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Por mais de 35 anos, Frank Miller foi um dos mais inovadores e, algumas vezes, controversos criadores de quadrinhos da indústria. Tanto como escritor, quanto artista, Miller redefiniu personagens clássicos como Batman, resgatando heróis do abismo do cancelamento, como foi o caso do Demolidor, e criou universos inteiros em seus trabalhos independentes. Ainda que o autor esteja com a saúde frágil, ele não deixou de produzir (a maior prova é “O Cavaleiro das Trevas III”) e ele ainda possui novos planos para o futuro. Enquanto esses novos projetos são desenvolvidos, você pode começar com esses 10 trabalhos, que na nossa opinião, não podem faltar na sua coleção:


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10. Ronin

Estranha e ambiciosa, esta minissérie foi publicada pela DC Comics em 1983, contando a saga de um Samurai que depois evolui para um conto distópico e cyberpunk. Miller escreveu e ilustrou a série, criando Ronin depois de ver uns filmes e quadrinhos de Kung Fu. Miller gostou da ideia de um Samurai sem mestre e decidiu criar um conto em cima disso.

A Narrativa é complicada de seguir (a arte também sente falta de um parceiro como Janson), mas ainda assim, é uma história importante que faz parte da evolução de Miller como criador de quadrinhos. A Panini anunciou que lançará a obra em dezembro (possivelmente na CCXP, visto que Miller retornará ao evento).

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9. Os 300 de Esparta

Tanto faz se esta história não segue bem os verdadeiros fatos históricos, mas mesmo assim, 300, uma série publicada em 1998 pela Dark Horse, é um ótimo trabalho. Tanto que se tornou um filme de sucesso.

Claro que o machismo e a arrogância são grandes estrelas deste título, mas o tom e a estética conseguem transportar o leitor para dentro da história. 300 tem um visual arrasador e coloca o leitor ao lado de Leonidas e seu exército. É um trabalho sensacional que vale cada centavo investido.

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8. Sin City Vol. 4: O Assassino Amarelo

Considerada por muitos fãs e críticos como a melhor história de Sin City, o título coloca em foco um dos poucos heróis que existem no universo noir de Miller, o policial John Hartigan. O título virou filme em 2005 (com Bruce Willis como Hartigan).

Com a história em torno de Hartigan, Miller deixa tudo menos complicado. Assim, o leitor não é forçado a torcer por um personagem que é injustificadamente violento, sociopata ou algum outro tipo de doente social.

A história também é notável por diferenciar-se das anteriores de Sin City. Sim, ela é essencialmente uma história em quadrinhos em preto e branco, mas Miller acrescenta enfeites amarelos, uma decisão artística que é impressionante, ele cria com sucesso uma aura ainda maior de terror em torno do personagem quando as pinceladas amarelas aparecem na página.

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7. Eu, Wolverine

A popularidade de Wolverine como um personagem tem muito a ver com seu jeito durão e solitário. E foi nesta parceria entre Miller e Claremont que Wolverine se tornou o herói trágico e complexo que conhecemos hoje.

O primeiro livro solo de Wolverine o levou para o Japão, onde ele encontrou Mariko e seu pai dominador. A arte de Miller foi essencial para este trabalho, dando um tom dinâmico e ousado. Esta é uma história que pode ser verdadeiramente apreciada em páginas grandes, pois cada painel é um trabalho de arte.

Alguns aspectos desta mini-série podem parecer muito familiares aos leitores acostumados com os X-men contemporâneos. Mas isso é só porque esta história teve e continua a ter uma profunda influência sobre as aventuras que Wolverine teve em seguida. Sem ela, Wolverine não seria o melhor no que faz.

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6. Demolidor: O Homem sem Medo

Em uma minissérie de 1993, Miller se une a John Romita Jr. e Al Williamson para criar esta fantástica nova origem do Demolidor. Os princípios básicos criados por Stan Lee e Bill Everett permanecem intactos – Murdock, quando jovem, fica cego, mas com os os demais sentidos aprimorados após um acidente. Ele, então, assume o manto do vigilante Demolidor depois que seu pai, um boxeador, é assassinado pela máfia. No entanto, Miller transforma tudo isso em um épico. Ele integra personagens que foram introduzidos pela primeira vez nos anos 70 e 80, como é o caso de Elektra, e estabelece como eles foram importantes para a evolução do Demolidor como um herói. Miller demonstra uma ligação entre o Demolidor e o Rei do Crime, Wilson Fisk, desde o início, criando uma relação complexa e dramática.

Um título que vale a pena. Frank Miller sempre funciona bem quando toca no Demolidor, parece até que eles nasceram um para o outro.

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5. Demolidor por Miller & Janson Vol. 2

Quando Miller começou a participar das edições do Demolidor, o seu papel foi em grande parte visual. Mas quando a Marvel percebeu que os fãs estavam respondendo bem ao estilo mais sombrio de Miller, ele finalmente tomou o controle completo da série. E é aí foi que a magia realmente começou. Miller introduziu a assassina mortal Elektra e ainda trouxe o maníaco homicida conhecido por Mercenário. Ao longo do caminho, o Demolidor teve seu romance com Elektra, substituiu o Homem-Aranha como o verdadeiro rival do Rei do Crime e ganhou uma nova aura de responsabilidade.

O confronto final entre Elektra e o Mercenário continua a ser um dos momentos mais emblemáticos da história em quadrinhos. Depois de quase ser cancelado, o Demolidor se tornou um dos títulos mais populares da Marvel, tudo graças a Frank Miller.

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4. Sin City: A cidade do Pecado

Enquanto alguns acham que “O Assassino Amarelo” foi a melhor história de Sin City, “A Cidade do Pecado” garante seu lugar por ser a pioneira.

Ela introduz o universo criado por Miller com foco em um indivíduo que está apenas tentando limpar seu nome depois de ser acusado de assassinar uma bela prostituta chamada Goldie. Miller já é conhecido por gostar de enredos obscuros,  mas Sin City chega a um outro nível. O conto é repleto de corrupção política, além de um desfile interminável de vândalos, fraudadores, bêbados, prostitutas e sociopatas.

Mas o que é mais impressionante é o estilo visual noir que Miller adotou. As cores preto e branco e o uso pesado de sombras e silhuetas dá a Sin City aquela vibe de 1930, o que funcionou perfeitamente para adaptação para o cinema em 2005.

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3. Batman – O Cavaleiro das Trevas

Indiscutivelmente esta é a história que transformou Miller em um ícone da indústria, esta minissérie teve um efeito profundo sobre o mito do Batman e a indústria de quadrinhos como um todo, servindo como uma fonte de inspiração para uma série de escritores, artistas, roteiristas e diretores de filmes. A idéia de usar super-herói envelhecido em um futuro distópico abriu as portas para um desfile de imitadores dentro da indústria.

O Cavaleiro das Trevas é um título grande, arrojado e bombástico. Além de ter a melhor batalha entre Batman e Superman, provando que com um certo preparo,  Batman pode superar o Homem de Aço com astúcia e inteligência. O título também incorpora outros temas que se tornaram um procedimento operacional padrão nas histórias seguintes do Batman ao longo dos últimos 30 anos.

É, sem dúvida, uma das histórias de super-heróis mais épicas já contadas. Adquira o seu exemplar, clicando aqui.


2. “Batman: Ano Um” (Batman #404-407)

Ano Um foi adaptada tantas vezes em outras mídias que se tornou uma verdadeira lenda. Praticamente tudo que foi desenvolvido posteriormente sobre o Batman, sua origem, sua ligação com o James Gordon e todas as sombras que rodeiam seu universo tem seu fundamento no trabalho de Miller e Mazzucchelli.

Além do mito, Ano Um é uma história fantástica, ela traz um nível de realismo que geralmente não é encontrado em outras histórias de heróis. É um título realmente imperdível.

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1. “A Queda de Murdock” (Daredevil #227-231)

Em 1986, três anos após já ter saído dos roteiros do personagem tendo alavancado suas vendas, Frank Miller ainda voltou ao Demolidor mais uma vez, para um última história. Uma despedida. Acompanhado do artista David Mazzucchelli, Miller entregou aquela que é considerada a melhor história do Demolidor de todos os tempos. O seu clássico absoluto: A Queda de Murdock.

Não há um painel ou sequência narrativa sem fundamento aqui. Miller e Mazzucchelli reconstruíram totalmente Matt Murdock, fazendo com que o leitor tivesse uma conexão instantânea com o protagonista. A história traz um prazer que é até difícil de explicar. Este título foi um dos grandes acertos de Miller e merece ser lembrado por mais 50 anos.

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