
Uma grande parte da cultura do fandom de Star Wars envolve lidar com inúmeras especulações e separar cada detalhe do que vale e o que não vale no cânone oficial da série – estipulado após a compra da franquia pela Disney.
No entanto, já vão alguns anos desde o surgimento desse “novo universo expandido”, e o que antes parecia simples e uma ótima porta de entrada, agora já vai se tornando extremamente intrincado e repleto de incongruências entre uma obra e outra. Contando com séries animadas, games, diversos livros e quadrinhos, é normal que alguns períodos cronológicos simplesmente não encaixem uns com os outros, mas os fãs se mantém insistindo em traçar uma linha temporal onde tudo faça sentido.
No entanto, de acordo com Pablo Hidalgo, executivo da Lucasfilm, nem tudo criado pela famosa saga precisa ter algum significado. Hidalgo sugere que os fãs não se prendam tanto aos mínimos detalhes, procurando sentido em tudo. Segundo o executivo, a Lucasfilm sequer está envolvida em todo o material “menor” que sai de Star Wars.
“O que eu acho sobre isso. Não é um reflexo de qualquer política da empresa. Não é um mandamento. Não é uma regra. Apenas uma observação.”
Como exemplo, Hidalgo citou o infame debate sobre quem atirou primeiro – Han Solo ou Greedo. A questão já gerou diversos debates, mas para Hidalgo, o que importa não é isso.
“O canônico aqui é que duas pessoas trocaram tiros, e Greedo morreu. As informações variam.”
Já era esperado que em algum momento a Lucasfilm perderia o controle sobre o material canônico do Universo Expandido pós Disney. E a tendência é que – com cada vez mais histórias sendo lançadas em diversas mídias – isso fique ainda pior. Cabe aos fãs curtirem as histórias sem se prenderem a isso, ou ficarem eternamente procurando sentido e se aborrecendo quando não encontrarem.




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