Thor é um dos Vingadores fundadores da equipe e desde que foi criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby, lá por 1962, ele passou por diversas mudanças. Sim, tá na cara que ele é uma versão do deus nórdico do trovão, mas o fato interessante é que, para muita gente, a história do mito e dos quadrinhos acaba se confundindo.
Assim, para quem quer começar a ler mais sobre o personagem, separamos algumas histórias bem interessantes. Confira abaixo:
Vingadores

“E houve um dia,um dia como nenhum outro, em que os heróis mais poderosos da terra se uniram contra uma ameaça em comum.” Não dá para falar sobre Thor sem citar a formação clássica dos Vingadores, afinal o deus do trovão acabou sendo indiretamente um dos responsáveis pela formação da super-equipe mais famosa da Marvel e que hoje em dia é sucesso de público e crítica não apenas nos quadrinhos, mas também no cinema. Em Avengers #1 de 1963, Loki decide manipular o Hulk, usando-o como uma maneira de atacar Thor. No entanto, a ameaça do golias esmeralda acaba por chamar a atenção de outros heróis da Terra, como Homem de Ferro, Vespa e Homem-Formiga, que após descobrirem que tudo não passava de uma manipulação do deus da trapaça, o derrotam e decidem se unir para acabar com futuras ameaças como aquela, as quais eles sozinhos não poderiam lidar. Nasciam então os Vingadores.
Thor por Walter Simonson
Em 1983, mais precisamente em Thor #337, tem início uma das fases mais famosas e aclamadas do deus do trovão, quando o escritor Walter Simonson assume os roteiros da revista. Além de trabalhar absurdamente bem com diversos conceitos da mitologia nórdica, Simonson trouxe ótimos personagens como Bill Raio Beta, e escreveu arcos memoráveis como A Saga de Surtur. Ainda durante a fase do autor temos ainda duelos com Malekith e os elfos negros, além da controversa fase em que Thor foi transformado por Loki em um sapo (e você aí reclamando porque hoje em dia uma mulher é Thor). A fase de Walter Simonson culmina no duelo final com a Serpente de Midgard, um ser da mitologia nórdica que está destinado a matar o deus do trovão, e histórias traz uma sequência de duelo que é simplesmente incrível.
Ragnarok
Quem conhece pelo menos um pouquinho de mitologia nórdica sabe o que o Ragnarok representa nas lendas vikings. Nada mais nada menos do que a versão do “apocalipse” para os deuses nórdicos, ou seja, o fim do mundo. E assim, aproveitando as baixas vendas que a revista tinha na época, a Marvel decidiu que era o momento certo para trazer para seus personagens baseados nessa mitologia uma história realmente grandiosa para acabar com tudo em grande estilo. Assim, os escritores Michael Avon Oeming e Daniel Berman acompanhados do desenhista Andrea Divito trouxeram a saga Ragnarok, onde o mundo de Thor vê o seu fim após um plano de Loki aliado a Surtur. É o fim de Asgard e de todo o seu povo.
Fase de J. Michael Straczynski
Após um hiato de três anos desde o seu cancelamento após o Ragnarok, a revista Thor finalmente voltou a ver a luz do dia sob a responsabilidade do aclamado roteirista J. Michael Straczynski, acompanhado do excelente artista Olivier Coipel. Na trama, Thor – que estava em uma espécie de limbo – é trazido de volta pelo médico Donald Blake, retornando a velha dinâmica das histórias iniciais onde os dois dividiam o mesmo corpo trocando de lugar quando necessário. Na trama, partindo da premissa de que “onde existe Thor, sempre existirá Asgard”, o deus do trovão usa seus poderes para trazer a Cidade Dourada de volta, colocando-a poucos metros acima do deserto de Oklahoma. Em seguida, Thor sai pelo mundo trazendo de volta seus amigos asgardianos, aprisionados em corpos humanos.
O Cerco
Após um período batizado pela Marvel de Reinado Sombrio, quando Norman Osborn se tornou o manda-chuva do mundo após os eventos da saga Invasão Secreta, eis que surge o curto evento em 4 partes intitulado O Cerco, que nada mais era do que a conclusão desse reinado de escuridão perpetuado pelo ex-Duende Verde. Na trama, escrita por Brian Michael Bendis e com desenhos novamente de Olivier Coipel, Osborn (agora com uma das armaduras de Tony Stark e sob a alcunha de Patriota de Ferro) decide juntar os seus Vingadores Sombrios e fazer nada mais nada menos que um verdadeiro cerco a Asgard. Tudo isso auxiliado por Loki, como não poderia deixar de ser.
Apesar de não ser exatamente uma saga de Thor, a importância de Asgard dentro dessa saga faz com que se torne algo importante na cronologia do personagem, não apenas pelo desfecho de algo iniciado lá na fase de JMS, mas também por tudo que esse acontecimento da queda de Asgard ainda iria desencadear.
A Essência do Medo
Escrita pelo roteirista Matt Fraction e contando com a arte estupenda de Stuart Immonem, A Essência do Medo meio que serve como uma continuação direta de O Cerco, amarrando algumas pontas soltas que ainda precisavam ser resolvidas sobre Asgard. Na trama, Odin está de volta, e decide levar Asgard de volta para seu lugar de origem, mesmo que isso contrarie as vontades de seu filho Thor, que até então era o monarca da Cidade Dourada na ausência de seu pai. Enquanto isso, Pecado, a filha do Caveira Vermelha, acaba libertando o Deus Serpente, um irmão maligno de Odin que havia sido aprisionado no fundo do oceano eras atrás. Assim, são liberados no planeta Terra sete martelos, que vão parar nas mãos de alguns personagens-chave da Marvel (sejam heróis ou vilões) dando origem aos Sete Dignos da Serpente.
Apesar de divertida e com potencial para uma grande história, o maior problema de A Essência do Medo é o fato de Fraction ir contra muitas das coisas que foram estipuladas na aclamada fase de Walter Simonson. O que fez a saga, que já é fraca, tornar-se ainda mais criticada pelos fãs do deus do trovão, já que contraria material essencial e benquisto na cronologia do personagem.
Thor – O Carniceiro dos Deuses
Quando a Marvel decidiu revitalizar toda a sua linha editorial sob o selo Marvel Now, (Nova Marvel no Brasil) coube ao escritor Jason Aaron a responsabilidade de trazer novas histórias para o Thor. O que ninguém imaginava, porém, era que o autor traria uma história tão interessante para o personagem, como não se via há anos. Na trama, que se passa em três linhas temporais diferentes apresentando o passado, o presente e o futuro de Thor, somos apresentados ao Carniceiro dos Deuses, um ser maligno que tem como única tarefa matar deuses de todos os tipos, e que atormenta o deus do trovão.
A Poderosa Thor
Ainda sob a autoria de Jason Aaron, surge essa fase que já nasce polêmica e que foi discutida em fóruns pela internet por um bom tempo (e ainda é). Isso porque Thor passa a ser… uma mulher. Mas calma, isso não significa que o filho de Odin tenha feito uma mudança de sexo, como muitos fãs revoltadinhos bradaram por aí na época do anúncio. Simplesmente uma personagem feminina se tornou digna de erguer o Mjolnir, e portanto, de possuir o poder de Thor.
Guerra dos Reinos
Este é o clímax da fase de Jason Aaaron, que trouxe a belíssima arte de Russell Dauterman. Neste evento, Midgard é invadida pelos Gigantes de Gelo, forçando Thor a contra-atacar. Aqui temos grandes equipes da Marvel participando da batalha, tais como Vingadores e X-Men e, ainda assim, é uma história de Thor. Um grande evento que vale cada página.
Thor por Donny Cates
A fase mais recente do personagem e ainda está em andamento. Mesmo assim, ela já se provou como um sucesso. Continuando de onde Aaron parou, Cates dá um novo poder para o Rei de Asgard, enquanto ele luta para provar que é digno do Mjolnir.
A fase é ambiciosa e logo na abertura temos Thor batalhando contra Galactus e as coisas ficam ainda mais loucas nas histórias seguintes. Uma fase que vale para novos e antigos leitores do personagem.