
Os rumores sobre o desenvolvimento do longa-metragem que contará as origens do Coringa circulam na imprensa desde o ano passado e foram finalmente oficializados pela Warner Bros. há algumas semanas.
O projeto é uma ideia do diretor Todd Phillips, que portanto o dirigirá e produzirá, além de ter escrito seu roteiro juntamente com Scott Silver; a proposta é contar uma história mais autoral que não tenha relação com o DCEU nem comprometimento com continuações.
Com tudo o que anda acontecendo, uma dúvida pode ter ficado na cabeça das pessoas: afinal, quem diabos é Todd Phillips? O que esteve fazendo por todo este tempo, com quais obras se relacionou?
Nesta lista, apresentamos e analisamos os dez filmes mais essenciais da carreira do cineasta nova iorquino para que possa saber mais ou menos o que esperar. Alguns ele escreveu, outros dirigiu e… bem, vocês entenderam.

Hated: GG Allin & the Murder Junkies (1993)
Pouca gente sabe, mas o primeiro projeto dirigido por Todd Phillips foi o documentário “Hated: GG Allin & the Murder Junkies“, distribuído nos Estados Unidos apenas em DVD. A obra mostra detalhes da vida e da carreira do polêmico GG Allin, conhecido por ter liderado várias bandas de rock ao longo dos anos.
Allin faleceu no mesmo ano em que o documentário foi lançado, então o conteúdo meio que serviu como homenagem à sua imagem. Fãs do artista e críticos especializados em lançamentos para mídias físicas da época gostaram muito.

Caindo na Estrada (2000)
Foi com a comédia “Caindo na Estrada“, de 2000, que Phillips começou sua carreira ‘tradicionalmente cinematográfica’. O longa define bem o caminho que o diretor seguiria nos anos sequintes.
Na história, um jovem é gravado na algazarra em uma festa e a fita de vídeo é enviada para sua namorada; para impedir que a garota tenha acesso ao constrangedor conteúdo, o rapaz parte em uma louca viagem de carro para Nova York para impedir que a entrega chegue ao seu destinatário.
Com toda a tecnologia de hoje em dia, é claro que a trama não poderia ser contada na modernidade. Também é claro que o filme é cheio de piadas adultas e outras loucuras, se é que me entende; eu me lembro de ter assistido ao DVD com o meu primo há alguns anos, mas sinceramente não me lembro de ter gostado.

Dias Incríveis (2003)
Em uma entediante fase da maturidade, três marmanjos interpretados por Luke Wilson, Vince Vaughn e Will Ferrell tentam recapturar a glória dos seus melhores dias fundando uma fraternidade próxima do lugar em que moram.
Experientes, eles resolvem recrutar um grupo de estudantes que obviamente não são os maiores especialistas em farra e ressaca e simplesmente os enlouquecem.
A recepção de “Dias Incríveis” com grande parte da crítica e do público mais careta foi bem divisiva, mas pessoalmente acho que a comédia tem seus bons momentos. Na melhor época de suas respectivas carreiras como comediantes, Wilson, Vaughn e Ferrell não são os melhores atores do mundo, mas compartilham uma boa química e divertem.

Starsky & Hutch, Justiça em Dobro (2004)
Estrelado pelos carismáticos Owen Wilson e Ben Stiller, “Starsky & Hutch, Justiça em Dobro” reimagina uma clássica série de TV dos anos 70 de maneira bem-humorada e só você pode decidir se o resultado foi satisfatório.
Na trama, os dois detetives do título investigam um assassinato e concluem que somente um homem pode ser o culpado, mas não conseguem encontrar provas para culpá-lo e são enganados e manipulados pelo suspeito.
A comédia é beneficiada pela química entre Wilson e Stiller, bons amigos fora dos bastidores, mas não há nada de muito divertido além do bromance entre eles. Ah, e o Snoop Dogg também faz uma aparição!

Escola de Idiotas (2006)
O comediante Jon Heder ficou marcado por retratar personagens absurdamente estúpidos após retratar Napoleon Dynamite e em “Escola de Idiotas“, como o próprio título sugere, não é diferente.
Desta vez, seu personagem é um azarado jovem que se matricula em uma turma para tentar conquistar a garota dos seus sonhos, mas acaba se surpreendendo quando descobre que seu professor (Billy Bob Thornton) possui os mesmos planos.
É claro que Thornton era considerado – e de certa maneira continua sendo – um coroa muito boa pinta na época e o contraste entre seu carisma e a esquisitice de Heder é intencional – e Ben Stiller também está no elenco. Se a premissa já parece estranha, espere até assistir ao filme.

Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (2006)
Não, Todd Phillips não dirigiu o excelente “Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América“, mas ajudou a elaborar sua premissa e a escrever seu roteiro e recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado pelo trabalho. No final, 95% da comédia é improvisação genial de Sacha Baron Cohen, mas há uma boa narrativa por trás disto e o diretor foi um dos responsáveis por criá-la.
Neste falso documentário, Cohen finge que é um aventureiro repórter cazaquistanês e prega peças em políticos, ativistas, recepcionistas, vendedores e outros cidadãos para revelar uma curiosa face dos Estados Unidos e desmistificar alguns dos seus conceitos.
A espontaneidade das cenas é incrível graças ao talento de Cohen, famoso por se recusar a abandonar seus papeis mesmo em momentos em que qualquer um se renderia às risadas.

Se Beber, Não Case! (2009)
Todd Phillips dirigiu todos os capítulos da trilogia “Se Beber, Não Case!“, mas errou a mão no percurso e nenhuma das continuações se iguala à diversão do original.
A trama gira em torno de um grupo de amigos que parte para Las Vegas em uma louca despedida de solteiro, mas um deles some durante a noite e resta aos outros tentar superar a ressaca e lembrar dos seus últimos passos para descobrir onde o desaparecido está.
O ótimo “Se Beber, Não Case!“, de 2009, se destacou no Globo de Ouro ao vencer o prêmio de Melhor Comédia ou Musical, batendo queridinhos como “(500) Dias Com Ela” e “Julie & Julia“. A crítica também não economizou nos elogios e, até hoje, a comédia permanece como a mais elogiada da carreira de Phillips.

Um Parto de Viagem (2010)
O cineasta recria sua parceria com o engraçado Zach Galifianakis em “Um Parto de Viagem“, mas o resultado não é eficiente como “Se Beber, Não Case!“.
O personagem de Galifianakis é praticamente o mesmo que interpretou no ano anterior, mas ao menos diverte pela dinâmica com Robert Downey Jr., na pele de um ansioso pai de primeira viagem que corre contra o tempo para chegar em Atlanta e acompanhar o parto.
Há boas piadas ao longo da trama, mas nem sempre as situações constrangedoras são mais do que… constrangedoras. Por outro lado, funciona bem como uma comédia de fim de noite.

Projeto X: Uma Festa Fora de Controle (2012)
Em “Projeto X: Uma Festa Fora de Controle“, Todd Phillips não agiu como diretor nem como roteirista, mas foi um dos produtores e elementos de seu DNA estão por toda a parte.
O roteiro foi co-escrito por Michael Bacall, roteirista de “Anjos da Lei” e “Scott Pilgrim Contra o Mundo“, e centra-se em três jovens que tentam ficar famosos fazendo uma grande festa, mas tudo acaba dando errado quando imprevistos acontecem.
A comédia foi um dos primeiros projetos do bom Miles Teller – que quase teve sua carreira assassinada no “Quarteto Fantástico” de 2015. Além dos mais de US$ 100 milhões arrecadados mundialmente, o filme também fez sucesso quando chegou ao DVD.

Cães de Guerra (2016)
Teller retorna para trabalhar com Phillips, que agora é seu diretor e co-roteirista. O ator contracena com Jonah Hill, e ambos interpretam dois jovens que lucram horrores fazendo contratos para armar exércitos no Afeganistão.
Hill é o grande destaque da produção e sua performance elogiada recebeu uma indicação ao Globo de Ouro.
“Cães de Guerra” foi baseado em uma história real e, ainda que funcione bem como uma comédia, falha quando tenta propor drama – e erra ainda mais quando tenta acompanhar com fidelidade os eventos que realmente aconteceram.
Bônus: Séries de TV
Todd Phillips também se aventurou na TV nos últimos anos, produzindo o seriado “Limitless“, história de um jovem com impressionantes habilidades mentais que é contratado pelo FBI para ser consultor, e “Black Flags“, minissérie sobre a ascensão do Estado Islâmico.
O segundo título ainda está para ser lançado, enquanto que o primeiro estreou em 2015 na CBS. Apesar de ter conquistado uma parte do público, a série acabou sendo cancelada após uma temporada.





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