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Se você é um grande fã de The Boys, certamente já se preocupou com uma possível extensão da série além do necessário, pelo universo da produção parecer limitado, por positivamente se sustentar mais na história que quer contar do que em uma expansão. Pois bem, Gen V parece trazer uma certa tranquilidade a essa questão.

Graças ao Prime Video, o O Vício assistiu aos 5 primeiros episódios da série derivada, e em nossas primeiras impressões, destacamos a forma eficiente na qual Gen V traz uma nova ótica para o universo da Vought.

Reprodução/Prime Video

Agora, os heróis erráticos, porém, consagrados e idolatrados pelo público, dão espaço para adolescentes que querem ocupar seus lugares. Em outras palavras, é como se a Liga da Justiça sombria e sem escrúpulos abrisse caminho para o que seria a sátira de The Boys aos X-Men.

Na série derivada, a história não é conduzida por um grupo de rapazes que querem derrubar uma poderosa e hipócrita organização de “Supers“. Mas sim, por alguém que acredita que pode fazer a diferença com seus poderes, mas acaba se corrompendo aos poucos com bajulações.

Se The Boys é cinza, amargo e imoral como uma vida adulta Punk Rock, Gen V tem um pouco do frescor adolescente de uma festa na piscina, que conduzida de forma inconsequente acaba muito mal. Em tom, o começo da série é como se Projeto X (2012) e Euphoria marcassem um encontro no universo da Vought.

Honestamente, talvez os fãs desse universo demorem um pouco para gostar da nova série, pois o primeiro episódio sofre para se dividir entre introdução de personagens e expansão de lore. De certo modo, acaba ficando mais longo do que deveria devido a sua montagem truncada.

Reprodução/Prime Video

Porém, tal qual a série principal, Gen V aposta na sua imprevisibilidade para fisgar o público. Ao fim do truncado e melodramático primeiro episódio, a produção subverte completamente qualquer expectativa, após ter dado indicativos claros de como a história iria seguir nos episódios seguintes.

Após o episódio de introdução, a história foca em um grande mistério, que até a altura em que assistimos tem sido bem desenvolvido. Entretanto, é importante ressaltar que há outros problemas além da montagem truncada dos primeiros 3 episódios.

É verdade que The Boys nunca foi uma produção famosa por ter efeitos especiais excelentes, mas em Gen V as vozes do vale da estranheza ecoam com frequência muito alta. Infelizmente, o uso excessivo de recursos digitais é capaz de quebrar a imersão em pontos importantes da trama.

A situação com os efeitos não é pior graças ao trabalho brilhante do elenco. Espere por atuações de altíssimo nível, de jovens atores e atrizes que devem conseguir grandes papéis nos próximos anos.

Reprodução/Prime Video

Outro ponto negativo é a forma como os primeiros episódios tentam se aprofundar no drama adolescente, soando mais piegas do que deveriam. Os temas abordados são interessantes e importantes, isso é um fato. Porém, não representam nada que outras produções focadas em jovens universitários já não tenham feito um milhão de vezes, apesar do contexto inédito.

Será importante esperar pelo final da série para dar um parecer mais preciso, mas até então, estamos diante de uma produção que tem como sua maior qualidade mostrar que há muito o que explorar no universo de The Boys, sem desgastar a imagem de personagens consagrados como Capitão Pátria, Billy Bruto, Hughie e demais principais.

Reprodução/Prime Video

Em resumo, apesar de problemas com montagem e imersão, os primeiros 5 episódios de Gen V são bem-sucedidos na tentativa de expandir o universo da Vought, repetindo tropos da franquia com um frescor adolescente, capaz de entregar uma história envolvente, que é muito bem interpretada por seu elenco. Agora, resta saber onde tudo isso vai dar.

Gen V, vale lembrar, estreia com 3 episódios amanhã (28), às 21 horas no Prime Video.

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