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A franquia Velozes e Furiosos consolidou-se no cinema como um espetáculo de ação que, a cada novo filme, eleva o nível do impossível.
O que começou como uma história sobre corridas de rua em Los Angeles evoluiu para uma saga de espionagem internacional, onde as leis da física são meras sugestões e a lógica é frequentemente deixada para trás em nome do entretenimento.
Com carros voando entre arranha-céus, perseguições a tanques e até mesmo uma viagem ao espaço, a família de Dominic Toretto já protagonizou momentos que ficam marcados na memória dos fãs tanto pela adrenalina quanto pelo absurdo.
Aqui, selecionamos cinco dessas cenas que não apenas desafiam a gravidade, mas também qualquer noção de realismo, celebrando o espírito grandioso que tornou Velozes e Furiosos um fenômeno global.
O salto entre arranha-céus em Abu Dhabi (Velozes e Furiosos 7)

Possivelmente uma das cenas mais icônicas de toda a saga, o momento em que Dom (Vin Diesel) e Brian (Paul Walker) saltam com um Lykan HyperSport de um dos arranha-céus das Etihad Towers para outro em Abu Dhabi é o ápice do exagero da franquia.
Não contentes em realizar a proeza uma vez, eles repetem o feito, pulando para um terceiro prédio.
A cena ignora completamente conceitos como a velocidade necessária para vencer o vão, o impacto que destruiria o carro e seus ocupantes, e a capacidade de um carro de luxo atravessar múltiplos andares de vidro reforçado e continuar “dirigível”.
O roubo do cofre no Rio de Janeiro (Velozes e Furiosos 5: Operação Rio)
Em uma das sequências mais memoráveis e que se passa em território brasileiro, Dom e Brian arrastam um cofre de toneladas pelas ruas do Rio de Janeiro usando dois Dodge Chargers.
A cena é um balé de destruição coreografada, onde os carros, agindo como pêndulos, destroem fachadas de prédios, viaturas de polícia e o que mais aparecer pelo caminho.
A física por trás do controle de um objeto tão pesado em alta velocidade, as curvas precisas e a resistência dos próprios veículos e dos cabos de aço são, para dizer o mínimo, altamente improváveis.
O voo de Dom para salvar Letty (Velozes e Furiosos 6)
Durante uma perseguição frenética em uma rodovia, Letty (Michelle Rodriguez) é arremessada de um tanque de guerra.
Em uma demonstração de amor e desprezo pela gravidade, Dom, que está em seu carro na pista oposta, lança seu veículo contra a mureta de proteção, projeta seu corpo no ar, agarra Letty em pleno voo e aterrissa de forma “segura” no para-brisa de um carro do outro lado da ponte.
A cena é tão romanticamente absurda que se tornou um símbolo de como a franquia coloca os laços familiares acima de qualquer lei da natureza.
A chuva de carros em Nova York (Velozes e Furiosos 8)
No oitavo filme, a vilã Cipher (Charlize Theron) demonstra seu poder ao hackear centenas de carros autônomos em Nova York, criando um caos generalizado.
O clímax dessa demonstração de força é quando ela faz com que dezenas de veículos sejam “ejetados” de um prédio de estacionamento de vários andares, caindo em cascata sobre a comitiva que a equipe de Toretto tentava escoltar.
A logística e o impacto de tal evento são tratados de forma espetacular, mas desconsideram a destruição catastrófica e as consequências realistas de uma “chuva” de automóveis.
A viagem ao espaço em um Pontiac Fiero (Velozes e Furiosos 9)
Quando os fãs achavam que a franquia não poderia ir mais longe, Velozes e Furiosos 9 levou a ação para a fronteira final: o espaço.
Tej (Ludacris) e Roman (Tyrese Gibson) são enviados à órbita da Terra a bordo de um Pontiac Fiero adaptado com motores de foguete para destruir um satélite.
Usando trajes de mergulho modificados e contando com uma ciência completamente ficcional, a dupla consegue completar a missão.
A cena foi o reconhecimento definitivo por parte dos criadores de que a franquia agora habita um universo onde a única regra é superar a insanidade do filme anterior.