Comentários

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

[ATENÇÃO: O CONTEÚDO ABAIXO TEM SPOILERS]

Após a confirmação da renovação de Fallout na Amazon Studios, Ella Purnell teve a oportunidade de comentar sobre a decisão traumática de Lucy no último episódio da primeira temporada.

De acordo com a atriz, a cena em que a protagonista dá uma “morte por compaixão” em sua mãe passou por várias versões diferentes antes de chegarem ao tom e nível de emoção corretos.

“Ela precisou passar pelos cinco estágios do luto em um curto período de tempo. Nós refizemos [a cena], porque originalmente todos nós tínhamos uma ideia diferente de como aquele final seria. Inicialmente, filmamos a morte da mãe da Lucy como um momento muito emocional. Havia muitas lágrimas e lamentações. E simplesmente não parecia certo. Sentimos que, se ela fosse se levantar e entrar nos Ermos, precisaria ser uma mulher mudada, e talvez sua dor precisasse ser substituída por algo mais áspero,” declarou ao site da GQ Magazine.

“Ao matar sua mãe por compaixão, ela está fazendo exatamente o que o Necrótico fez com Roger (no quarto episódio). Ela aprendeu a lição. Ela se transformou nele. Quando ela diz: ‘Eu nunca serei como você’, talvez não seja verdade. E naquele momento, quando ela atira em sua mãe, significa tantas coisas. Significa: ‘Estou indo com você’. Significa: ‘Vou encontrar meus criadores’. Significa: ‘Eu te odeio muito, mas me tornei igual a você, você estava certo’. Significa que ela está deixando de lado sua bondade natural,” acrescentou.

A atriz também espera que esse arco seja expandido nos próximos episódios.

“Quero que o público, no final da série, se pergunte se a heroína deles ainda é uma boa pessoa. Eu não sei quem ela será na segunda temporada, [mas] é isso que acontece quando você quebra o inquebrável. Não sei em quem ela está prestes a se tornar,” concluiu.

Há a expectativa da produção começar no outono norte-americano (entre setembro e dezembro), na Califórnia.

Leia mais sobre a série de Fallout:

Fallout é a história de quem tem e quem não tem em um mundo onde não há quase nada para se ter. Duzentos anos após o apocalipse, os habitantes dos luxuosos abrigos radioativos são forçados a retornar à paisagem infernal irradiada que seus ancestrais deixaram para trás – e ficam chocados ao descobrir um universo incrivelmente complexo, alegremente estranho e altamente violento esperando por eles.

Fonte: GQ Magazine

Redator do O Vício. Bruno Gomes é especializado em cultura pop, com mais de 10 anos de experiência cobrindo filmes, séries e franquias de sucesso. Apaixonado por filmes de ação, acompanha todas as novidades do multiverso em tempo real.


Comentários