World of Warcraft é, sem dúvida, um dos MMOs mais importantes da indústria e, até hoje, continua relevante. Entretanto, a expansão ‘Battle for Azeroth’ não agradou aos fãs e muitos acharam que isso significaria um problema para a nova expansão. Só que a Blizzard conseguiu surpreender e trouxe uma das melhores expansões já criadas.
O pós-vida não é apenas ‘vermelho e branco’ e a Blizzard fez de tudo para mostrar diferentes áreas com diferentes designs e temas. Viajar em Shadowlands é um verdadeiro tour de diversão, passando por uma explosão de criatividade.
A versão da Blizzard do pós-vida traz Sylvanas se aliando com Jailer, um novo e poderoso vilão da franquia. Agora, cabe a você, herói, se aliar com Bolvar Fordragon (o atual Lich Rei) para viajar para as Terras Sombrias e conhecer A Gorja, que é meio que a versão do inferno de World of Warcraft. É lá onde estão presos os maiores líderes de Azeroth, que foram sequestrados e são reféns de Jailer. Basicamente, o demônio quer dominar tudo e nossa missão é pará-lo.
Obviamente que, apesar do primeiro encontro, dá pra escapar e ir para Oribos, onde as almas são encaminhadas para seu respectivo lugar no pós-vida. O problema é que o Árbitro responsável por isso foi atacado por uma força misteriosa durante os eventos de Legion e, agora, toda alma está sendo enviada direto para a Gorja. Temos que descobrir o motivo de isto acontecer e é aqui que a expansão começa de verdade.
Diferente das expansões anteriores, Shadowlands possui uma experiência bem mais linear. Praticamente é algo mais próximo dos JRPGs, o que é um ótimo sinal. Você não está livre para ir para qualquer lugar como acontecia em World of Warcraft: Legion. Você precisa completar a história antes de desbloquear o endgame, ainda que você tenha alcançado o nível 60 ou não. A campanha de história tem um novo ícone, que diferencia as quests principais das paralelas. Sim, você ainda precisará coletar itens, matar mobs nas missões, mas agora existe um motivo mais coerente para isso. A história está presente em tudo.
E as histórias de cada zona estão melhores do que nunca (e olha que a Blizzard já caprichava nisso). Cada zona é tão diferente uma da outra, tanto em tom quanto em personalidade, que parece que você está experimentando diferentes jogos de uma vez só. A equipe de arte também está de parabéns pelo seu esforço e Ardenweald já é um dos meus lugares favoritos do jogo. Eu arriscaria dizer que estamos diantes das melhores zonas de história já criadas no jogo. Mesmo depois de tantos anos de atividade.
Enquanto a história de Battle of Azeroth foi um tanto desorganizada, a nova expansão é muito mais focada na narrativa, coerente e cativante. Você aproveita cada parte do leveling com prazer, o tempo passa e você nem percebe. Afinal, como um MMO deve ser, uma magia que não se apagou mesmo depois de mais de uma década.
A história também está repleta de cutscenes, que mostram a maior dedicação na narrativa. Mesmo durante as quests mais simples, temos mais detalhes da história. Shadowlands é uma experiência muito mais densa e rica do que as que tivemos no passado. E os fãs de longa data ficarão obcecados com as novidades. O jogo também tem um endgame muito mais interessante, com várias atividades para oferecer. E o melhor: a maioria delas é opcional.
Assim que você chegar no nível 60 e acabar a história, você terá que escolher seu caminho.. E isso trará uma coleção de habilidades, itens cosméticos e almas vinculadas. A partir daí, você começa a aumentar seu renome com seu Pacto, os ajudando com suas missões. E, aí meus amigos, é onde a diversão ganha muita tração. Existem milhares de coisas para fazer, desbravar, colecionar e vencer. E isso você terá que descobrir junto de seus amigos e guild.
World of Warcraft: Shadowlands é um belo retorno à essência do jogo, música, game design e arte conseguem superar quase tudo que foi feito nos últimos anos. Uma expansão fantástica que prova que o game de 16 anos ainda tem muita lenha para queimar e continua sendo o melhor MMORPG que existe.






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