Ao longo dos anos, poucos heróis tiveram tanto impacto nos mais diversos tipos de audiência do que o Batman. Além de séries animadas, séries live-action, filmes e games, o Batman também conseguiu bater recordes através dos quadrinhos, chegando a mudar o curso da própria indústria.
E grandes nomes já participaram da criação de suas histórias: Alan Moore, Jeph Loeb, Paul Dini, Frank Miller e muitos outros. Aqui, iremos listar 10 quadrinhos que todo fã do Batman deveria ler. Se você quiser, pode comentar e também aumentar a lista, afinal, cada fã tem sua própria versão do mito do Morcego. Vamos lá?
Batman: Ano Um

Ano Um foi adaptada tantas vezes em outras mídias que se tornou uma verdadeira lenda. Praticamente tudo que foi desenvolvido posteriormente sobre o Batman, sua origem, sua ligação com o James Gordon e todas as sombras que rodeiam seu universo tem seu fundamento no trabalho de Miller e Mazzucchelli.
Além do mito, Ano Um é uma história fantástica, ela traz um nível de realismo que geralmente não é encontrado em outras histórias de heróis. É um título realmente imperdível.
A Piada Mortal
Um dia ruim. Para o Coringa, isso é tudo que separa um homem são da loucura. E na graphic novel A Piada Mortal,escrita por Alan Moore e desenha por Brian Bolland, o palhaço do crime faz de tudo para mostrar o seu ponto de vista para o Homem-Morcego, sequestrando o Comissário Gordon e tentando levar o policial à loucura com seus atos doentios. Além de servir como uma espécie possível origem para o Coringa, a HQ traz a clássica (e trágica) cena em que o vilão atira contra Bárbara Gordon, aleijando-a.
O Longo Dia das Bruxas
Cronologicamente, O Longo Dia das Bruxas se encaixa no segundo ano de atividade do Batman em Gotham, e trata de mostrar a união do herói com o Comissário de polícia Jim Gordon e o Promotor de justiça Harvey Dent para derrubarem a rede de crimes perpetuada pela família Falcone, liderada por Carmine Falcone, o Romano. Em meio a isso porém, surge um assassino em série cujo peculiar modus operandi faz com que ataque apenas em feriados, e que parece ter alguma espécie de rixa pessoal com família Falcone. Além de ser uma ótima HQ com teor investigativo, O Longo Dia das Bruxas é marcante por mostrar o acontecimento fatídico que fez com que Harvey Dent se tornasse o criminoso Duas-Caras.
Trilogia do Demônio & Contos do Demônio
Aqui a coisa já complica um pouco. Trilogia do Demônio é como ficou conhecida a coletânea das três principais histórias que tratam de trabalhar a relação entre Batman e o imortal Ra’s Al Ghul, um de seus mais terríveis inimigos. A trilogia é composta por : O Nascimento do Demônio, de Dennis O’Neil e Norm Breyfogle, que conta a história de origem de Ra’s; O Filho do Demônio, escrita por Mike W. Barr com arte de Jerry Bingham, que durante anos foi desconsiderada pela DC Comics por estipular que Batman e Talia Al haviam tido um filho (fato que foi trazido de volta à cronologia oficial na fase do autor Grant Morrison); e A Noiva do Demônio, de Mike W. Barr e Tom Grindberg, em que Ra’s procura uma noiva para ter o seu futuro herdeiro.
Porém, o grande clássico envolvendo os dois personagens vem da coletânea Contos do Demônio, que já chegou a ser publicada aqui no Brasil pela Panini, mas que há alguns anos não vê as bancas brasileiras, carecendo de uma republicação. É em um das histórias desse encadernado que testemunhamos o clássico duelo de espadas entre Batman e Ra’s Al Ghul, cortesia de Dennis O’ Neil e Neal Adams.
Batman & Robin
Grant Morrison é um visionário. Todas as suas histórias são recheadas de referências e principalmente de homenagens à era de ouro dos quadrinhos, da qual o autor é um confesso apaixonado. E com o Batman não foi diferente. Ao colocar as mãos na revista regular do morcego, Morrison tratou de trabalhar vários conceitos utilizados em antigas histórias do personagem e colocá-los de volta na cronologia, mas sem sombra de dúvidas o mais marcante foi a inclusão do filho de Bruce Wayne com Talia Al Ghul: o polêmico garoto-problema Damian.
Desenvolvendo o garoto – inicialmente odiado pelos fãs – até torná-lo um dos melhores Robins que o Batman já teve, Morrison trouxe uma novidade interessantíssima para o universo da bat-família, escrevendo uma fase que deixou saudades.
A Queda do Morcego
Nos anos 90, a moda era ferrar com os heróis. Tivemos a Saga do Clone no Homem-Aranha, a Morte do Superman, o Crepúsculo Esmeralda do Lanterna Verde, entre outras. E obviamente o Batman não ficaria de fora da tendência. Em A Queda do Morcego – a saga mais longa já publicada nas revistas do herói, Batman tem sua coluna quebrada pelo vilão Bane em uma das cenas mais clássicas e replicadas do personagem. Após ficar paralítico, Bruce Wayne passa seu manto para psicótico Azrael, que age como um Batman muito mais violento e sem misericórdia.
Asilo Arkham
Talvez seja uma coincidência, talvez não, mas o subtítulo da graphic novel Asilo Arkham tem a ver com a frase “Por que tão sério?”, que o Coringa faz no filme Batman: O Cavaleiro das Trevas. A verdade é que a loucura permeia a seriedade em excesso e a demasiada alegria, temperamentos que estão presentes nos mais insanos e maníacos detentos do Asilo Arkham, o manicômio de Gotham City. Nesta história, o Batman acaba preso com estes malfeitores dentro da casa de recuperação para criminosos insanos e a sua lucidez e perseverança acabam se confundindo e se mesclando com a insanidade e a perversidade daqueles que estão encerrados dentro das grades de um hospício. Estariam mais loucos aqueles que estão lá encarcerados ou aqueles que andam livres nas ruas praticando todo o tipo de ação? Essa é uma pergunta que o Batman precisará responder se quiser sair são de dentro deste asilo.
Morte em Família
O segundo Robin, Jason Todd, era simplesmente odiado pelos fãs. Impulsivo, rebelde e desobediente, o garoto conquistou a antipatia dos leitores, e nem de perto conseguia obter os mesmo sucesso de seu antecessor, Dick Grayson. Assim, a DC convocou o autor Jim Starlin para escrever a trágica Morte em Família, deixando o destino de Jason Todd nas mãos.. dos fãs. Pois é, em uma estratégia de marketing bem estranha, a editora pediu que os fãs telefonassem para sua sede e escolhessem se o garoto deveria morrer ou viver no final da história. Assim, o destino de Todd foi selado. O menino-prodígio foi espancado pelo Coringa com um pé-de-cabra e deixado dentro de uma cabana com explosivos. Mais uma morte a ser sentida por Bruce Wayne, mais uma tragédia perpetuada pelo Coringa, e mais um clássico instantâneo do Homem-Morcego acabava de nascer.
Sob o Capuz
Logo ali acima eu deixei bem claro o quanto Jason Todd era um Robin odiado, a ponto dos próprios leitores optarem por sua morte quando a DC lhes deu esse poder de escolha. Ainda assim, a DC aproveitou as alterações na realidade ocasionadas pelo Superboy Primordial na saga Crise Infinita para trazer o rapaz de volta, agora sob a alcunha de Capuz Vermelho. Completamente transtornado com o Batman ao descobrir que em todos esses anos o herói nunca deu cabo do Coringa, Jason Todd domina o crime organizado de Gotham e decide dar cabo do vilão, mesmo que para isso precise deixar o cadáver do Batman no caminho.
Cavaleiro das Trevas
Indiscutivelmente esta é a história que transformou Miller em um ícone da indústria, esta minissérie teve um efeito profundo sobre o mito do Batman e a indústria de quadrinhos como um todo, servindo como uma fonte de inspiração para uma série de escritores, artistas, roteiristas e diretores de filmes. A idéia de usar super-herói envelhecido em um futuro distópico abriu as portas para um desfile de imitadores dentro da indústria.
O Cavaleiro das Trevas é um título grande, arrojado e bombástico. Além de ter a melhor batalha entre Batman e Superman, provando que com um certo preparo, Batman pode superar o Homem de Aço com astúcia e inteligência. O título também incorpora outros temas que se tornaram um procedimento operacional padrão nas histórias seguintes do Batman ao longo dos últimos 30 anos.
É, sem dúvida, uma das histórias de super-heróis mais épicas já contadas.
“Poderíamos ter mudado o mundo…
Agora… olhe só para nós…
Eu me tornei um risco político. E você… uma piada.
Eu quero que se lembre, Clark. Pro resto da sua vida… nos seus momentos mais íntimos.
Quero que se lembre… da minha mão na sua garganta.
A mão… do único homem que derrotou você.”