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De tudo um pouco!

STAR WARS, VOLUME 9: MORRE A ESPERANÇA, DE KIERON GILLEN, CULLEN BUNN E SALVADOR LARROCA
Quando eu não conhecia nada do Universo Star Wars, nem os quadrinhos e muito menos os filmes, eu achava que era tudo uma “história de navinha”. Claro, depois que me inseri nessa cultura pude perceber que não era o caso, mas que volta e meia, sim, existem algumas “histórias de navinha” e elas são invariavelmente ruins. Mas existe a exceção que confirma a regra, não é mesmo? E essa edição de Star Wars intitulada A Esperança Acaba, com roteiros do inglês Kieron Gillen e arte do espanhol Salvador Larroca é a exceção que confirma a tal regra das “histórias de navinha”. O enredo é bem estruturado que segue uma trama em paralelo às batalhas que acontecem no espaço, dando, assim mais densidade para a história. Os desenhos de Salvador Larroca continuam me incomodando bastante, são duros, estáticos, parecem estátuas de cera. O encadernado é completo pelo quarto anual da série-título Star Wars e é escrito por Cullen Bunn e uma penca de outros artistas. Contudo, para um anual que deveria chamar a tenção para sua história independente, ele não surpreende e nem empolga, muito pelo contrário. Uma edição mediana, então.

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KINGSMAN, VOLUME 2: DIAMANTE VERMELHO, DE ROB WILLIAM E SIMON FRASER
O filme de Kingsman é bem legal, né? Mas quem leu a HQ não achou ela tão boa assim. Está recheada de momentos massaveio e causativos. É para inglês ver, literalmente. No primeiro volume, os encarregados da história são Mark Millar e Dave Gibbons, o artista de Watchmen. Neste segundo volume, quem pega o cargo é Rob Williams (Esquadrão Suicida) e Simon Fraser (2000 a.D.) nos roteiros. Preciso confessar que achei a forma como a nova equipe criativa do segundo volume tratou os personagens muito mais interessante e mais bem resolvida do que a da equipe original. Trata-se de uma aventura de espionagem digna a outros espiões britânicos como o Agente 007, James Bond. A narrativa gráfica de Simon Fraser é ininterrupta, de tirar o fôlego. Os diálogos de Williams são bem tratados e menos apelativos que comumente vemos nos quadrinhos do criador do título, Mark Millar. Assim que a máxima que o criador conhece melhor sua criatura e sabe tratá-la melhor do que ninguém não faz muito sentido com aquilo que acabei depreendendo da série Kingsman nos quadrinhos. Uma boa leitura de aventura este segundo volume, Diamante Vermelho.

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SILVESTRE, DE WAGNER WILLIAM
Cada obra que Wagner William coloca no mercado são encantos visuais, com sua arte estonteante e ultra detalhista. Dessa vez, com o quadrinho Silvestre saindo pela Darkside Book a obra também ganhou o deslumbramento no projeto gráfico que conta com luva com hotstamping e capa dura. Silvestre é um livro-quadrinho sobre banquete numa choupana no meio de uma floresta, mas um banquete em que o alimento não é o que parece e nem os comensais são assim tão inocentes convidados que gostam da convivência uns com os outros. Se por um lado a HQ lembra a Festa de Babette com criaturas desfiguradas, por outro, está mais para aquela cena do filme de terrir da Elvira, a Rainha das Trevas, onde os comensais liberam seus instintos mais guturais. Neste Silvestre, Wagner William retorna à forma de narrar de suas primeiras obras, como o belíssimo Lobisomem sem Barba, que é mais prosa ilustrada do que quadrinhos. Mas Silvestre também tem quadrinhos. Para ficar numa palavra wagnerwilliana, ele flerta com os livros ilustrados assim como flerta com os quadrinhos. Resultado é algo híbrido, silvestre, que brota naturalmente, como um líquen no meio da relva, mistura de fungo e de alga, disso e de algo mais e que se torna um algo muito mais frente nossos olhos.

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