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Um dos lançamentos da JBC no último mês foi o aguardado “Magi: O Labirinto da Magia” (Magi: The Labyrinth of Magic), mangá de Shinobu Ohtaka. A obra inspirada no conto das Mil e Uma Noites é publicado no Japão desde 2009 pela Shogakukan, e ainda está em andamento, com 21 volumes até o momento.
Por aqui cada volume de “Magi” tem o formato 20,5 x 13,5 cm (tankobon), cerca de 200 páginas com papel Pisa Brite 52g, com impressão colorida nas capas internas, ao preço de R$ 12,90. A história acompanha uma nova versão de Aladim em uma aventura por desertos perigosos. A trama possui duas adaptações em anime, “Magi: The Labyrinth of Magic” (2012) e “Magi: The Kingdom of Magic” (2013).

Magi: O Labirinto da Magia é um mangá muito interessante (dizendo o mínimo). Assim como dito na descrição acima, acompanhamos Aladim, um garoto que tem em sua flauta um gênio. Sim, eu sei que você vai lembrar do Aladim da Disney, mas este mangá segue uma vibe bem diferente. Uma das grandes diferenças é que Aladim é um guri bem do pervertido, o que faz dele um personagem bem engraçado, ele parece ter uma grande atração por seios fartos. Além de parecer ser bem desleixado e desinteressado, como em qualquer outra aventura, os problemas o acompanham o tempo todo. No começo a gente conhece apenas ele e seu gênio (ou parte dele), Ugo. Eu garanto que já no primeiro capítulo você vai dar pelo menos umas boas risadas. Depois você saberá que apesar de pervertido, Aladim tem um coração bem puro, sempre colocando a amizade em primeiro lugar. Daí nós conhecemos também sua contraparte: Alibaba. Ele aparece como um sujeito ganancioso e aproveitador,  daqueles que parecem querer tirar proveito de tudo, mas na verdade ele também tem um bom coração.

O mangá segue pelo primeiro arco e você é fisgado pelas aventuras de Aladim. O que me chamou bastante a atenção é a similaridade das aventuras de Aladim com os games MMORPG, você vai entender quando ler. Devo dizer que a storyline é fácil de seguir, as coisas apresentadas são bem claras. A autora tem como foco evitar informações desnecessárias e partir para o que interessa. Isto é muito importante, porque evita que fiquemos entendiados com informações inúteis, o que poderia reduzir bastante o número de leitores. Ainda bem que Magi não tem esse problema. Afinal, quem quer manter tanta informação na cabeça? Ninguém quer estudar um mangá. Mas vamos em frente: Magi não é uma história baseada no desenvolvimento de personagem. A ideia aqui é apenas entregar uma boa história e isso é alcançado com sucesso. A leitura deste mangá é bem refrescante, já que a história é cativante assim como seus personagens. Você fica bastante animado com as aventuras de Aladdim e Alibaba. 

A arte é boa e bem feita, mas, ao mesmo tempo, não é muito diferente de qualquer outro mangá do gênero. Ou seja, não tem nada de muito especial neste aspecto. Ainda assim, a idéia de usar crianças para representar os personagens principais de nomes famosos é muito legal. Quando você pensa em Alibaba ou Aladim, você imagina homens forjados na batalha ou jovens ratos de rua.  Juntando isso com seu humor jovial e suas ocasionais piadas pervertidas, este mangá  deverá ser bastante popular aqui no Brasil.  

Resumo final: Tornou-se um dos meus mangás favoritos. Tem personagens originais e interessantes. Embora seja um mangá típico com magia, muito humor e um protagonista incrível com uma grande habilidade. Traz temas profundos como desigualdade social, valores morais e comentários políticos. As nações representadas são espelhos de civilizações antigas ou atuais com grandes insights sobre diferentes governos que existiram ao longo da história. Este mangá é feito para agradar tanto os leitores mais jovens quanto os leitores mais velhos com muita alegria e boas cenas de ação. Vale muito a pena.

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Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.


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