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Em uma resposta à autoridade da concorrência do Reino Unido (CMA), a Microsoft defendeu o Xbox de uma opinião da Sony sobre a Nintendo.

Na página 48 do mais recente documento tornado público pela CMA, a empresa repudiou o fato de a empresa do PlayStation se considerar sua única concorrente direta.

Na ocasião, foi sugerido que a Nintendo não concorria diretamente por apresentar uma postura diferenciada, e mais focada em conteúdo familiar.

De acordo com a Microsoft, isso não procede, pois a Nintendo apresenta em seus consoles até mais conteúdo adultos do que a Xbox, e é sim uma concorrente direta, assim como a Sony.

“A sugestão que a Xbox, PlayStation e Nintendo não são concorrentes próximos é incorreta.” – Começou a Microsoft.

“A Nintendo oferece um conjunto maior de conteúdo adulto do que a Xbox, a CMA representa erradamente o Nintendo Switch como uma console especialmente para as famílias. Tal caracterização negligencia o facto que existe mais jogos adultos/maduros disponíveis na Switch, e são promovidos ativamente, incluindo no canal Youtube da Switch.” – Concluiu a empresa.

Apex Legends, The Witcher 3, Doom Eternal, Wolfenstein II: The New Colossus, Cult of the Lamb, NieR: Automata: The End of YoRHa Edition, Alan Wake Remastered, Crysis Remastered, Outlast, Little Nightmares, Five Nights at Freddy’s e Life is Strange foram citados como exemplos pela Microsoft.

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No momento, a Microsoft luta para conseguir aprovar a compra da Activision Blizzard, que ainda precisa da aprovação de 16 órgãos reguladores em todo o mundo, para ser finalziada.

Até agora, apenas o Brasil e a Arábia Saudita aprovaram o acordo, com vários territórios, incluindo a Comissão Europeia e a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido, tendo anunciado revisões mais aprofundadas do assunto.

Os acionistas da Activision Blizzard votaram para aprovar a aquisição da empresa pela Microsoft ainda em abril deste ano. Mais de 98% das ações votadas em Assembleia Especial foram a favor da transação proposta.

No entanto, a votação não significa que o acordo será concluído, pois ainda está sujeito à investigação dos órgãos governamentais responsáveis.

O discurso dos agentes antitruste do presidente Joe Biden está alimentando os temores dos investidores de que o acordo possa ser bloqueado ou sujeito a atrasos, mesmo que prevaleça.

Além disso, a negociação também precisará da aprovação de outros governos, incluindo a União Europeia e a China. Dessa forma, as coisas ainda devem passar por uma grande burocracia até uma decisão final.

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.


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