
Durante sua busca para impedir Gorr de matar todos os deuses, Thor se viu em um futuro distante, onde encontrou seu eu mais velho. Com a ajuda desse eu do futuro e de seu eu do passado que Gorr havia escravizado, o Deus do Trovão conseguiu impedir Gorr de ativar a “Bomba Divina”, que mataria todos os deuses em todos os tempos e espaços. Não vou me aprofundar muito ao Gorr hoje, porque ele terá um vídeo de 10 fatos só dele aqui no canal.
2 – Indigno
Depois de encontrar o cadáver do Vigia na Lua, Thor reuniu seus companheiros heróis para investigar o assassinato. Durante um confronto subsequente contra o assassino de Uatu, Nick Fury, Thor ficou sem palavras quando Fury usou o conhecimento que havia adquirido do Vigia para confirmar sua dúvida hesitante de que Gorr, o Carniceiro dos Deuses, estava certo sobre os deuses serem egoístas e não se importarem com os mortais. Isso fez com que Thor perdesse a confiança em sua divindade e, consequentemente, sua capacidade de empunhar o Mjolnir.
Thor caiu em desespero ao se tornar Indigno. Foi também nessa época que ele perdeu seu braço para Malekith em batalha, que foi substituído por uma prótese feita de metal uru. Mjolnir acabou indo parar nas mãos de Jane Foster, e ela se tornou a nova misteriosa portadora da arma de Thor. Thor inicialmente entrou em conflito com Jane até que ele aceitou amargamente que o martelo não era mais dele. Acreditando-se indigno de seu próprio nome, Thor o passou para sua sucessora como se fosse um manto, e decidiu se chamar apenas Odinson.
1 – Rei de Asgard
Durante a Guerra dos Reinos, Malekith desafiou Thor a lutar com ele em Stonehenge, onde ele ergueu uma barreira mágica que mataria seus pais, Odin e Freya, se alguém além de Thor passasse.
A fim de encontrar uma maneira de superar o desafio de Malekith, Thor se pregou em Yggdrasil, que se enraizou no Sol. Depois de sacrificar seu olho esquerdo e os últimos fragmentos de Mjolnir em sua posse, Thor decidiu recrutar seu eu mais velho e seu eu mais jovem com quem ele havia derrotado Gorr, o Carniceiro dos Deuses. Eles se juntaram a Jane Foster, temporariamente retornada à sua forma Thor pelo martelo reconstituído do Thor da Guerra.
Durante a batalha contra Malekith, que havia se fortalecido com o simbionte Venom, o Deus Tempestade se manifestou no Sol, e Thor o comandou da Terra para reforjar o Mjolnir. O martelo então caiu na frente de Thor e ele conseguiu levantá-lo, tendo se tornado digno novamente. Thor usou seu martelo devolvido para dar o golpe final que derrotou Malekith. Por provar ser fundamental para derrotar Malekith e salvar Midgard, Odin abdicou do cargo de “Pai de Todos os Asgardianos” e nomeou Thor como o novo Pai de Todos e Rei de Asgard.