
Toda a história que fundamenta League of Legends, o MOBA mais popular do mundo, está no processo de reboot, ou seja, tudo será contado desde o começo, jogando fora toda a lore existente até aqui. A principal razão dada pela Riot Games é o arrependimento de decisões feitas no passado que agora impedem a história de evoluir.
Todo o processo que levou a esta decisão, que não foi tomada facilmente, foi detalhado no site oficial do jogo com o post chamado”Explorando Runeterra”. Pra quem não conhece a o lore, Runeterra é mundo no qual League of Legends e todos os seus Campeões existem.
“No comecinho de League, criamos uma ambientação fictícia que justificaria como os jogadores poderiam controlar os Campeões durante as partidas. Elaboramos conceitos como Invocadores, Campos da Justiça, um Instituto da Guerra e, sem dúvida, a própria Liga – tudo em prol de tentar oferecer um contexto fictício para a ação em jogo” escreveu Tommy Gnox, que trabalha na equipe responsável pelo desenvolvimento narrativo de League of Legends.
“Depois disso, estas escolhas iniciais começaram a criar problemas inesperados. Cada novo Campeão precisava de uma razão para entrar e continuar na Liga, e à medida que este número cresceu, o resultado geral no passar do tempo é que o mundo começou a parecer, bem, pequeno – e com o tempo, menos interessante”.
“As instituições que criamos fomentavam uma estagnação criativa, limitando a forma como os Campeões, as facções e Runeterra propriamente dita poderiam crescer e mudar. Além disso, a ideia em si dos Invocadores onipotentes fazia com que os Campeões parecessem meros marionetes manipulados por poderes divinos. O ambiente que criamos para explicar a ação em jogo estava, por fim, restringindo o desenvolvimento narrativo em potencial dos personagens que definem LoL”.
Para superar estas limitações, a solução da Riot é criar uma nova narrativa para Runeterra, na qual os Campeões e facções tem total liberdade para crescer e evoluir, procurando “expandir o escopo da história de League e buscar um mundo mais dinâmico e amplo que esteja pronto para as capacidades e personalidades enormes de nossos Campeões”.
Embora a história esteja evoluindo, a Riot coloca uma barreira entre esta dimensão e a jogabilidade, sublinhando que são duas coisas diferentes e que uma não deve limitar a outra.
“Essencialmente, isso significa que o jogo e a história não são cópias exatas um do outro. Enquanto jogo, League se trata de criar dinâmicas de jogo incríveis; enquanto história, League se trata de criar personagens e facções pronfundas e vibrantes que vivem em um mundo expansivo. Não queremos limitar a história por causa da dinâmica de jogo, da mesma maneira que não queremos limitar a dinâmica de jogo por causa da história – queremos que os dois (e todos os outros elementos de League) tenham a liberdade de ser tão grandiosos quanto puderem ser”.
A mudança para uma nova narrativa não significa a história antiga não tenha valor. Sobre isto Tommy Gnox disse que “a ambientação original de League continua sendo uma parte estimada de sua história”.
“Da mesma maneira que podemos desfrutar de livros, shows, filmes, artes e quadrinhos antigos que foram suplantados por interpretações mais recentes do mesmo material”, disse Gnox, justificando a validade da decisão.




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