
A Sony Pictures está tentando capitalizar uma tragédia ao lançar um longa do Slender Man, de acordo com o pai de uma das duas garotas norte-americanas que atacaram uma de suas colegas de classe para agradar o personagem de terror fictício.
Bill Weier, pai de Anissa Weier, disse à Associated Press que espera que os cinemas dos Estados Unidos boicotem o filme quando for lançado em maio.
“O interesse em fazer um filme como este é um absurdo. O que estão fazendo é popularizar uma tragédia. Não estou surpreso, mas, em minha opinião, é extremamente desagradável. Tudo o que estão fazendo é ampliar a dor pela qual três famílias passaram.”
No caso bizarro, que aconteceu em 2014, duas garotas atraíram uma colega para um parque arborizado, onde esfaquearam-na dezenove vezes. A vítima conseguiu fugir para uma floresta próxima, e acabou sendo encontrada por um ciclista. Ela sobreviveu ao ataque.
As agressoras disseram aos detetives que precisavam matar a colega para provar ao Slender Man que eram dignas de ser suas servas, bem como proteger suas famílias dele. Elas foram influenciadas pela popular lenda da Internet, que aborda uma misteriosa criatura alta, magra, inexpressiva e de braços longos que sequestra e manipula crianças.
A produção da Sony, intitulada Slender Man: Pesadelo Sem Rosto, é a primeira grande adaptação do mito às telas dos cinemas. O personagem só havia sido abordado em documentários. O longa é dirigido por Sylvain White (Os Perdedores), e é estrelado por Javier Botet (Invocação do Mal 2) como a criatura.



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