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Existia uma grande aposta interna na Warner Bros. Discovery de que The Flash (2023) seria um sucesso, o que não aconteceu e gerou um problema bilionário para a empresa.

De acordo com a Variety, ao fim da turnê de lançamento de Aquaman 2: O Reino Perdido, o estúdio vai fechar a conta dos filmes da DC de 2023 em cerca de US$ 1.2 bilhão, somando custos de produção e marketing.

Até agora dois filmes – The Flash e Shazam! 2 – foram lançados e ambos foram enormes fracassos, o que não dá muita esperança para os próximos dois – Besouro Azul e Aquaman 2.

Falando para a revista, um executivo de um estúdio rival opinou que os 4 filmes são um caso terrível de timing, pois situados em um “universo cinematográfico moribundo“, não estão atraindo grande curiosidade do público.

O executivo do estúdio rival disse ainda que o CEO da Warner, David Zaslav, prejudicou bastante The Flash (2023) ao prometer “o maior filme de super-heróis” e todos tempos“. Segundo ele, em casos assim é melhor prometer pouco e surpreender, do que prometer muito e decepcionar.

“É um caso talvez inevitável, mas terrível de timing. O público não sente que tem que investir duas horas de sua vida [em The Flash] porque isso não vai importar daqui para frente.” Disse um executivo de estúdio rival da Warner;

“A partir do momento que você promete ‘o maior filme de super-heróis’, se não estiver correto sobre isso, você já pode se preparar para fracassar. Nesse ambiente, é melhor prometer pouco e entregar mais.” Completou o executivo.

Os anúncios do DCU de James Gunn e Peter Safran em janeiro podem até ter dado uma resposta interessante ao mercado, porém, dificultaram muito a vida dos filmes da DC de 2023.

Besouro Azul (2023) é que pode acabar ganhando uma sobrevida devido a recente tentativa da DC Studios de trazer relevância ao filme, através das declarações de James Gunn e do diretor Angel Manuel Soto sobre o personagem fazer parte dos planos para o novo DCU.

“O primeiro personagem do DCU, com certeza, é o Besouro Azul, e o primeiro filme do DCU é Superman: Legacy.” Disse James Gunn no podcast Inside of You.

Porém, o co-CEO da DC Studios disse também que Besouro Azul (2023) não faz parte do Capítulo Um do DCU, que será iniciado por Comando das Criaturas (2024).

O filme parece seguir os casos de O Esquadrão Suicida (2021) e Pacificador (2022), que serão produções canônicas no novo DCU, mesmo não fazendo parte do Capítulo Um, intitulado “Deuses e Monstros“.

Seguindo essa iniciativa ao falar para a Total Film (Via Games Radar+), Angel Manuel Soto disse que seu filme não tem conexões com o universo compartilhado antigo e, que sim, está dentro dos planos para o futuro da DC.

“Somos parte do universo, somos parte do mundo, fazemos parte dos planos que eles vêm criando para o futuro do DCU,” confirmou Soto.

“Mas não estamos presos a todos os filmes do passado. Sim, nosso filme vive no mundo onde existem super-heróis. Mas isso não significa que um determinado evento, ou certa aliança, ou certas coisas do passado ditem para onde nosso filme está indo.” Completou o diretor.

Leia mais sobre a DC Studios:

James Gunn e Peter Safran assinaram até 2026 e ficarão responsáveis por supervisionar os esforços de cinema, TV e animação na divisão recém-formada da Warner Bros. Pictures, que substituirá a DC Films.

O cineasta se concentrará no lado criativo, enquanto o produtor ficará responsável pela área de negociações comerciais.

Sabemos que a DC Studios atuará de forma independente, semelhante à Marvel Studios na Walt Disney Company.

Os dois se reportarão diretamente a David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, em estreita colaboração com De Luca e a outra chefe cinematográfica da companhia, Pamela Abdy.



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