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Quando se fala em personagens parecidos entre a Marvel e a DC, muita gente corre pra apontar como a Marvel se inspirou na Distinta Concorrência. Mas e quando o contrário acontece? Porque sim, a DC também já olhou pro vizinho e trouxe versões bem familiares de alguns nomes da Casa das Ideias.
Desde deuses cósmicos devoradores de mundos até príncipes atlantes, essa lista mostra que nem mesmo os maiores gigantes dos quadrinhos estão livres de “inspirações criativas”. Então se prepara, porque no vídeo de hoje a gente vai relembrar 10 personagens da Marvel que foram copiados pela DC – o contrário do vídeo anterior.
Imperiex e Galactus

Na Marvel, Galactus é uma entidade cósmica lendária, criada por Stan Lee e Jack Kirby em Fantastic Four #48, de 1966. Ele não é simplesmente um vilão: é uma força da natureza, um ser ancestral que consome planetas para manter o equilíbrio do universo.
Décadas depois, a DC criou Imperiex, em Superman vol. 2 #153 (2000), por Jeph Loeb e Ed McGuinness. E fica difícil não ver as semelhanças. Assim como Galactus, Imperiex é um ser cósmico de escala inimaginável, cuja missão é apagar o universo para recriá-lo em perfeição. Seu corpo é composto por pura energia, envolta numa armadura gigantesca — um conceito visual que lembra bastante o Devorador de Mundos. A diferença é que, enquanto Galactus age por necessidade, Imperiex representa a ideia da destruição como limpeza total.
Guardião e Capitão América

O Capitão América foi criado por Joe Simon e Jack Kirby em Captain America Comics #1, de 1941, como símbolo máximo do patriotismo americano em plena Segunda Guerra Mundial. Com seu escudo, uniforme nas cores da bandeira e um histórico de combates contra tiranos, Steve Rogers se tornou um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos.
No ano seguinte, a DC apresentou o Guardião em Star-Spangled Comics #7, de 1942. Criado também por Joe Simon e Jack Kirby – os mesmos pais do Capitão América – o personagem tem um visual quase idêntico, incluindo o escudo e o uniforme dourado e azul. Jim Harper, o Guardião, é um policial de Metrópolis que age como vigilante à margem da lei para combater o crime, quase como uma versão urbana e menos superpoderosa de Steve Rogers.
Abelha e Vespa

A Vespa surgiu em Tales to Astonish #44, em 1963, criada por Stan Lee, Jack Kirby e Ernie Hart. Janet Van Dyne se tornou uma das integrantes fundadoras dos Vingadores, conhecida por sua habilidade de encolher, voar com asas bio-sintéticas e disparar rajadas de energia. Além disso, sempre foi um dos rostos mais carismáticos da equipe, com forte presença nas histórias e grande influência nas decisões do grupo.
Treze anos depois, em 1976, a DC apresentou Karen Beecher, a Abelha, nas páginas de Teen Titans #45. E a comparação é inevitável: ela também é uma heroína com traje tecnológico que permite voo, encolhimento e disparo de rajadas de energia — tudo embalado com um visual de inseto. A principal diferença está na origem: enquanto a Vespa ganhou seus poderes através da ciência de seu marido, Hank Pym, a Abelha criou sua própria armadura para provar seu valor como heroína.
Deathlok e Ciborgue

O Deathlok foi o primeiro ciborgue realmente marcante da Marvel. Criado por Rich Buckler e Doug Moench, ele estreou em Astonishing Tales #25, em 1974. Era Luther Manning, um soldado falecido que foi reanimado em um futuro distópico como uma arma meio-humana, meio-máquina. A história tinha um forte tom de ficção científica e debate sobre identidade, livre-arbítrio e a relação entre homem e máquina — temas que se tornariam clássicos na cultura pop dos anos 80.
Seis anos depois, em 1980, a DC lançou Victor Stone como Ciborgue, nas páginas de DC Comics Presents #26. Ao contrário de Deathlok, Victor era um adolescente salvo por seu pai cientista após um acidente, reconstruído com tecnologia avançada. O resultado? Um herói dividido entre sua humanidade e sua natureza cibernética. Embora o visual seja menos grotesco e a abordagem mais voltada ao drama familiar do que à distopia, é difícil não ver em Ciborgue uma resposta ao conceito do Deathlok.
Corredor Negro e Surfista Prateado

O Surfista Prateado surgiu em Fantastic Four #48, em 1966, como o arauto trágico de Galactus. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, Norrin Radd é um viajante cósmico que voa pelo universo em sua prancha prateada, servindo inicialmente como mensageiro da destruição – mas com um coração em conflito.
Cinco anos depois, em 1971, Kirby saiu da Marvel e foi para a DC, onde criou o Corredor Negro, nas páginas de New Gods #3. O personagem representava o fim da vida dentro do universo dos Novos Deuses, deslocando-se com velocidade incompreensível em cima de um par de esquis.
Um detalhe curioso é que Kirby tinha um carinho especial pelo Surfista Prateado, e inclusive ficou incomodado ao ver Stan Lee escrevendo o personagem sem ele. Por isso, muita gente acredita que o Corredor Negro foi uma forma de Kirby revisitar aquele conceito à sua maneira.
Caveira Atômica

O Motoqueiro Fantasma estreou em Marvel Spotlight #5, de 1972, e rapidamente se tornou um dos personagens mais icônicos da Marvel nos anos 70. Criado por Gary Friedrich, Roy Thomas e Mike Ploog, Johnny Blaze era um dublê que fez um pacto desesperado com Mefisto para salvar a vida de seu pai. Enganado, ele passou a carregar o Espírito da Vingança dentro de si. Quando a noite caía — ou a justiça era exigida — ele se transformava numa figura infernal com um crânio em chamas, correndo em alta velocidade em sua moto flamejante para punir os culpados.
Anos depois, em The Adventures of Superman #483, de 1991, a DC apresentou Joseph Martin, uma nova versão do vilão Caveira Atômica. Após um acidente envolvendo radiação experimental, Martin desenvolveu superforça, uma aura energética instável e uma aparência que deixava seu crânio brilhante à mostra — tudo envolvido por energia atômica. Embora sua origem tenha raízes científicas, o visual deixava clara a inspiração: uma caveira incandescente, envolta por poder e raiva.
Aquaman e Namor

Antes de Aquaman surgir como o rei de Atlântida da DC, a Marvel já tinha seu próprio soberano dos mares. Namor, o Príncipe Submarino, apareceu em Motion Picture Funnies Weekly #1, de 1939, e depois oficialmente em Marvel Comics #1 no mesmo ano. Criado por Bill Everett, Namor era um anti-herói temperamental, híbrido de humano com atlante, e um dos primeiros personagens da editora.
Dois anos depois, em 1941, a DC apresentou Aquaman em More Fun Comics #73. Também filho de um humano com uma atlante, Arthur Curry nasceu com a habilidade de respirar debaixo d’água, se comunicar com criaturas marinhas e suportar pressões oceânicas extremas. A similaridade entre os dois é gritante: trono submarino, origem mista, força sobre-humana e domínio sobre a vida marinha. Mas enquanto Namor sempre teve uma aura de antagonismo e desprezo pela superfície, Aquaman acabou se firmando como o atlante mais diplomático e heroico.
Monstro do Pântano e Homem-Coisa

O Homem-Coisa estreou em Savage Tales #1, de 1971, criado por Stan Lee, Roy Thomas, Gerry Conway e Gray Morrow. Ted Sallis era um cientista que, ao tentar recriar o soro do supersoldado, sofreu um acidente e acabou se transformando em uma criatura pantanosa. Sem fala e guiado mais por instinto do que por lógica, o personagem se destacou pelo visual grotesco, pelas histórias carregadas de terror psicológico e pela habilidade de queimar quem sente medo.
Apenas poucos meses depois, a DC apresentou o Monstro do Pântano em House of Secrets #92, também em 1971. Alec Holland, outro cientista vítima de um acidente, também cai em um pântano e renasce como uma criatura feita de vegetação. Mas ao contrário de seu antecessor da Marvel, Holland manteve sua inteligência e consciência, o que permitiu que o personagem evoluísse para histórias cada vez mais complexas. A fase escrita por Alan Moore transformou o Monstro do Pântano em uma força elemental conectada à natureza e ao “Verde”, elevando o personagem a um novo patamar.
Leão Vermelho e Pantera Negra

O Pantera Negra foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em Fantastic Four #52, de 1966. T’Challa é rei de Wakanda, nação africana tecnologicamente avançada e isolada do resto do mundo. Com traje de vibranium, habilidades aprimoradas e mente estratégica, o personagem se destacou tanto pela representatividade quanto pela profundidade política e cultural que trazia para o universo Marvel.
Décadas depois, em Deathstroke #1, de 2016, a DC apresentou o Leão Vermelho, um líder africano que veste um traje vermelho vibrante, feito de tecnologia avançada, e com poderes físicos elevados. O personagem claramente remete ao Pantera Negra, mas com uma inversão de abordagem: enquanto T’Challa representa diplomacia e equilíbrio, o Leão Vermelho é um líder de visão rígida, focado em controle e força como pilares de sua nação.
Aranha Negra e Homem-Aranha

O Homem-Aranha estreou em Amazing Fantasy #15, de 1962, criado por Stan Lee e Steve Ditko. Peter Parker se tornou um dos maiores ícones da cultura pop com sua origem trágica, senso de responsabilidade, vida pessoal conturbada e, claro, seus poderes aracnídeos. Com uniforme vermelho e azul, lançadores de teia e o clássico humor em combate, o Amigão da Vizinhança virou referência para gerações inteiras de leitores e super-heróis.
Já em 1976, a DC apresentou o Aranha Negra nas páginas de Detective Comics #463. Seu nome é Eric Needham, e ele atua como um vigilante urbano com traje escuro, visual inspirado em aranhas e grande agilidade física. Embora sua abordagem seja mais direta e com métodos questionáveis, a escolha estética e o conceito geral do personagem levantam comparações inevitáveis com o Homem-Aranha. São dois vigilantes mascarados com tema semelhante, mas que seguem por caminhos bem diferentes.






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