Comentários

Estimated reading time: 11 minutos

Até mesmo os maiores ícones de Hollywood têm seus dias ruins no escritório. Seja por uma escolha de direção bizarra, um roteiro que não ajuda ou simplesmente uma tentativa ousada que saiu pela culatra, ninguém está imune a um “flop”.

No universo geek e além, separamos 15 vezes em que atores talentosos entregaram performances que gostaríamos de esquecer. Confira:

Robert Pattinson em Crepúsculo (2008)

Robert Pattinson em Crepúsculo
Reprodução/Lionsgate

Não há dúvida de que o papel de Edward Cullen na Saga Crepúsculo é o ponto mais baixo de Robert Pattinson em termos de performance. Para o azar de Pattinson, também foi o ponto de maior exposição da sua carreira, o que talvez seja o motivo pelo qual tantas pessoas ainda duvidam do seu talento, mesmo com o ator entregando atuações muito sólidas em toda a última década. Edward, que já é muito pálido, empalidece ainda mais em comparação com os personagens memoráveis que o ator viria a interpretar nos anos seguintes.

Russell Crowe em Os Miseráveis (2012)

Russell Crowe em Os Miseráveis
Reprodução/Universal Pictures

Ninguém duvida do talento de Russell Crowe para atuar, mas para cantar… a história é outra. No papel do Inspetor Javert, que exige uma voz potente e autoritária, Crowe soou espremido e fora de tom. Ao lado de gigantes do teatro musical como Hugh Jackman e Anne Hathaway, a falta de habilidade vocal do Gladiador ficou dolorosamente evidente.

Brad Pitt em Entrevista com o Vampiro (1994)

Brad Pitt em Entrevista com o Vampiro
Reprodução/Warner Bros.

Essa talvez seja uma opinião impopular, mas vamos lá: o Louis de Pointe du Lac de Brad Pitt é o ponto fraco do clássico Entrevista com o Vampiro. Enquanto Tom Cruise e até mesmo a pequena Kirsten Dunst entregam performances carismáticas e magnéticas, Pitt… simplesmente está lá. É difícil ler qualquer coisa além de apatia da expressão facial (sim, no singular) do ator. É como se o Louis de Brad Pitt fosse o ancestral distante do Edward de Robert Pattinson.

Johnny Depp em Mortdecai: A Arte da Trapaça (2015)

Johnny Depp em Mortdecai: A Arte da Trapaça
Reprodução/Lionsgate

Quer você concorde ou não com o “cancelamento” de Johnny Depp de Hollywood, uma coisa é certa: o ator já não vinha entregando muita coisa antes de perder destaque. Uma das provas disso está em Mortdecai: A Arte da Trapaça, uma das comédias mais sem graça que a indústria cinematográfica teve a infelicidade de realizar. Certamente não ajuda que Charles Mortdecai, o protagonista vivido por Depp, seja absolutamente insuportável de se aturar em cena.

Marion Cotillard em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

Marion Cotillard em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Reprodução/Warner Bros.

Marion Cotillard é uma atriz de classe mundial, mas sua participação no épico final da trilogia do Batman de Christopher Nolan ficou marcada por um único momento: a cena de sua morte. A revelação de que ela era Talia al Ghul foi seguida por uma “morrida” tão teatral e mal executada que virou meme instantâneo. É um deslize raro em uma carreira brilhante.

Tom Hardy em Capone (2020)

Tom Hardy em Capone
Reprodução/BRON Studios

O desastroso Capone traz Tom Hardy como Al Capone, nos últimos dias de sua vida, lutando contra a demência. Hardy, como de costume, se entrega de corpo e alma ao papel, mas o resultado, assim como o próprio longa, é caótico: o Capone de Hardy se parece mais com um personagem de Looney Tunes do que com uma pessoa de verdade, com direito a um sotaque tão caricato que mal dá para entender o que ele diz em cada cena.

Jennifer Lawrence em X-Men: Fênix Negra (2019)

Jennifer Lawrence em X-Men: Fênix Negra
Reprodução/20th Century Fox

Aqui o problema não foi exagero, mas sim a falta de energia. Ficou claro para o público que J-Law já estava cansada da franquia e da maquiagem azul da Mística. Em Fênix Negra, ela entrega suas falas de forma monótona e parece estar contando os minutos para sair de cena (o que, de fato, acontece cedo no filme). Uma despedida triste para uma personagem que ela ajudou a revitalizar em Primeira Classe.

Robert Downey Jr. em Dolittle (2020)

Robert Downey Jr. em Dolittle
Reprodução/Universal Pictures

O papel coadjuvante premiado com o Oscar de Robert Downey Jr. em Oppenheimer, de Christopher Nolan, provou que havia uma carreira para o astro além da Marvel Studios, mas na época de Dolittle, a situação não parecia promissora. Dolittle, o primeiro projeto de Downey Jr. depois da morte do Homem de Ferro em Vingadores: Ultimato (2019), foi um completo desastre, com o ator entregando uma performance pra lá de robótica e desinteressada. E pensar que esse era o mesmo rosto do tão carismático Tony Stark do MCU.

Eddie Redmayne em O Destino de Júpiter (2015)

Eddie Redmayne em O Destino de Júpiter
Reprodução/Warner Bros.

Eddie Redmayne é um ator talentoso e esforçado, mas como o vilão Balem Abrasax, ele tomou uma decisão arriscada: sussurrar 90% de suas falas e gritar descontroladamente nos outros 10%. A performance é tão bizarra e exagerada que se torna difícil levar a ameaça a sério, transformando o personagem em uma caricatura.

Halle Berry em Mulher-Gato (2004)

Halle Berry em Mulher-Gato
Reprodução/Warner Bros.

Pouco tempo depois de ganhar um Oscar, Halle Berry estrelou esta adaptação que nada tinha a ver com os quadrinhos. A culpa não é 100% dela — o roteiro era pavoroso — mas sua atuação hipersexualizada e cheia de trejeitos felinos literais (como chiar para cachorros) transformou o filme em uma comédia involuntária. A cena da quadra de basquete continua sendo um dos momentos mais vergonhosos dos filmes de heróis.

Joaquin Phoenix em Napoleão (2023)

Joaquin Phoenix em Napoleão
Reprodução/Apple TV

Joaquin Phoenix é um titã da atuação (o Oscar por Coringa não nos deixa mentir), mas seu Napoleão foi, no mínimo, confuso. Em vez do estrategista militar carismático e imponente que a história descreve, Phoenix entregou um imperador que parecia entediado, sonolento e socialmente inapto. A performance foi criticada por ser monocórdica e transformar uma das figuras mais dominantes da Europa em um homem inseguro e birrento, sem a energia de liderança que o papel exigia. Brian Cox chegou a chamar a atuação de “terrível”, e, sinceramente, foi difícil discordar.

George Clooney em Batman & Robin (1997)

George Clooney caracterizado como Batman
Reprodução/Warner Bros.

O próprio George Clooney pede desculpas por esse filme até hoje. Antes de se tornar o galã maduro e respeitado do cinema, ele vestiu o manto do Morcego (com mamilos no traje) de forma robótica e desinteressada. Clooney não tinha a gravidade necessária para o Bruce Wayne e parecia visivelmente desconfortável entregando as falas cafonas do roteiro.

Jake Gyllenhaal em Okja (2017)

Jake Gyllenhaal em Okja
Reprodução/Netflix

Jake Gyllenhaal é, sem dúvida, um dos melhores atores de sua geração (O Abutre que o diga). Porém, em Okja, ele fez uma escolha… peculiar. Interpretando o Dr. Johnny Wilcox, Gyllenhaal elevou o nível de excentricidade a um patamar quase insuportável. Com voz fina, gestos caricatos e um shorts curto demais, a performance destoa completamente do tom emocionante do filme, parecendo sair de um desenho animado ruim.

Jesse Eisenberg em Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016)

Jesse Eisenberg em Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Reprodução/Warner Bros.

Essa talvez seja uma das escolhas de casting mais polêmicas da história da DC. Enquanto esperávamos um Lex Luthor contido e calculista, Jesse Eisenberg entregou uma versão cheia de tiques nervosos, que lembrava muito mais uma variante surtada de seu Mark Zuckerberg em A Rede Social do que o arqui-inimigo do Superman. Os maneirismos exagerados (e o momento “Ding, ding, ding”) dividiram — e irritaram — muitos fãs.

Tom Cruise em A Múmia (2017)

Tom Cruise em A Múmia
Reprodução/Universal Pictures

Tom Cruise é a definição de estrela de cinema e dedicação, mas o início (e fim) do Dark Universe foi um tropeço monumental. Em A Múmia, Cruise parece perdido entre ser o herói de ação de Missão: Impossível e o protagonista de um filme de terror. O resultado é uma atuação genérica, sem carisma e que não conseguiu salvar o filme do desastre de crítica e bilheteria.

Leia também:



Comentários