Desde que James Gunn apresentou sua versão dos Guardiões da Galáxia em 2014, a equipe se tornou uma das mais populares do Universo Cinematográfico da Marvel. É claro que isso também trouxe outras repercussões: os quadrinhos venderam mais, seus personagens passaram a ser mais similares às versões cinematográficas e, obviamente, um game se tornou possível. Desenvolvido pela Eidos-Montreal, Marvel’s Guardians of the Galaxy bebe muito das ideias apresentadas por Gunn e, aqui, você pode conferir o que achamos do game.
Diferente de Marvel’s Avengers, o jogo dos Guardiões da Galáxia é totalmente single-player, focado em uma aventura que te coloca no papel de Peter Quill, o Senhor das Estrelas, porém, a equipe está passando por um momento de transição: Peter, Groot e Rocket já eram um time e acabam de receber Gamora e Drax na equipe, algo que gera um pouco de ciúme no guaxinim espacial. Apesar de não ser propriamente uma história de origem, temos um pouco da infância de Quill.
Deixando um pouco mais claro, Peter Quill é o único personagem jogável da equipe, mas, durante o combate, você pode dar comandos ao resto do time para poder alcançar o melhor resultado. Cada um dos membros possui habilidades únicas e suas próprias vantagens, algo que o jogo sabe utilizar muito bem.

Durante toda a batalha, há um medidor que ao ficar completo, ativa um especial que motiva a galera, você também tem a chance de dar seu discurso e, falando a coisa certa, a equipe ganha um buff. Seguindo a receita feita por James Gunn nos cinemas, o jogo é cheio de músicas dos anos 80, que foram muito bem escolhidas, vale dizer. Não são as mesmas do filme, o que mostra que a equipe também se empenhou em trazer uma ideia própria, ainda que tente emular a versão cinematográfica.
Mesmo sendo um single-player, você nunca se sentirá sozinho. Marvel’s Guardians of the Galaxy possui vários diálogos que praticamente tomam o jogo inteiro. E, geralmente, eles estão acompanhados por escolhas que você deve fazer, que acabam atingindo todos os demais guardiões, gerando novas conversas e mudando a ideia que cada um deles acaba desenvolvendo sobre Quill. Possivelmente, minha experiência no game será diferente da sua, já que escolheremos opções diferentes.
Confesso que todos esses elementos me deixaram bem empolgado com o game, principalmente por ter uma relação de carinho com a equipe. Só que a história principal do jogo poderia ser um pouco melhor. Na verdade, ela acaba ficando em segundo plano, já que os personagens e a jogabilidade são bem mais cativantes que a própria storyline apresentada.

É sério, Drax, Gamora, Rocket, Groot, todos eles completam um belo quadro de caracterização, ganhando bons momentos, bons diálogos e realmente criando um elo entre o jogador e os membros da equipe. Isso também é fruto do trabalho de Dan Abnett, que foi responsável por ajudar a Eidos Montreal a desenvolver a parte que diz respeito a cada um dos Guardiões, sua experiência com a equipe se mostrou essencial para que o jogo tornasse o elogio aqui possível.
Das plataformas disponíveis, eu tive a oportunidade de jogar com o PlayStation 5. A experiência foi bem satisfatória, sem problemas aparentes. Mas devo lembrar que o game também está disponível para PlayStation 4 e Xbox One, onde a performance é um inferior aos consoles de nova geração.
Vale a pena?

Marvel’s Guardians of the Galaxy é um jogo divertido e bem desenvolvido. Seus personagens são a melhor parte do jogo e mostram que, além de engraçados, eles também podem ser bem humanos, chegando a gerar momentos emocionantes. É um game que provalvemente você irá jogar mais de uma vez. O combate é legal, os capítulos trazem uma boa progressão e o jogo possui um bom potencial para ganhar sequências.
Marvel’s Guardians of the Galaxy possui alma, algo que os filmes de James Gunn também conseguiram inserir nos cinemas. E isso, amigos, já é um motivo mais do que suficiente para jogar.
- Personagens cativantes
- Opções de diálogo
- Batalha divertida
- Baita potencial
- História ganha segundo plano
- Merece alguns polimentos






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