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A desenvolvedora de games Valve está envolvida em uma recente polêmica nos EUA. Isso porque a empresa lançou um simulador de tiros chamado Active Shooter: The Simulation, que permite que o jogador assuma o papel de um atirador dentro de um colégio, com o objetivo de matar o máximo possível de civis inocentes.

De acordo com um relatório recente da BBC, um grupo anti-armamento está fazendo campanha contra empresa e o game. Um porta-voz do grupo Infer Trust emitiu um comunicado de repúdio:

“É de muito mau gosto. Houve 22 tiroteios em escolas nos Estados Unidos desde o começo do ano. É horrível. Por que alguém acharia uma boa ideia comercializar algo tão violento assim, sendo completamente insensíveis às mortes de tantas crianças? Estamos chocados com o fato deste jogo estar sendo comercializado.”

A Valve foi contatada sobre a remoção do jogo – embora nenhuma declaração oficial tenha sido dada. O próprio criador do game foi até um tópico da Steam para “esclarecer” que as pessoas estão levando isso “muito a sério.”

“Originalmente, quando este jogo começou seu curso de desenvolvimento, eu planejei um gameplay baseado na SWAT. Então, pensei em adicionar mais jogabilidade, adicionando dois papéis: o atirador e os civis. Entendo a raiva das pessoas e o motivo disso parecer uma má ideia para um jogo. Mas existem jogos como Hatred, Postal, Carmageddon, etc, que são ainda piores que o meu, e que literalmente se concentram em tiroteios em massa e assassinatos de pessoas.”

Até o momento, a Valve não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, e o jogo continua programado para ser lançado em 6 de junho. No Twitter, pessoas já se mobilizam contra o lançamento.

Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.


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