
O site Bleeding Cool resolveu acabar de vez com todo o mimimi existente e publicou um FAQ, preparado pela DC Comics, respondendo às principais dúvidas dos lojistas e leitores dos EUA sobre o relançamento da linha de super-heróis da editora – que a DC ressalta não ser um reboot, mas um relançamento. E há informações importantes também para os leitores.
O FAQ confirma que existirá continuidade nas histórias da DC, assim a cronologia não vai ser totalmente apagada. “Algumas coisas sim, algumas coisas não. Mas muitas das grandes histórias permanecem. Por exemplo, com Batgirl. A Piada Mortal aconteceu e ela foi Oráculo. Agora ela vai passar por uma reabilitação física e tornar-se uma personagem com mais experiência e mais nuances por ter tido estas experiências”, diz uma das respostas. Ao que parece, será como ocorreu 25 anos atrás, quando a saga Crise nas Infinitas Terras apagou a história pregressa de Superman, Mulher-Maravilha e outros personagens, mas não de outros como Batman.
Mas a DC aposta que terá vantagem mesmo nas histórias que vão começar do zero: “Nossos criativos vão ter a possibilidade de dar uma abordagem mais moderna – não apenas a cada personagem, mas também na interação entre eles e no universo como um todo, focando nos momentos iniciais das carreiras de cada um de nossos ícones. Quando eles não tinham tanta experiência para defender-se de seus nêmesis. Quando não tinham certeza de sua capacidade. Quando ainda não haviam salvo o mundo incontáveis vezes. Um período rico em oportunidade criativas, para mostrarmos como estes personagens são surpreendentes, icônicos e especiais.” O FAQ também diz que novas versões de antigos personagens terão variações de “aparência, origem e idade”.
E para responder os críticos da renumeração – que avaliam como uma chance de ouro perdida em não deixar séries como Action Comics (que terminará na 994) e Detective Comics (que terminará na 881) chegarem às edições número 1000 – a resposta foi: “Contar número de edição é focar no passado, não no futuro”.
E pra quem pensa que tudo isso é apenas um novo evento: “Esta é uma iniciativa épica e ambiciosa que traz uma nova era para os personagens DC e determinará o tom das histórias e personagens por anos. Isto não é um ‘evento’, pois eventos têm data de validade.”
Outra questão pertinente que foi comentada anteriormente pelo vice-presidente sênior Bob Wayne, é o fim do modelo “write for the trade” em que os autores criam arcos de histórias que durem uma média de seis edições, formato perfeito para ser reunido posteriormente em coletânea, um encadernado ou até mesmo um livro luxuoso. Na nova política, as histórias estão mais livres para durar uma, duas, cinco, nove… enfim, quantas edições o autor achar necessárias para contar sua história.
Por fim, uma novidade interessante para os leitores brasileiros que quiserem acompanhar a nova DC via digital: o FAQ revela que a DC está negociando com a Comixology – a empresa que administra os apps das principais editoras dos EUA – para determinar o horário de lançamento dos quadrinhos, que deve ser feito sempre às quartas-feiras às 15h (horário de Brasília). Mas quem quiser seus gibis digitais “fresquinhos” vai ter que pagar mais caro. Os gibis têm preço entre US$ 2,99 e 3,99 dólares, mas terão queda de um dólar quatro semanas após o dia de lançamento.
O lançamento da nova DC acontece em setembro nos EUA.




Comentários