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O episódio 7 de Pinguim é sobre consequências. De certa forma, também é sobre como algumas coisas sempre permanecem iguais.
O episódio começa mostrando um pouco da juventude do protagonista com sua mãe e seus dois irmãos. Voltar ao passado estando tão perto do clímax poderia ser uma escolha equivocada nas mãos de uma equipe criativa menos competente, mas não é o caso aqui.
Além de dar peso e reforçar ideias do presente da linha do tempo da minissérie, as cenas também tomam a corajosa decisão de revelar uma verdade sombria sobre o personagem principal. Acontece que seu lado impulsivo nunca foi algo que surgiu de seus anos trabalhando para a máfia: sempre esteve lá, fazendo parte de sua natureza sociopata. Ao fazer isso, a minissérie se prova muito consistente em fazer desta versão do Pinguim um vilão em definitivo, algo proposto ainda no primeiro episódio.

Essa ideia funciona no episódio, em parte, porque o jovem ator Ryder Allen é quase impressionante ao acompanhar os maneirismos de Colin Farrell e, no geral, entregar uma concepção de personagem praticamente idêntica. Emily Meade também é ótima interpretando uma versão mais jovem de Francis (Deirdre O’Connell).
Há ainda uma participação especial de Louis Cancelmi, ator que Martin Scorsese adora (e seu colaborador nos seus projetos mais recentes), como Rex Calabrese, o mafioso sobre o qual Oz falou de maneira gloriosa no primeiro episódio. Seria um aceno ao diretor que sabe contar histórias de máfia como ninguém?
Oz parece admirar Rex mais do que seus irmãos, ao passo em que, indo na contramão, o mafioso não o nota tanto quanto aos outros garotos. É provável que Pinguim ainda tenha coisas importantes para contar sobre o passado.
Mas vamos voltar ao presente, onde nos é mostrado que não são apenas as escolhas de Oz que têm consequências terríveis. Sofia (Cristin Milioti) percebe que colocou sua sobrinha, Gia, em uma situação semelhante à sua própria, e dá sinais de uma possível desistência, mas pode ser tarde demais. Além disso, a vingança contra Oz ainda é atraente demais para ser simplesmente ignorada. Algumas coisas realmente nunca mudam…

Há de ser observado, porém, que a produção cometeu um equívoco ao fazer do episódio 7 o mais curto da temporada. Ainda mais porque esse não é um episódio que economiza em narrativa; muito pelo contrário. Em determinados momentos, há a sensação de que muito está sendo condensado em pouco. Por que abreviar logo agora?
Felizmente, Pinguim já nos apresentou o suficiente para que nada disso seja raso. E o fato de que o episódio 7 nos deixa tentando adivinhar o que acontecerá no grande encerramento da minissérie é a prova de que um trabalho muito bom foi feito em manter envolvente um enredo que, de outra forma, poderia ser totalmente banal.

Seguindo para sua reta final, o derivado de Batman (2022) lançará seu último episódio no próximo domingo, 10 de novembro.
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A primeira temporada conta com Lauren LeFranc (Impulse, Chuck) como roteirista-chefe e produtora, além de Matt Reeves (Batman) na produção executiva e Craig Zobel como líder do time de diretores.
Primeiro derivado da Saga do Batman, Pinguim traz Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell) como um dos líderes do sindicato do crime de Gotham, tendo que lidar com uma luta por poder no submundo do crime da cidade.






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