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Muito antes de se tornar o maior herói da Terra, Superman foi apenas um bebê enviado às pressas por seus pais para escapar de um destino inevitável. Mas o que realmente sabemos sobre o mundo que ele deixou para trás? Krypton pode ter sido destruído, mas sua cultura, mitologia e tragédia continuam vivas através do Homem de Aço.
Com a estreia do novo filme do Superman nos cinemas, é hora de mergulhar fundo nas origens desse planeta lendário. De deuses solares e luas perdidas até prisões interdimensionais e cidades engarrafadas, Krypton esconde muitas curiosidades interessantes. No vídeo de hoje, falamos sobre isso, em 10 fatos.
Primeira aparição nos quadrinhos

Krypton foi visto pela primeira vez logo na estreia de Superman em Action Comics #1 (1938), mas apenas por um único painel. Na época, o planeta nem sequer tinha nome, sendo descrito como um mundo que havia sido destruído pela “velhice”, algo vago e simbólico para justificar sua ruína.
Foi na tirinha de jornal do McClure Syndicate que o planeta finalmente recebeu o nome de Krypton. A mesma história também introduziu os nomes de seus pais, Jor-L e Lora (com grafias diferentes das versões posteriores), além do Conselho Kryptoniano. Era o início da construção do universo que tornaria Superman mais do que um herói: um sobrevivente de uma civilização perdida.
Inicialmente, todos os Kryptonianos tinham poderes

No começo, os quadrinhos sugeriam que todos os habitantes de Krypton tinham os mesmos poderes de Superman. Mas isso logo gerou inconsistências: se todos tinham superpoderes, por que não fugiram da destruição? Em 1944, More Fun Comics #101 resolveu isso, explicando que os kryptonianos só ganham habilidades extraordinárias quando estão na Terra.
Nesse quadrinho, no entanto, o motivo é diferente daquele que seria utilizado mais tarde. Aqui, a explicação é simplesmente… a gravidade. Sob a gravidade diferente da Terra, um kryptoniano se tornava superpoderoso.
Krypton orbitava um sol vermelho e tinha várias luas

O sol que iluminava Krypton se chamava Rao, uma estrela gigante vermelha. Foi a partir de Action Comics #262, de 1960, que a DC estabeleceu que os kryptonianos não tinham superpoderes em seu planeta por causa da radiação emitida por Rao. Somente sob um sol amarelo, como o da Terra, é que eles ganham habilidades como voo, superforça e visão de calor.
Outro detalhe fascinante é que Krypton tinha várias luas, embora o número varie conforme a história. Originalmente, eram quatro — até que uma delas, Xenon, se afastou da órbita do planeta. Mais tarde, Jax-Ur destruiu outra lua, Wegthor, com um raio da morte. No fim, restaram apenas duas luas conhecidas: Mithen e Koron. Esses corpos celestes faziam parte da beleza natural e complexidade astronômica de Krypton.
A Kryptonita

A kryptonita surgiu pela primeira vez em um episódio do programa de rádio The Adventures of Superman, em 1943. Esses fragmentos irradiados do planeta destruído caíram na Terra junto com a nave de Kal-El e rapidamente se tornaram a maior fraqueza do herói. A kryptonita verde é a mais conhecida, mas ao longo dos anos surgiram outras variações com efeitos diferentes, como a vermelha, azul e dourada.
A presença da kryptonita foi essencial para equilibrar o poder quase ilimitado do Superman. Mesmo sendo o último filho de Krypton, Kal-El nunca está totalmente seguro. Essas pedras mortais têm sido usadas por vilões como Lex Luthor para enfrentá-lo, e continuam a representar um elo sombrio entre o herói e seu mundo natal.
Rao: o Deus Solar de Krypton

Os kryptonianos adoravam uma divindade chamada Rao, que representava a justiça, a verdade e a luz. Esse culto era tão central à cultura do planeta que o próprio sol vermelho que o iluminava recebeu o nome do deus. Expressões como “Grande Rao!” usadas por Superman são um reflexo dessa devoção que sobreviveu mesmo após a destruição do planeta.
Essa crença influenciava tradições e datas importantes, como o “Dia da Verdade”, um feriado em que todos os cidadãos eram incentivados a dizer a verdade, em homenagem ao mártir Val-Lor. Mesmo com seu avanço tecnológico, Krypton manteve um lado espiritual forte, mostrando que ciência e fé caminhavam juntas.
Krypton tinha maravilhas naturais bizarras

O planeta possuía paisagens únicas, como o Vulcão Dourado, que cuspia ouro ao invés de lava, e as Cataratas de Fogo, rios incandescentes que corriam entre os cânions. Essas belezas tornavam Krypton não só tecnologicamente avançado, mas também um lugar visualmente espetacular.
Já o Lago das Águas Encolhedoras tinha um efeito curioso: quem se banhasse nele encolhia até o tamanho de um inseto. Por segurança, os kryptonianos construíram uma cerca gigante ao redor.
Kandor, a cidade engarrafada de Krypton

Kandor foi apresentada pela primeira vez em Action Comics #242, de 1958, como a antiga capital de Krypton. Antes mesmo da destruição do planeta, a cidade foi atacada por Brainiac, que a miniaturizou usando um raio encolhedor e a armazenou dentro de uma garrafa como parte de sua coleção de civilizações.
Após derrotar o vilão, Superman levou Kandor para a Fortaleza da Solidão, onde a manteve protegida e começou a buscar uma forma de restaurá-la. Com milhares de kryptonianos vivendo em seu interior, Kandor passou a representar uma parte viva do legado de Kal-El.
A Zona Fantasma, prisão de Krypton

A Zona Fantasma é uma dimensão paralela descoberta por Jor-El que foi usada como prisão para os criminosos mais perigosos de Krypton. Introduzida nos quadrinhos em Adventure Comics #283, de 1961, essa dimensão mantinha os prisioneiros em um estado espectral — vivos, conscientes e imortais, mas incapazes de interagir com o mundo físico. Por esse motivo, Krypton abandonou a pena de morte e passou a utilizar a Zona Fantasma como forma de punição definitiva.
Após a destruição do planeta, os habitantes da Zona Fantasma foram alguns dos poucos kryptonianos que sobreviveram. Entre os mais conhecidos estão o General Zod, Jax-Ur e Faora, que se tornaram ameaças recorrentes para Superman.
Superman não sabia de sua origem até bem tarde
Apesar dos leitores já conhecerem Krypton, Kal-El só descobriu sua origem em 1949, na edição Superman #61. Esse mesmo número também marcou a primeira aparição oficial da Kryptonita nos quadrinhos, consolidando dois dos elementos mais importantes da mitologia do personagem.
Essa revelação teve um peso emocional grande na trajetória de Superman. Saber que era o último de seu povo (ao menos naquele momento) adicionou camadas de tristeza, responsabilidade e legado ao herói, definindo a forma como ele passou a ver a si mesmo e seu papel na Terra.
A destruição de Krypton tem várias versões

Dependendo da versão, Krypton foi destruído por velhice, instabilidade nuclear, guerra civil ou até mesmo colapso do núcleo. Na reinvenção do Superman por John Byrne, a radiação acumulada no centro do planeta causou a explosão. No filme de 1978, o sol vermelho Rao entra em supernova.
Já em Smallville, Brainiac sabota o planeta. E em O Homem de Aço (2013), a culpa recai sobre os próprios kryptonianos, que esgotaram o núcleo do planeta com mineração excessiva, algo parecido com o que aconteceu no universo animado de Bruce Timm. Seja qual for a versão, todas concordam em um ponto: Jor-El tentou avisar, mas ninguém ouviu.






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