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Onde há Godzilla, também há Ghidorah. Maior rival do Rei dos Monstros, a criatura dourada de três cabeças sempre acaba aparecendo para confrontar Godzilla, afinal, como a própria Toho diz… Ghidorah vende.
Mas também, convenhamos, não é todo dia que você vê um dragão cósmico de três cabeças que vem do espaço e dispara raios elétricos. Não à toa, Ghidorah foi até agora a maior ameaça do MonsterVerse da Legendary Pictures, onde deu trabalho para Godzilla e outros monstros. No vídeo de hoje, trazemos 10 fatos sobre essa interessante criatura.
10 – Criação

A idéia inicial de Ghidorah, o Monstro de Três Cabeças, veio de Tomoyuki Tanaka, que também criou Godzilla. A inspiração de Tanaka veio de uma ilustração da Hidra de Lerna em um livro sobre mitologia grega e de Yamata no Orochi, a criatura de 8 cabeças do folclore japonês.
Tanaka ficou apaixonado pela ideia de Godzilla lutando contra uma serpente de várias cabeças, mas considerou sete ou oito cabeças excessivas e, portanto, o número de cabeças foi reduzido para três. A versão final, desenhada por Akira Watanabe, era um dragão de três cabeças com grandes asas, duas caudas e de origem extraterrestre.
9 – Era Showa

Em seu filme de estreia, Ghidorah, o Monstro de Três Cabeças, Ghidorah é retratado como uma antiga entidade extraterrestre responsável pela destruição da civilização venusiana , cinco mil anos antes dos acontecimentos do filme. Sua tentativa de destruir a Terra é frustrada pelos esforços combinados de Godzilla, Rodan e Mothra.
Os filmes subsequentes da era Shōwa retratariam Ghidorah como o peão de várias raças alienígenas que buscavam subjugar a Terra. King Ghidorah também aparece no quinto e sexto episódios da série de televisão Zone Fighter, onde é revelado que é supostamente uma criação dos alienígenas Garoga, embora não esteja claro se isso é verdadeiro ou não.
8 – Dourado

A versão inicial de King Ghidorah foi pintada de verde para que fosse mais fácil para os espectadores distingui-lo de Godzilla, Mothra e Rodan. No entanto, o diretor de efeitos especiais Eiji Tsuburaya insistiu que Ghidorah deveria ser pintado de dourado porque ele veio do planeta Vênus, conhecido por sua cor dourada.
O traje de monstro em si foi construído por Akira Watanabe e usado por Shoichi Hirose. Hirose andava curvado dentro da fantasia de Ghidorah, segurando uma barra de metal para se equilibrar, enquanto os titereiros controlavam suas cabeças, caudas e asas fora da câmera, como uma marionete. Cada cabeça do monstro estava equipada com motores controlados remotamente, que eram conectados aos operadores por meio de um fio que se estendia da parte traseira do traje.
7 – Poderes
A característica comum que Ghidorah tem para quase todas as versões é que ele é um Horror Cósmico na forma de um dragão espacial gigante de três cabeças que exerce eletricidade, embora algumas iterações sejam mais sobrenaturais do que outras.
Ele é sempre descrito como extraterrestre e às vezes até extradimensional, sendo uma entidade extremamente antiga, e capaz de sobreviver e viajar por grandes distâncias do espaço, praticamente imortal com uma habilidade de cura regenerativa que o torna virtualmente impossível de matar.
Ghidorah pode manipular raios ou gravidade (às vezes ambos), pode criar tempestades e perturbações atmosféricas e – exceto por uma iteração – quer exterminar toda a vida na Terra. Ou seja, ele é a versão dos kaiju do mito de Chtulu.
6 – Era Heisei
Na Era Heisei, em Godzilla vs King Ghidorah (1991), a criatura é repensada como um trio de diminutas criaturas geneticamente modificadas chamadas Dorats, de propriedade de um grupo de terroristas viajantes do tempo do século 23, dedicados a colocar o Japão de joelhos no passado antes que pudessem se tornar uma superpotência econômica corrupta.
Em 1954, os Dorats foram expostos ao teste de bomba de hidrogênio de Castelo Bravo realizado no Atol de Bikini, fundindo-os e transformando-os em King Ghidorah. No ano de 1992, os futurianos assumiram o controle de King Ghidorah e o libertaram no Japão, exigindo que a nação se rendesse às suas exigências.
5 – O Mecha-King Ghidorah

No mesmo filme, após derrotar King Ghidorah e o mandar para o fundo do mar, Godzilla começa a atacar o Japão. É então perguntado a Emmy Kano, uma Futuriana que se rebelou contra seu grupo, e M11, seu androide, se King Ghidorah poderia ser revivido no século 23 e trazido de volta ao presente para ser usado como uma arma anti-Godzilla para proteger o Japão. Emmy e M11 concordaram e voltam ao futuro.
Enquanto Godzilla continua seu ataque no centro de Tóquio, King Ghidorah, agora Mecha-King Ghidorah, se materializa num flash de energia. Pilotado por Emmy e reforçado com vários segmentos robóticos, Mecha-King Ghidorah está mais poderoso do que antes. Em sua forma mecha, ele tem quase todo o corpo mecanizado, contando apenas com suas asas orgânicas.
4 – Desghidorah

Existe ainda uma versão da criatura chamada de Desghidorah. Milhões de anos atrás, Desghidorah aparece no planeta Marte, o destruindo e o transformando num deserto. Ele então voa ao planeta Terra com a intenção de destruí-lo e começa a atacar o planeta, mas encontra uma revolta de uma raça chamada Elias, pequenos seres parecidos com humanos.
Eles enviam Mothra para derrotá-lo em uma batalha dura bastante tempo, e a civilização dos Elias é quase destruída no processo. Desghidorah é finalmente derrotado e preso numa câmara para que ninguém o liberte. Obviamente ele é acordado no presente, onde enfrenta Motrha Leo.
3 – Era Millennium

No filme “Giant Monsters All-Out Attack”, Ghidorah é retratado como tendo sido um dos três Guardiões de Yamato, originado 1.000 anos antes dos eventos do filme. Inicialmente um antagonista, Ghidorah foi preso no Monte Fuji, apenas para ser despertado em 2001 para impedir a destruição de Tóquio por Godzilla. Ghidorah é derrotado, mas depois revivido e fortalecido pelo aliado Mothra.
O diretor Shūsuke Kaneko planejou originalmente usar Varan como o principal antagonista de Godzilla, mas foi pressionado pelo presidente da Toho, Isao Matsuoka, a usar o mais reconhecível e lucrativo King Ghidorah. Para enfatizar o papel heróico de Ghidorah no filme, o tamanho da criatura foi bastante reduzido.
2 – Anime

A versão anime do Ghidorah é extremamente insana. Apresentado em Godzilla: The Planet Eater, ele é muito diferente de sua representação original, tendo evoluído a ponto de descartar seu corpo físico em favor de uma forma de pura energia astral com duas caudas, duas asas e três pescoços que atingem pelo menos 20 quilômetros de comprimento, estendendo-se por três portais semelhantes a buracos negros para devorar planetas sacrificados a ele pelo culto Exif com seus poderes gravitacionais enquanto seu torso permanece dentro de uma dimensão alternativa.
Neste estado, King Ghidorah é completamente invulnerável enquanto sua “âncora” permanecer viva, e é capaz de ignorar completamente as leis da física das dimensões que ele invade, com seus poderes incluindo a intangibilidade, a manipulação da termodinâmica, da gravidade e do tempo através de dilatação temporal.
1 – MonsterVerse

No MonsterVerse da Legendary Pictures, King Ghidorah é retratado como um predador rival de Godzilla que se originou de outro mundo, “caindo das estrelas” nos tempos antigos, que busca ativamente usurpar o domínio de Godzilla sobre os outros monstros. Ao contrário de Godzilla, ele é verdadeiramente maligno e tem tendências genocidsa com os humanos enquanto ameaça destruir a ecosfera da Terra. Ele é derrotado por Godzilla (auxiliado por outros kaiju) no filme Godzilla: Rei dos Monstros.
Na sequência de 2021, Godzilla vs Kong , ambientada 5 anos após os eventos do filme anterior, a cabeça decepada de Ghidorah está sendo usada por Ren Serizawa da Apex Cybernetics para interagir telepaticamente com o corpo de Mechagodzilla. Godzilla sente a presença de seu rival caído, o que o leva a atacar as instalações da Apex onde o Mechagodzilla está sendo construído. Eventualmente, o que resta da consciência de Ghidorah assume o controle do Titã cibernético, matando o CEO da Apex, Walter Simmons, e eletrocutando Ren Serizawa, antes de lutar contra Godzilla em Hong Kong.






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