
Coringa na DC, Jared Leto também será Morbius, o Vampiro Vivo na Marvel. O ator, ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2014, foi contratado pela Sony há alguns meses para estrelar o próximo derivado do Homem-Aranha, com Daniel Espinosa (Vida) como direção.
Mas, afinal, quem é esse tal de Morbius?
Basicamente, tudo o que precisa se saber sobre Morbius, o Vampiro Vivo está em seu nome: ele é um cara pálido que gosta de beber sangue. A eficácia de seu nome é provavelmente uma coisa boa, considerando que apareceu nos quadrinhos relativamente pouco desde a sua estreia, há cerca de 47 anos atrás.
Co-criado por Roy Thomas e Gil Kane nas páginas de O Espantoso Homem-Aranha #101, Morbius é uma mistura de ideias que já tinham funcionado com a Marvel: um doutor com o título de seu alter-ego em seu nome, bem como Stephen Strange. Neste caso, Michael Morbius transforma-se em um monstro como resultado de um experimento científico que deu errado, bem como o Hulk e o Lagarto, outro popular inimigo do Cabeça de Teia. Embora tenha sido inicialmente abordado como um antagonista, Morbius se transformou num anti-herói em pouco tempo, saindo dos quadrinhos do Homem-Aranha para encabeçar suas próprias revistas de antologias: Contos de Vampiros e Aventura no Medo.
Quase duas décadas após o cancelamento de ambas as suas séries, o personagem retornou no início dos anos 90 com ‘Morbius, o Vampiro Vivo’, que durou quase três anos antes de ele desaparecer novamente. Seu renascimento em 2013 durou ainda menos tempo, recebendo apenas nove edições antes de ser cancelado por baixas vendas.

A trágica história de origem de Morbius é genérica e, ao mesmo tempo, autoconsciente disso: bioquímico ganhador do Prêmio Nobel, ele tenta se curar de sua própria condição médica, uma doença rara que dissolve suas células sanguíneas, mas seus experimentos acabam transformando-o numa espécie de vampiro. Morbius gosta de se chamar de “pseudo-vampiro”, já que precisa beber sangue para sobreviver, não suporta a luz do sol e tem dentes muito afiados, mas também possui grande força, habilidades de cura e o poder de voar sem ter que se transformar em um morcego. Outro detalhe importante é sua mordida não é capaz de transformar outras pessoas em “pseudo-vampiros” – isto só aconteceu com Blade, o Caçador de Vampiros, num daqueles casos em que os roteiristas se esquecem das características originais dos personagens que estão escrevendo.
Em suas aventuras solo, o objetivo de Morbius era sempre simples, consistindo em acabar com monstros maiores e mais perigosos que ele enquanto tenta combater sua própria luxúria por sangue.

Surpreendentemente, para um personagem abertamente inspirado em Drácula, Morbius surgiu apenas alguns meses após a renovação do Código dos Quadrinhos no começo da década de 70, que funcionou como um conselho de censura dos quadrinhos por décadas, levando à proibição de vampiros e outras criaturas sobrenaturais em revistas para crianças. Por falar em figuras sobrenaturais, Morbius se juntou a Motoqueiro Fantasma, Filho de Satã e Homem-Coisa nos anos 90 para formar um grupo conhecido como Filhos da Meia-Noite, muito cultuado por quem gosta de terror e Marvel.
Curiosamente, a era dos Filhos da Meia-Noite também foi a de maior popularidade de Venom, o que indica que alguém dentro da Sony gosta muito dos anos 90. E caso esteja de perguntando: Venom é um dos personagens que Morbius nunca enfrentou nos quadrinhos, pelo menos até agora. Com os personagens sendo parte de um mesmo universo compartilhado, pode ser que isto aconteça em breve; pelo menos nos cinemas, esta é a intenção da Sony.
*Artigo publicado originalmente pelo Hollywood Reporter





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