Os criadores de Death Note, Tsugumi Ohba e o artista Takeshi Obata, conseguiram acertar bastante no mangá que acabou se tornando um dos maiores sucessos nos animes. Porém, o que poucos sabem é que existia um elemento que poderia ter deixado a história menos interessante.
Como sabemos, em Death Note, Ryuk deixa um caderno fora da escola para ser encontrado por algum estudante. Mas, no capítulo piloto do mangá, ao invés de Light, o caderno era encontrado por Taro Kagami. Taro não reconhece o item como algo perigoso e começa a usar como um diário, resultando na morte de alguns valentões da escola. É aqui que Ryuk se apresenta com a Death Eraser (a borracha da morte) e fala que se ele apagar o nome de alguém que teve seu nome escrito no caderno, a pessoa pode ser revivida, desde que o corpo esteja intacto. Taro consegue reviver alguns estudantes, mas descobre que mais uma pessoa pode ter o Death Note.

Ok, o conceito pode ser legal, mas teria um grande impacto na história, mudando praticamente tudo que sabemos sobre Death note. Como a maioria das mortes da história são por ataques do coração, então os corpos ficariam intactos, gerando a possibilidade de trazer os mortos à vida quando fosse mais conveniente. Além disso, teríamos a forma perfeita de Light escapar de L, já que ele precisaria apenas de um colaborador como Misa para matá-lo e revivê-lo. O grande problema é que a morte se torna algo remediável e isso perde bastante do impacto e da tensão que a série possui.
De acordo com Ohba, a borracha foi resultado de uma interferência editorial, que pedia que todos os personagens fossem revividos no final da história, algo que ele nunca gostou. Ao que parece, ele venceu a discussão, já que Death Note foi publicado sem tal item.
Light Yagami é um estudante primoroso, com um currículo impecável, popular com as garotas, e entediado que só. Mas sua vida muda quando um Shinigami lhe oferece um caderno capaz de matar qualquer pessoa que ele quiser.






Comentários